thumb|450px|Distribuição dos Castelos Cátaros. thumb|325px|Cidadela de Carcassone. A expressão "castelos cátaros" vem sendo utilizada modernamente pela indústria do turismo , do mesmo modo que a expressão País cátaro, para designar arbitráriamente um conjunto de castelos erguidos pela Coroa Francesa na região do Languedoc (Sul da França), ao final da Cruzada albigense. Alguns destes locais haviam se constituído, antes do período monárquico, em povoações fortificadas capazes de defender os cátaros, tendo sido, após o esmagamento da heresia, transformadas em autênticas cidadelas.
Os verdadeiros "castelos cátaros" Na região do Languedoc, os únicos verdadeiros "castelos cátaros" constituíam-se em pequenas povoações fortificadas ("castrum"), tais como Laurac, Fanjeaux e Mas-Saintes-Puelles. Alguns locais, como o Lastours-Cabaret, Montségur, Termes ou Puilaurens, foram "castra" antes de serem arrasados e transformados em cidadelas reais. A lenda acerca dos arquitectos e construtores cátaros não passa de um mito. Os únicos monumentos que testemunharam os acontecimentos da primeira metade do século XIII, e portanto os únicos que poderiam reivindicar o título de "Cátaros", uma vez que esta seita nunca construiu algo, são alguns pequenos castelos, freqüentemente totalmente desconhecido do público, cujas ruínas esparsas estão distantes das rotas dos turistas.
As cidadelas reais thumb|250px|Castelo de Quéribus, França. thumb|250px|Cidadela de Carcassone, França: vista parcial da cidade, a partir das muralhas do castelo.
A seguir à mal-sucedida tentativa de recapturar Carcassonne por parte das forças sob o comando de Raimundo II, visconde de Trencavel em 1240, a cidade foi consideravelmente reforçada pelo soberano francês, novo senhor da região. Para complemento e reforço dessa defesa, fez aplainar cinco pequenos "castra" na região de Corbières, constituindo cidadelas para proteger a fronteira com o Principado da Catalunha, na Coroa de Aragão. Estes cinco castelos freqüentemente são chamados de "cinq fils de Carcassonne" (os cinco filhos de Carcassonne). São eles os:
Castelo de Peyrepertuse Castelo de Quéribus Castelo de Aguilar Castelo de Puilaurens Castelo de Termes
O abandono das cidadelas Em 1659, os reis Luís XIV de França e Filipe IV de Espanha assinaram o Tratado dos Pirenéus, selado com o casamento da Infanta Maria Teresa de Espanha com o soberano francês. Esse tratado modificou as fronteiras, dando o Russilhão à França e movendo a fronteira para o Sul, para a crista dos Pirenéus, onde se encontra atualmente. As antigas fortalezas lindeiras, desse modo, perderam a sua função estratégica. Algumas mantiveram guarnições por algum tempo, algumas até à Revolução Francesa, mas, progressivamente, todas entraram em decadência, algumas tendo se tornado redis de ovelhas e outras esconderijo de malfeitores.
Outros "castelos cátaros" thumb|250px|Lastours, Castelos Cátaros (século XI). Castelo de Arques Castelo de Durfort Castelo de Lastours Castelo de Montségur Castelo de Padern Castelo de Pieusse Castelo de Puivert Rennes-le-Château Castelo de Roquefixade Castelo de Saissac Castelo de Usson
Bibliografia AUÉ, Michèle (trad. Pleasance, Simon). Discover Cathar Country. Vic-en-Bigorre, France: MSM, 1992. ISBN 2-907899-44-9. VIDAL, Jean-Philippe. Les 36 cités et citadelles du Pays Cathare. ISBN 2-7191-0751-4
Categoria:Monumentos da França Categoria:Castelos de França Categoria:Catarismo Categoria:Patrimônio Mundial da UNESCO na França