Inhambupe é um município brasileiro do estado da Bahia.
Topônimo
"Inhambupe" é uma palavra proveniente da língua tupi, significando "no rio dos inhambus", através da junção de ïnã'bu, "inhambu",FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.947 'y , "água, rio"http://www.fflch.usp.br/dlcv/tupi/vocabulario.htm e pe, "em".
História Inhambupe é uma cidade, atualmente situada no Litoral Norte do Agreste da Bahia, a 153 KM da capital, Salvador.
Antes de tornar-se Vila, a Freguesia do Divino Espírito Santo do Inhambupe de Cima, fundada em 1718, pertencia à Vila de São João Batista da Água Fria.
Formação Territorial A ocupação do território que corresponde a uma parte do atual município de Inhambupe aconteceu durante o processo de avanço da colonização portuguesa para o interior da Capitania da Bahia. Em torno da Capela do Divino Espírito Santo formou-se o principal núcleo de povoamento dessa área do sertão, inicialmente dependente da Vila de São João Batista da Água Fria, da qual precisava para questões civis, judiciais e religiosas.SCHWARTZ, Stuart B. Segredos Internos: engenhos e escravos na sociedade colonial, 1550-1835. São Paulo: Companhia das Letras, 1988, p. 88.
Em 1718, foi criada a Freguesia do Divino Espírito Santo do Inhambupe de Cima, dando maior autonomia religiosa ao povoado e fortalecendo-o como centro da organização religiosa local. Em 1757, o vigário Joaquim de Sant’Ana informou às autoridades que a freguesia possuía três capelas filiais: Santo Antônio das Lagoinhas, Nossa Senhora dos Prazeres e Nossa Senhora da Conceição do Sobrado, mostrando a ampliação de sua área de influência.AMORIM, Janaína Laís Lima Silva. O Parentesco Espiritual: compadrio de escravos africanos na Freguesia de Santo Antônio das Alagoinhas, 1818-1850. In: ALMEIDA, Kátia Lorena Novais (org.). Escravidão e liberdade no agreste da Bahia: Inhambupe e Alagoinhas século XIX. Salvador: EDUNEB, 2023, p. 16. ISBN 978-65-88211-66-3. Ao longo do século XVIII, a freguesia apresentou crescimento populacional, acompanhado pela expansão das lavouras de fumo e de outras atividades agrícolas, principalmente nas décadas de 1780 e 1790. SCHWARTZ, Stuart B. “O Brasil colonial, c. 1580-1750: as grandes lavouras e as periferias. In: BETHEL, Leslie (Org.) América Latina colonial. São Paulo: Edusp/FUNAG, 1999, p. 373Esse crescimento da população e da economia, junto à distância entre as duas localidades, tornou a dependência administrativa em relação à Vila de São João Batista da Água Fria cada vez menos adequada para atender às necessidades locais.SOUZA, Marília de Jesus. A família escrava entre a legitimidade e a ilegitimidade: Freguesia do Divino Espírito Santo do Inhambupe de Cima (1824-1831). 2018. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em História) – Universidade do Estado da Bahia, Departamento de Educação, Campus II, Alagoinhas, 2018, p. 22.
Em 1798, o governador da Bahia, D. Fernando José de Portugal, autorizou a criação da Vila do Inhambupe. A medida foi justificada pelas dificuldades de comunicação com a sede de Água Fria e pela necessidade de dar à localidade uma administração própria. Com a elevação à categoria de vila, Inhambupe tornou-se sede do município, adquirindo autonomia política e administrativa
Após sua instalação como vila, Inhambupe ampliou sua área territorial sobre diversos povoados, entre eles Alagoinhas e Entre RiosSUPERINTENDÊNCIA DE ESTUDOS ECONÔMICOS E SOCIAIS DA BAHIA. EVOLUÇÃO TERRITORIAL E ADMINISTRATIVA DO ESTADO DA BAHIA: um breve histórico. SALVADOR: SEI, 2001, p. 97. (ISBN: 85-85976-37-3) Durante o século XIX, a Vila de Inhambupe possuía três freguesias: a Freguesia do Divino Espírito Santo de Inhambupe, sede da vila; a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Aporá; e a Freguesia de Nossa Senhora dos Prazeres de Entre Rios. Ao longo dos anos, sucessivas separações de partes de seu território deram origem a novos municípios, processo que contribuiu para a formação territorial da região correspondente ao atual Agreste baiano.
Categoria:Fundações na Bahia do século XVI Categoria:Topônimos de origem tupi na Bahia