A lei da atração é um princípio surgido no início do século XX, derivado do hermetismo e do novo Pensamento, que afirma que um indivíduo tem o poder de alterar a natureza por meio da vontade e de pensamentos positivos e negativos. A lei da atração se popularizou principalmente por meio das religiões new age, pela medicina alternativa, pela teologia da prosperidade e por livros de autoajuda como O Segredo. A lei da atração costuma ser criticada como sendo uma pseudociência devido a associação da lei da atração com a física quântica, uma relação que remonta de suas origens paralelas ao mesmerismo.

Apesar de utilizada amplamente pelo movimento do Novo Pensamento (New Thought), a lei da atração possui várias definições, mas é mais frequentemente associada a um princípio pseudocientífico que motiva uma série práticas para realização de objetivos pessoais. Algumas referências do início do século XX conceptualizavam princípios físicos atrativos como fundamentais na estruturação da matéria já que, nas ciências físicas, são necessárias interações atrativas entre constituintes para a formação de equilíbrios estáveis. Essas referências, entretanto, se referem a 'interações' e 'atração' no sentido da dinâmica das teorias físicas, e não da interação entre pessoas, acontecimentos e ideias na vida cotidiana.“Waves in water, Air and Either,” pronunciada em 1902, na Royal Institution, por J. A. Fleming "“All branches of physical science demonstrate the fact that every completed manifestation, of whatever kind and on whatever scale, is started by the establishment of a nucleus, infinitely small but endowed with an unquenchable energy of attraction, causing it to steadily increase in power and definiteness of purpose, until the process of growth is completed and the matured form stands out as an accomplished fact." (Todos os ramos da ciência física demonstram o fato que toda manifestação completa, de qualquer tipo em qualquer escala, começa com o estabelecimento de um núcleo, infinitamente pequeno mas com uma irresistível energia de atração, fazendo com que cresça em poder e definição de propósito, até que o processo de crescimento esteja completo e a forma madura surja como um fato estabelecido) Um consenso mais moderno entre os pensadores do Novo Pensamento é que a lei da atração diz que os pensamentos das pessoas (tanto conscientes quanto inconscientes) ditam a realidade de suas vidas, estejam elas sabendo disso ou não. Essencialmente, "se você realmente quer alguma coisa e realmente acredita que é possível, você vai consegui-la", mas colocar muita atenção e pensamento em algo que você não queira significa que você também vai receber esta coisa.Whittaker, S. Secret attraction , The Montreal Gazette, May 12th 2007.Redden, Guy, Magic Happens: A New Age Metaphysical Mystery Tour, Journal of Australian Studies: 101

A atenção popular pela lei da atração atingiu seu pico após o lançamento do livro e do filme O Segredo. Depois do lançamento do filme, o livro Law of Attraction: The Basics of the Teachings of Abraham, por Esther Hicks e Jerry Hicks,The Law of Attraction: The Basics of the Teachings of Abraham,By (Spirit) Abraham, Abraham, Esther Hicks, Jerry Hicks,Published by Hay House, 2006,ISBN 1401912273, 9781401912277 entrou para a lista de Best Sellers do New York Times, chamando mais atenção e interesse a este tópico. Antes disso, o casal já estava neste campo desde a década de 1980. Em 2007, Oprah Winfrey começou uma série de entrevistas durante seu talk show sobre a lei da atração.

A lei da atração não possui credibilidade na comunidade técnico-científicaScientific American; Jun2007, Vol. 296 Issue 6, p39-39: "The brain does produce electrical activity from the ion currents flowing among neurons during synaptic transmission, and in accordance with Maxwell's equations any electric current produces a magnetic field. But as neuroscientist Russell A. Poldrack of the University of California, Los Angeles, explained to me, these fields are minuscule and can be measured only by using an extremely sensitive superconducting quantum interference device (SQUID) in a room heavily shielded against outside magnetic sources. Plus, remember the inverse square law: the intensity of an energy wave radiating from a source is inversely proportional to the square of the distance from that source. An object twice as far away from the source of energy as another object of the same size receives only one-fourth the energy that the closer object receives. The brain's magnetic field of 10-15 tesla quickly dissipates from the skull and is promptly swamped by other magnetic sources, not to mention the earth's magnetic field of 10-5 tesla, which overpowers it by 10 orders of magnitude!" (Tradução: "O cérebro produz atividade elétrica pelo fluxo de correntes iônicas entre os neurônios durante as transmissões sinápticas, e de acordo com as equações de Maxwell qualquer corrente elétrica produz um campo magnético. Mas como o neurocientista Russel A. Poldrack da University of California, Los Angeles, me explicou, estes campos são minúsculos e podem ser medidos somente utilizando um dispositivo supercondutivo extremamente sensível de interferência quântica (SQUID) em uma sala protegida contra fontes magnéticas exteriores. Além disso, deve-se lembrar da lei do inverso do quadrado: a intensidade de uma onda de energia radiando de uma fonte é inversamente proporcional ao quadrado da distância daquela fonte. Um objeto que esteja duas vezes mais distante de uma fonte de energia em relação aoutro objeto do mesmo tamanho recebe somente um quarto da energia que o objeto mais próximo recebe. O campo magnético do cérebro de 10-15 teslas dissipa-se rapidamente do crânio e é rapidamente suplantado por outras fontes magnéticas, sem mencionar o campo magnético da Terra, de 10-5 teslas, que é 10 ordens de grandeza maior!"). O físico Ali Alousi, por exemplo, criticou como não-mensurável (e portanto não científico), bem como questionou a probabilidade que pensamentos possam afetar qualquer coisa fora da cabeça. A Associated Press também escreveu que "alguns profissionais médicos sugerem que este pensamento pode levar a uma mentalidade de "culpar a vítima", e ser realmente perigoso para pessoas que sofram de doenças sérias ou desordens mentais". Associated Press, June 25th 2007.

