280px|miniatura|Estados brasileiros conforme a origem etimológica de seus nomes, sendo laranja para origem ameríndia e azul, origem portuguesa. A etimologia dos nomes das unidades federativas do Brasil é variada, parte dos nomes tem sua origem baseada nas línguas tupi-guaranis, enquanto que outros na língua portuguesa.

Unidades federativas atuais — duas hipóteses: do apurinã uwákürü, "rio verde", por meio da corruptela a'quiri ou a'kiru, em referência ao rio Aquiri; ou do mundurucu áquiri, uma touca de penas. A grafia atual data de 1878, quando um comerciante paraense não entendeu a escrita do colonizador João Gabriel de Carvalho Melo, que havia pedido mercadorias para a "boca do rio Aquiri". Nada tem a ver com a unidade de medida acre. — plural de "alagoa", que é uma variação de "lagoa". O estado leva o nome da cidade de Alagoas, antiga capital da província e atual município de Marechal Deodoro. A cidade de Alagoas tem como origem as povoações de Santa Maria Madalena da Alagoa do Sul, em referência à lagoa Manguaba, e Santa Luzia da Alagoa do Norte (atual município de Santa Luzia do Norte), em referência à lagoa Mundaú. — três hipóteses: do tupi amapá, "lugar da chuva" (ama, "chuva" + paba, "lugar", "estância" ou "morada"); derivação de ama'pá, nome da árvore apocinácea Parahancornia amapa na língua geral setentrional; ou do nheengatu para "terra que acaba", em referência ao então limite da colonização portuguesa, ou "ilha", em referência às ilhas do litoral do estado. — a partir do rio Amazonas, que, por sua vez, foi batizado pelo explorador espanhol Francisco de Orellana que relatou ter encontrado mulheres guerreiras ao longo do rio em 1541 e as associou às amazonas da mitologia grega. — de bahia, a grafia arcaica de "baía", em referência à Baía de Todos-os-Santos. — do rio homônimo, cuja etimologia tradicionalmente diz-se vir do tupi cemo ará, "canto da jandaia", mas isso é incerto. — nome dado à capitania por seu donatário, Vasco Fernandes Coutinho, aonde chegou em 23 de maio de 1535, domingo de Pentecostes, dedicado ao Espírito Santo. — dos goiases ou guaiases, uma tribo indígena que supostamente existia na região até a chegada dos bandeirantes. Lá os exploradores fundaram Santana de Goiás, futura capital da capitania de Goiás e atual município de Goiás, capital do estado anterior a Goiânia. — Talvez uma corruptela do tupi para-nhana, "rio que corre". Maranhão é um nome antigo do rio Amazonas (cf. rio Marañón); talvez do espanhol marañón, "cajueiro", que de qualquer jeito também viria provavelmente de uma língua ameríndia (já que o caju é nativo da América). — sentido literal, por causa da vegetação densa na região. O nome teria sido dado por bandeirantes na década de 1730. — derivado do anterior, por ser a porção meridional (sul) que se separou em 1977. — sentido literal, por abrigar campos de extração de inúmeros minérios, principalmente ouro, denominadas "minas gerais" em oposição às minas particulares ou por sua variedade de tipos de minério. No início do século XVIII, a região era simplesmente denominada Minas. Em 1710, surge a capitania de São Paulo e Minas de Ouro e, em 1732, desmembra-se dela a capitania de Minas Gerais. — do tupi pará, "mar", "rio largo" em referência ao estuário do rio Amazonas. Pará era outro nome do rio Amazonas. — do rio homônimo que banha a capital do estado, João Pessoa. Paraíba vem do tupi paraíba, que significa "rio ruim" (pará, "rio grande" + aíb, "ruim" + a, sufixo). no caso, ruim para navegação. — do rio homônimo, do tupi paranã, "rio-mar"; — do tupi paranabuka ou paranambuco, que significa "fenda do mar", "mar furado" (paranã, "mar" ou "rio caudaloso" + puka, "fenda"), em referência a uma pedra furada por onde o mar entra ou aos navios que furavam a barreira de recifes. — do tupi piaby, que significa "rio das piabas" (piaba ou pi(ra)awa, "piaba" ou "piau" + 'y "rio"). — sentido literal, referindo-se à Baía de Guanabara, descoberta no dia 1 de janeiro de 1502 por Gaspar de Lemos. A palavra "rio", na época, referia-se também a sacos e baías. — sentido literal, em referência ao rio Potenji. — sentido literal, por julgar-se que a Lagoa dos Patos, de formato longo e estreito, fosse um rio (de fato, abriga a foz do rio Guaíba). A lagoa foi o local do estabelecimento da colônia portuguesa de Rio Grande de São Pedro, a atual cidade de Rio Grande. — em homenagem ao marechal Cândido Rondon, explorador da região. — três hipóteses: do pemon roroima, "montanha verde-azulada"; do ianomâmi roro imã, que significa "montanha trovejante"; do étimo das línguas caribes para "fonte dos papagaios", a partir de roro, "papagaio", e imã, "pai" ou "formador". Todos esses termos se referem ao Monte Roraima, montanha na divisa entre Brasil, Venezuela e Guiana. — duas hipóteses: em homenagem a Catarina Medrano, esposa de Sebastião Caboto, que chegou à ilha de Santa Catarina em 1526; ou em homenagem a Catarina de Alexandria, considerada santa pela Igreja Católica. — assim batizado devido ao colégio jesuíta de São Paulo de Piratininga, fundado em 1554 no dia 25 de janeiro, em que os católicos comemoram a conversão de Paulo de Tarso. — do rio homônimo, do tupi antigo seriîype, que significa "no rio dos siris" (seri, "siri" + îy, "rio" + pe, "em"). — do rio homônimo, que, por sua vez, vem da tribo indígena homônima que habitava o rio. Do tupi tukantim, que significa "bicos de tucanos" (tukana, "tucano" + tim, "bico"). — sentido literal, por ser esta unidade um distrito à parte na federação e, durante mais de um século (1889-1990), administrado diretamente pela União (Governo Federal).

