O zorro-olho-grande ou zorro-de-olhos-grandes (Alopias superciliosus) é uma espécie de tubarão pertencente à ordem dos Lamniformes, com distribuição circunglobal em regiões tropicais e temperadas, em profundidades que vão desde a superfície até 700 metros.
Os seus nomes comuns são raposo-de-olhos-grandes, tubarão-raposo-olhudo ou zorro-de-olhos-grandes.Alopias superciliosus - Froese, R. and D. Pauly. Editors. 2014. FishBase. World Wide Web electronic publication. www.fishbase.org, (11/2014)
A autoridade científica da espécie é Lowe, tendo sido descrita no ano de 1841.
Descrição Trata-se de uma espécie marinha. Pode atingir no máximo 4,80 m de comprimentoIGFA, 2001. Database of IGFA angling records until 2001. IGFA, Fort Lauderdale, USA., mas tem tamanho médio de 3,50 m. com base de indivíduos de sexo indeterminado, e até aproximadamente 364 kg. Pode viver até 20 anos de idade. esquerda|miniaturadaimagem|199x199px|Cabeça do A. superciliosus Uma de suas principais características, além do lobo superior da nadadeira caudal com comprimento semelhante ao resto do corpo característico dos tubarões-raposa, é a presença de grandes olhos em jovens e adultos.
Essas estruturas estendem-se para a superfície dorsal da cabeça, proporcionando um campo de visão vertical e binocular, diferente dos outros tubarões-raposa. Essas alterações os ajudam a capturar a presa por baixo, utilizando sua cauda.
Ecologia
Distribuição As três espécies da família Alopiidae ocupam profundidades e habitats semelhantes, porém, dados de latitude e profundidade mostram que o Alopias superciliosus habita águas mais frias e profundas.
Ocorre em águas costeiras sobre plataformas continentais, às vezes perto da costa em águas rasas e em alto mar, longe da terra, sendo observados em locais de 0 a 955 metros de profundidade, mas mais frequente em torno de 100 metros.
É uma espécie presente em todos os continentes, considerada espécie nativa de 24 países da África, 18 países das Américas (incluindo Brasil), 11 países da Ásia, 7 países da Europa (incluindo Portugal) e 6 países da Oceania.
Alimentação O A. superciliosus se alimenta de peixes pelágicos, incluindo peixes alepisaurídeos (Alepisaurus spp.), clupeídeos (sardinhas), scombrídeos, pequenos peixes de bico, merlucídeos e lulas.
Reprodução Essa espécie é de organismos ovovivíparos, e os embriões se alimentam do saco vitelino e de outros óvulos produzidos pela mãe. Cada ninhada tem um número médio de dois filhotes, com um período de gestação de 12 meses.
Conservação De acordo com a IUCN, a espécie está atualmente vulnerável. Entretanto, estudos estudaram a vulnerabilidade da espécie a fatores específicos, e se estabeleceu que A. superciliosus foi avaliada como extremamente vulnerável à pesca e muito vulnerável às mudanças climáticas.
A espécie é considerada inofensiva a humanos.
Pesca É capturado pela pesca de espinhel na Rússia, Japão, China, Espanha, Estados Unidos, Brasil, Uruguai, México e provavelmente também em outros países. Muitas vezes esses tubarões são encontrados presos no espinhel pela cauda, o que também sugere que utilize sua longa cauda para atordoar sua presa. Sua carne é utilizada fresca, defumada ou salgada para consumo humano, porém não possui alto valor comercial; o óleo de seu fígado é processado para obtenção de vitamina A, sua pele é utilizada como couro e as nadadeiras são usadas como ingrediente de sopas em alguns países.
A espécie é frequentemente capturada acidentalmente pela pesca de espinhel em toda a costa Brasileira e apresenta um potencial reprodutivo limitado, o que a torna vulnerável a sobrepesca.
Ver também
Alopias palatasi
Ligações externas
Alopias superciliosus - Biodiversity Heritage Library - Bibliografia Alopias superciliosus - NCBI Taxonomy Database Alopias superciliosus - Global Biodiversity Information Facility Alopias superciliosus - Encyclopedia of Life
superciliosus Categoria:Peixes descritos em 1841 Categoria:Peixes de Portugal Categoria:Peixes marinhos da Nova Zelândia