Introdução Muitos proponentes modernos dizem que a lei da atração tem suas raízes na Física Quântica. A falta de evidências empíricas que corroborem com essas premissas faz com que sejam amplamente consideradas uma tipo de misticismo quântico. De acordo com os proponentes desta lei, os pensamentos possuem uma energia que atrai energias semelhantes Para controlar esta energia, os proponentes dizem que as pessoas devem praticar quatro coisas:Whittaker, S. Three steps to the 'Law' . The Montreal Gazette, May 12 2007.

Saber o que você quer. Pensar no que você quer com bastante convicção . Sentir e se comportar como se o objeto de seu desejo está a caminho. Estar aberto para recebê-lo.

Pensar no que você não tem, dizem, manifesta-se em não ter, enquanto que se alguém adere a estes princípios e evita pensamentos "negativos", o Universo irá manifestar os desejos da pessoa.

Os cientistas criticam a falta de falseabilidade e testabilidade destas alegações. A evidência fornecida é normalmente anedótica e, por causa da natureza de auto-seleção dos relatos positivos, assim como à natureza subjetiva de qualquer resultados, são muito suscetíveis a erros de interpretação como a "tendência à confirmação" e à "tendência à seleção".Kaptchuk, T., & Eisenberg, D. (1998). The Persuasive Appeal of Alternative Medicine. Annals of Internal Medicine, 129(12), 1061. As referências a teorias científicas modernas também são criticadas. Apesar das ondas cerebrais terem um sinal elétrico, os princípios de física quântica não funcionam da forma que os proponentes da lei da atração descrevem-na.

O próprio uso do termo "lei" tem sido atacado. Os críticos afirmam que o uso do termo e as referências vagas à física quântica para conectar quaisquer feitos não explicados ou aparentemente impossíveis são as marcas que distinguem a pseudociência moderna. Os proponentes da lei da atração entretanto dizem que a natureza da 'lei' não é definida cientificamente, e a palavra 'lei' possui o mesmo peso de outras 'leis' não científicas de outras religiões, como a 'lei do carma' e os dez mandamentos, de maneira que deve ser igualmente respeitada.

Controvérsias na área da saúde

Os princípios da lei da atração também tem sido interpretados no campo da medicina e das doenças. Em 1990, Bernie Siegel (um professor assistente clínico de cirurgia em Yale) publicou um livro popular, Love, Medicine and Miracles (Amor, Medicina e Milagres), que alega que o tratamento das doenças era relacionado à imaginação, vontade e crenças das pessoas. Siegel afirmou que "amor" era a fonte da saúde e longevidade declarando que "se você quer ser imortal, ame alguém."Woo, L. (1989, May 5). Doctor's prescription: Love yourself Caring can cure when science can't, Siegel tells 1,300. The Orange County Register.Siegel, B. S. (1990). Love, Medicine and Miracles: Lessons Learned about Self-Healing from a Surgeon's Experience with Exceptional Patients. Harper Paperbacks.

A prescrição de Siegel tem sido rejeitada pela comunidade médica.Surviving terminal illness with big dose of optimism Surgeon prescribes peace of mind. (1991, June 18).The Atlanta Journal, E1. O crítico mais notável é o neuroendocrinologista e professor de Stanford Robert Sapolsky, que dedicou um capítulo inteiro em seu livro Why Zebras Don't Get Ulcers ("Por que zebras não desenvolvem úlceras") à crítica de Siegel. Sapolsky chama a ideia de Siegel como "bobagem benigna" mas é extremamente crítico ao que ele vê como culpar os pacientes pela suas doenças, baseado apenas em evidência anedótica questionável.Sapolsky, R. M. (1998). Why Zebras Don't Get Ulcers, 2nd Edition: An Updated Guide To Stress, Stress Related Diseases, and Coping (2nd ed., p. 178-179). W. H. Freeman. Sapolsky resume sua crítica assim:

História Uma "lei da atração oculta", 1879 O New York Times foi o primeiro grande jornal a usar a expressão "lei da atração". A edição de 6 de abril de 1879 descreveu os vagões de trens da corrida do ouro do Colorado como "se movendo em obediência a alguma lei da atração oculta que sobrepuja todos obstáculos enquanto progridem em direção a seu destino" - New York Times - April 6th, 1879

Uma "energia de atração" física, 1902 Desde 1902 podem ser encontradas referências a algo similar à lei da atração particularmente em discussões sobre a formação da matéria. John Ambrose Fleming, um engenheiro eletricista e físico da virada do século descreveu "toda manifestação completa, de qualquer tipo e em qualquer escala" como uma "irresistível energia de atração" que faz com que os objetos "aumentem em poder e definição de objetivo, até que o processo de crescimento seja completo e a forma madura surja como um fato realizado"A citação é de uma série de palestras sobre “Waves in water, Air and Either” (Ondas na Água, Ar e Éter) pronunciadas em 1902, na Royal Institution, por J. A. Fleming.

O Movimento Novo Pensamento, 1904 - 1907