thumb|253px|Sementes de Jatropha curcas. thumb|253px|Ilustração thumb|253px|Hábito da planta. Jatropha curcas L.L., 1753 In: Sp. Pl. : 1006 é uma espécie de planta da família EuphorbiaceaeWCSP: World Checklist of Selected Plant Families conhecida pelos nomes comuns de purgueira, pinhão-manso, jatrofa, mandubiguaçu, pinhão-de-purgaFERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 1 078. e pinha-de-purga. Com distribuição natural no sul do México e América Central, a espécie é amplamente cultivada para a produção de biocombustíveis (biodiesel) e como planta medicinal, estando naturalizada na maioria das regiões tropicais e subtropicais. As sementes contêm 27-40% de óleos vegetaisAchten WMJ, Mathijs E, Verchot L, Singh VP, Aerts R, Muys B 2007. Jatropha biodiesel fueling sustainability?. Biofuels, Bioproducts and Biorefining 1(4), 283-291. The Jatropha Archives (média: 34.4%Achten WMJ, Verchot L, Franken YJ, Mathijs E, Singh VP, Aerts R, Muys B 2008. Jatropha bio-diesel production and use. (a literature review) Biomass and Bioenergy 32(12), 1063–1084. The Jatropha Archives) que podem ser facilmente processados para produzir biodiesel de alta qualidade, utilizável em motores diesel convencionais. As sementes são também uma fonte da toxalbumina conhecida por curcina ou jatrofina, um composto de elevada toxicidadehttp://www.drugsandpoisons.com/2008/01/lectins-peas-and-beans-gone-bad.html, com relatos de intoxicação em humanos. Descrição J. curcas é um arbusto ou pequena árvore (microfanerófito a mesofanerófito), venenoso, parcialmente suculento, semi-perene, com até 6 m de altura, mas geralmente de 1 a 5 m de alto, muito resistente à aridez, o que permite a sua cultura em regiões desérticas.Jatropha: creating desert solutions Os ramos mais jovens contêm uma seiva de coloração rosada, ligeiramente leitosa, sendo os caules mais antigos recobertos por um ritidoma esfoliante.
A espécie é monoica, com folhas ovadas, por vezes levemente 3–7-lobadas, 10–25 cm de comprimento e 9–15 cm de largura, lobos agudos, base amplamente cordada, glabrescentes na face inferior. Os pecíolos com 8–15 cm de comprimento, glabros e estípulas reduzidas.
Ao florescer apresente inflorescência em forma de dicásio terminal, 10–25 cm de comprimento, com múltiplas ramificações, formando geralmente estruturas planas. As flores apresentam sépalas inteira, pétalas fundidas, 5–6 mm de comprimento, hirsutas por dentro, verdosas ou branco-amareladas, com 10 estames, as anteras 1–1,6 mm de comprimento e o ovário glabro.
O fruto é uma cápsula tricoca, ovoide a ligeiramente trilobada, com até 3 cm de comprimento e 2 cm de largura, carnosa, mas deiscente ao maturar. As sementes são oblongas, elipsoides, com 15–22 mm de comprimento, apresentando uma coloração escura e contidas em frutos tipo. A semente é constituída, em média, de 75% de embrião e 25% de tegumento, apresentam pequena variação de tamanho e densidade, além de não apresentar problemas de dormência.SHEPENTINA et al., 1986.
Distribuição Nativa da América Central, foi difundida pelas regiões tropicais e subtropicais da Ásia e África por comerciantes portugueses, como planta medicinal, depois amplamente usada em cercas e abrigos. Na actualidade apresente distribuição cosmopolita nas regiões tropicais e subtropicais devido à sua grande facilidade em se adaptar a condições adversas, nomeadamente à secura, aos solos degradados e à salinização dos solos e águas.Genetica Forestal, S. De R.L. de C.V. –DR. Teobaldo Eguiluz Piedra.
Resiste a elevada secura nos solos, crescendo em regiões precipitação anual de apenas 250 a 600 mm. Em cultura é resistente a pragas e a patógenos, não requerenso o uso de pesticidas graças às características pesticidas e fungicidas naturais da planta. A planta pode viver até aos 40 anos de idade. Cultivo e usos comerciais No clima semiárido da Região Nordeste do Brasil, depois de cinco anos de experimentos com pinhão-manso, o pesquisador da Embrapa Semiárido (em Petrolina, em Pernambuco), Marcos Drummond, informou que um dos principais gargalos do cultivo está na colheita. Os frutos amadurecem desuniformes, o que prejudica e aumenta o custo da mão de obra. "Enquanto não se resolver este problema, a cultura fica inviável economicamente. O trabalho de melhoramento genético é fundamental para obter uniformidade na maturação dos frutos. Também é necessário estabelecer modelos de sistemas produção", reforça Drummond. Nesta região, com precipitação de 500 mm, é inviável produzir economicamente sem irrigação. Nos experimentos, após repetição de quatro anos, tem-se observado uma produtividade de 4 mil/kg/sementes/ha, onde estão sendo fornecidos 20 litros de água por semana. Nas mesmas condições, mas sem irrigação, a produtividade não chega a 300/kg/sementes/ha. "Esses dados mostram que o pinhão-manso tem potencial. Só precisamos ajustar a cultura às condições ambientais", comprova Drummond. Comparada as outras espécies, o pinhão-manso apresenta menor demanda de água, porém necessita de um suprimento regular ao longo do ano. Também é uma modalidade que não compete com o fornecimento de comida.
