O granuloma central de células gigantes (Central giant cell granuloma - CGCG) é considerado uma lesão intra-óssea benigna. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o granuloma central de células gigantes é uma lesão intra-óssea formada por tecido fibroso celular que contém múltiplos focos de hemorragia, agregação de células gigantes multinucleadas e, ocasionalmente, trabeculado de osso imaturo. Características clínicas CGCG é uma lesão incomum, uma vez que corresponde a menos que 7% de todas as lesões benignas dos maxilares. Mais de 60% dos casos ocorrem em pacientes com menos de 30 anos de idade, é mais freqüente em mulheres do que em homens. A relação entre mandíbula e maxila tem sido verificada em uma proporção de 2:1, e a porção anterior da mandíbula, é o local mais comum para o seu desenvolvimento. Esta lesão é normalmente assintomática e pode ser diagnosticada através de exames radiográficos de rotina ou de uma expansão indolor do osso afetado. Em relação ao comportamento clínico e aspectos radiográficos, o granuloma central de células gigantes pode ser classificado como: lesões não agressivas caracterizam-se por crescimento lento, geralmente assintomático, sem perfurar corticais ou induzir reabsorção radicular,apresentando baixa taxa de recorrência.

lesões agressivas caracterizam-se por dor, crescimento rápido, expansão e perfuração das corticais, reabsorção radicular e alta incidência à recorrência. Mais encontrada em pacientes jovens.

Seu comportamento biológico é pouco entendido, e a etiologia desta lesão é ainda muito discutida entre os autores. Acredita-se que ela tanto possa envolver causas locais quanto sistêmicas. As causas locais podem ser o trauma e os insultos vasculares, que produziriam hemorragia intramedular, e o tecido conjuntivo de maneira exacerbada tentaria substituir. Dentre as causas sistêmicas, pode-se citar a presença de síndromes como a Neurofibromatose I, a Síndrome de Noonan e os distúrbios hormonais, como o hiperparatireoidismo e a gravidez. As descobertas radiográficas não são específicas para o diagnóstico.

A lesão pode aparecer unilocular ou multilocular com margens bem definidas e graus variados de expansão das corticais. As pequenas lesões uniloculares podem ser confundidas com granulomas periapicais ou cistos, e as multiloculares não podem ser distinguidas de ameloblastomas ou outras lesões multiloculares. Quando na maxila, essa lesão pode invadir o assoalho do seio maxilar ou órbita, como também as fossas nasais. Quando na mandíbula, é capaz de expandir e perfurar as corticais. Deslocamento dentário ou reabsorção radicular podem também ser achados radiográficos. É comum em todas as lesões a presença de células gigantes multinucleadas num estroma colagenoso e com células mesenquimatosas ovóides a fusiformes como pano de fundo. As células gingantes podem variar de tamanho e forma de caso para caso. CGCG parece, histologicamente, idêntica ao cisto ósseo aneurismático, querubismo, displasia óssea fibrosa e tumor marrom do hiperparatireoidismo; é especulado que pode haver hormônio circulante que seja o responsável por essas lesões.

Há estudos que indicam, que o nome granuloma é usado incorretamente, pois os osteoclastos presentes na lesão, indicam processo não inflamatório(presença de macrófagos), e a evolução da lesão pós retirada da agressão, é outro indicativo.

Tratamento cirúrgico O tratamento de eleição para este tipo de lesão é a excisão cirúrgica, simples curetagem ou a ressecção em bloco, dependendo dos seguintes fatores: comportamento agressivo versus não-agressivo localização tamanho aparência radiográfica A maioria dos estudos indicam uma taxa de recorrência de 15 a 20%. A ressecção é realizada em tumores mais agressivos e recorrentes, o que pode levar a grandes defeitos na face e perda de dentes, o que é particularmente mutilante em crianças e adultos jovens. Nesses casos, uma extensa reconstrução para restabelecer a anatomia e a função é necessária.

Tratamento não cirúrgico Há alternativa de tratamento não cirúrgico, citados por vários autores. Essa alternativa tem grande importância em pacientes jovens que ainda estão desenvolvendo dentição, pois, o tratamento cirúrgico muitas vezes levam a deformidade facial, perda de estruturas importantes, como os germes de dentes.

São tratamentos não cirúrgicos do CGCG injeção intralesional de corticosteróides(que tem se mostrado um tratamento com sucesso), administração sistêmica de interferon alpha administração sistêmica de calcitonina uso de radiação Há casos relatados com sucesso no uso de Denosumab para o tratamento de CGCG (1), (2), (3), (4)

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