Manuel da Silva Gaio (Sé Nova, Coimbra, 6 de Maio de 1860 — Coimbra, 11 de Fevereiro de 1934) foi um poeta, teorizador e ensaísta português.
Foi o introdutor do neolusitanismo, um movimento literário com a sua origem na obra de António Nobre que proclamava a criação de uma poesia nacionalista e regionalista em Portugal. Com afinidades ao simbolismo, aquele movimento tinha como objectivos centrais reavivar as tradições e as fórmulas literárias verdadeiramente autóctones, mas, ao mesmo tempo, introduzir-lhes inovações métricas e estilísticas. Na poesia de Silva Gaio, tal como na dos outros poetas da corrente estética em que se inseriu, perpassa a angústia motivada pela passagem do tempo, a inquietação religiosa e o amor enquanto fatalidade e causa de morte. Sem nunca ter atingido a plenitude artística em nenhum dos géneros a que se dedicou, Silva Gaio exerceu grande influência, especialmente a nível ideológico, junto dos poetas e artistas do seu tempo.
Biografia Manuel da Silva Gaio nasceu na freguesia da Sé Nova, em Coimbra, filho de Emília Augusta de Campos Paredes, natural de Coimbra (freguesia de Santiago), e de António de Oliveira da Silva Gaio, médico e professor de Higiene na Universidade de Coimbra, também escritor de nomeada.
A 24 de novembro de 1886, casou primeira vez na igreja paroquial de São Mamede, em Lisboa, com Maria Joana Pais de Faria Câmara e Melo (Lapa, Lisboa, c. 1861 — falecida em Carnaxide, Oeiras), filha de Roque Jacinto Câmara e Melo, natural do Porto, e de Maria Joana Pais de Faria, natural de Lisboa. Foi padrinho de casamento Manuel de Arriaga.
A 26 de agosto de 1893, casou segunda vez na igreja paroquial dos Anjos, em Lisboa, com Gertrudes Miranda de Castro (Sé, Macau, c. 1872), filha de Henrique de Castro e Mariana de Oliveira e Castro.
A partir de 1900, exerceu as funções de secretário da Universidade de Coimbra, onde se formou em Direito em 1885.
Foi colaborador do jornal Novidades e secretário da Revista de Portugal por convite de Eça de Queirós. Colaborou na Revista científica e literária publicada em Coimbra entre 1880 e 1881, e também se conhecem algumas colaborações suas nas revistas Arte e vida (1904-1906), Ave Azul (1899-1900), (iniciada em 1903), A semana de Lisboa (1893-1895), Branco e Negro (1896-1898), Serões (1901-1911) e Revista de História (1912-1928) e Homens Livres (1923) .
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