Na Índia, onde o cultivo da purgueira têm tradicionalmente estado nas mãos dos pequenos produtores, existem planos para semear até 40 milhões de hectares com Jatropha. A multinacional British Petroleum tem um projecto experimental para produzir biodiesel a partir de uma plantação de 100 mil ha na Indonésia. A construtora automóvel DaimlerChrysler testou automóveis Mercedes movidos exclusivamente com diesel de Jatropha. Taxonomia Jatropha curcas foi descrita por Carolus Linnaeus, tendo a sua descrição científica publicada em Species Plantarum 2: 1006. 1753. O epíteto específico "curcas" foi utilizado pela primeira vez pelo médico português Garcia de Orta no século XVI e é de origem incerta.
Cultivada comercialmente nas regiões semi-áridas da zona tropical e subtropical, a espécie recebe múltiplas designações nos países lusófonos, com etimologia por vezes assente nas línguas nativas locais. O nome comum brasileiro "mandubiguaçu" é formado pela junção dos termos tupis mãdu'bi (amendoim) e guaçu (grande), significando, portanto, "amendoim grande". É uma referência a suas sementes, semelhantes às do amendoim. "Purgueira" e "pinhão-de-purga" também são referência às suas sementes, que contêm um óleo tóxico com efeito purgativo.
A espécie apresente uma variada sinonímia, resultado da vasta área de expansão da planta e da sua variabilidade morfológica.
Ver também Biodiesel Biocombustível Jatropha Combustíveis alternativos Energia renovável Fontes alternativas de combustíveis Lípido Óleo de cozinha Óleo vegetal combustível Óleos amazónicos
Notas
Galeria
Referências Carl von Linné: Species Plantarum. (ed.1) 1: 1006, 1753 Alph. Steger, J. van Loon: Das fette Öl der Samen von Jatropha curcas. In: Fette und Seifen. 49(11), 1942, S. 769–840. J. Heller: Physic nut Jatropha curcas L. IPK, Gatersleben 1996, ISBN 92-9043-278-0. (PDF) N. D. Prajapati, Tarun Prajapati (Hrsg.): A handbook of Jatropha curcas Linn. (physic nut). Asian Medicinal Plants and Health Care Trust, 2005, ISBN 81-89070-05-3. Bundesministerium für Ernährung, Landwirtschaft und Verbraucherschutz, Sonderheft 294: Möglichkeiten der Dekontamination von „Unerwünschten Stoffen nach Anlage 5 der Futtermittelverordnung (2006)“. 2006 Michael Schwelien: Treibstoff aus der Giftpflanze. In: Die Zeit. 31. Dezember 2004. Ranty Islam: Indisches Nuß-Öl soll Autos antreiben. In: Die Zeit. 2. Dezember 2006. J. Latschan: Sustainable energy: Risks and opportunities of biomass for biofuel. The case of Jatropha cultivation in India. Centre for Sustainability Management, Lüneburg 2009. (CSM Lüneburg, 2,4 MB; PDF) Lutz Roth, Max Daunderer, Karl Kormann: Giftpflanzen Pflanzengifte. 6. überarbeitete Auflage. Nikol-Verlag, Hamburg 2012, ISBN 978-3-86820-009-6. Ingrid und Peter Schönfelder: Das neue Buch der Heilpflanzen. Franckh-Kosmos Verlag, 2011, ISBN 978-3-440-12932-6. Ligações externas
Daimler, Bayer y Archer Daniels Midland trabajarán juntos para producir biodiésel a partir de jatropha. JATROPHA curcas: La revolución de los cultivos agrenérgeticos. Cosecha de Jatropha Curcas en Santiago del Estero, Argentina. La empresa española Grupo Horcona trabaja con una empresa peruana en el desarrollo de biodiesel a partir de Jatropha Curcas. Oxford Plant Systematics - Jatropha curcas Sitio de referencia, creado por Reinhard K. Henning, el padre del "Systema Jatropha" (em inglês) "Greening the earth, earning the resources for rural masses" (em inglês) "Pinhão manso : uma planta de futuro" (em português) Forum "Jatropha curcas : l'or vert du désert" (em francês) Biocarburantesmagazine.com Artículos sobre Jatropha curcas La Jatropha curcas
Categoria:Euphorbiaceae Categoria:Flora da Caatinga Categoria:Flora do Ceará