Heinrich Theodor Böll (Colónia, — Kreuzau, ) foi um tradutor e escritor alemão, um das mais emblemáticas figuras da literatura alemã do segundo pós-guerra, também chamada literatura dos escombros.A Literatura Alemã após 1945. Por Neusa Soliz. Deutsche Welle. Mais conhecido como romancista, foi também autor de contos, poesias e peças teatrais.

Foi laureado com o Nobel de Literatura de 1972.The Nobel Prize in Literature 1972 - Heinrich Böll

Biografia thumb|left|150px|Monumento a Heinrich Böll, em Berlim Böll nasceu em Colônia, Alemanha, em uma família pacifista católica que mais tarde se opôs à ascensão do nazismo. Recusou-se a participar da Juventude Hitlerista durante a década de 1930. Foi aprendiz de um livreiro antes de estudar alemão, na Universidade de Colônia. Recrutado pela Wehrmacht, serviu na França, Romênia, Hungria e União Soviética, e foi ferido quatro vezes antes de ser capturado pelos americanos, em abril de 1945, e enviado para um campo de prisioneiros de guerra.

Böll passou a se dedicar integralmente à literatura aos 30 anos. Seu primeiro romance, Der Zug war pünktlich (O trem foi pontual), foi publicado em 1949. Muitos outros romances, contos, radionovelas e coletâneas de ensaios se seguiram, e, em 1972, ele recebeu o Prêmio Nobel de Literatura.

Entre 1972 e 1973, foi presidente do PEN International, a associação mundial de escritores e mais antiga organização de direitos humanos.

Sua obra foi traduzida em mais de 30 idiomas, e ele continua sendo um dos escritores mais lidos da Alemanha. Obra Kreuz ohne Liebe, escrito entre 1946 e 1947, publ. 2002 Der Zug war pünktlich, 1949 Das Vermächtnis, escrito entre 1948 e 1949, publ. 1981 Wanderer, kommst du nach Spa, 1950 Die schwarzen Schafe, 1951 Editado no Brasil pela editora Expressão e Cultura, com o título Crianças também são civis? e outros contos (primeiro livro do autor editado no Brasil em 1970). Nicht nur zur Weihnachtszeit, 1951 Wo warst du, Adam?, 1951 Der Engel schwieg, escrito entre 1949 e 1951 Editado em Portugal pelas Edições Asa, com o título O Anjo Mudo. Editado no Brasil pela Estação Liberdade, com o título O Anjo Silencioso. Und sagte kein einziges Wort, 1953 Editado em Portugal pela Editorial Aster, numa tradução de Maria Teresa e João Carlos Beckert D’Assumpção, com o título E não disse nem mais uma palavra. Haus ohne Hüter, 1954 Editado em Portugal pelos Livros do Brasil, numa tradução de Jorge Rosa, com o título Casa Indefesa. Das Brot der frühen Jahre, 1955 Editado no Brasil pela Editora Artenova, com o título O Pão dos Anos Jovens. Irisches Tagebuch, 1957 Die Spurlosen, 1957 Doktor Murkes gesammeltes Schweigen, 1958 Billard um halb zehn, 1959 Editado em Portugal pela Editorial Aster, com o título Bilhar às nove e meia. Unberechenbare, 1960 Editado em Portugal pela Arcádia, numa tradução de Mário Vilaça, com o título Os hóspedes inesperados (primeiro livro do autor editado em Portugal na década de 1960). Ein Schluck Erde, 1962 Ansichten eines Clowns, 1963 Editado no Brasil pela Estação Liberdade, com o título Pontos de Vista de um Palhaço. Entfernung von der Truppe, 1964 Ende einer Dienstfahrt, 1966 Editado no Brasil pela Companhia das Letras, com o título Fim de uma Viagem. Gruppenbild mit Dame, 1971 Editado em Portugal pelas Publicações Dom Quixote, com o título Retrato de grupo, com senhora (reeditado em 2023 pela Cavalo de Ferro). Die verlorene Ehre der Katharina Blum, 1974 Editado em Portugal pelas Publicações Europa-América, com o título A honra perdida de Katharina Blum (reeditado em 2022 pela Cavalo de Ferro numa tradução de Paulo Rêgo). Editado no Brasil pela Carambaia, com o mesmo título, mas numa tradução de Sibele Paulino. Fürsorgliche Belagerung, 1979 Editado no Brasil pela Livraria Francisco Alves Editora, com o título Cerco Protetor. Was soll aus dem Jungen bloss werden?, 1981 Editado em Portugal pela Difel, com o título O que vai ser do rapaz?. Vermintes Gelände, 1982 Die Verwundung und andere frühe Erzählungen, 1983 Contos Irónicos (coletânea bilíngue português-alemão de contos de Böll entre 1950 e 1970) Editado em Portugal pelas Publicações Europa-América numa tradução de Veronika de Vasconcelos, com o título Contos Irónicos. Frauen vor Flusslandschaft, 1985 (edição póstuma)

Prêmios (seleção) 1967 - Prêmio Georg Büchner 1972 - Nobel de Literatura

Cinema e TV Böll também trabalhou como roteirista e teve alguns de seus livros adaptados para o cinema e a televisão. Entre as adaptações, destacam-se A Honra Perdida de Katharina Blum (dirigido por Volker Schlöndorff e Margarethe von Trotta, em 1975), Não reconciliados (Nicht versöhnt oder Es hilft nur Gewalt wo Gewalt herrscht, adaptação do romance Billard um halb zehn, realizada por Jean-Marie Straub, em 1965) e Ansichten eines Clowns (filme de 1976, dirigido por Vojtech Jasný, com Hanna Schygulla).

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