Antigas unidades federativas Estado da Guanabara — do tupi wanaparã, "seio do mar". Território de Fernando de Noronha — em homenagem a Fernando de Loronha (ou Noronha; ambas as grafias coexistem), primeiro arrendatário do Brasil. Território Federal do Guaporé (atual Rondônia) — do tupi gua (lago, lagoa, baía) + mporé (fonte), donde "fonte do lago". Território Federal de Ponta Porã (atual parte de Mato Grosso do Sul e Paraná) — nome híbrido luso-tupi, de "ponta" + poranga (bela, bonita), donde "ponta bonita". Território do Rio Branco (atual Roraima) - sentido literal, em referência ao rio Branco, afluente do rio Negro e de águas relativamente muito mais claras. Território Federal do Iguaçu — do tupi antigo 'ygûasu, que significa "rio grande" ( 'y, "rio" + ûasu, "grande").

Classificação Entre os muitos tipos de topônimos que existem, a tabela abaixo agrupa os topônimos das atuais unidades federativas segundo o que apontam quando suas etimologias encontram-se na língua portuguesa.

Tipo Quantidade ExemplosHidrotopônimos(corpos d'água) 5 Alagoas, Bahia, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do SulPotamônimos(nomes de rios)9Acre, Amazonas, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Paraná, Sergipe, TocantinsOrônimos(nomes de montanhas)1RoraimaCardinotopônimos(pontos cardeais) 3 Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do SulHierotopônimos(religião) 3 Espírito Santo, Santa Catarina, São PauloFitotopônimos(vegetação) 2 Mato Grosso, Mato Grosso do SulAntropotopônimos(nomes de pessoas) 1 RondôniaEtnotopônimos(etnias) 1 GoiásPoliotopônimos(assentamentos humanos) 1 Distrito FederalTopônimos em português não classificados 1 Minas GeraisTopônimos de origem ameríndia 12 Acre, Amapá, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Roraima, Sergipe, TocantinsTopônimos de origem grega1Amazonas

Ver também Topônimos de origem tupi no Brasil Unidades federativas do Brasil Etimologia dos nomes das capitais do Brasil Toponímia do Brasil

Bibliografia

Categoria:Etimologias Categoria:Toponímia do Brasil