A roupa formal é um conjunto de peças de roupas, originada no ocidente, no século XIX, que é utilizada em eventos profissionais ou importantes por ser considerada mais adequada em tais ocasiões, são derivadas de regras de protocolo social. Roupas formais, como o fraque, são dotadas de simbologia que representam poder, classe social, senso de estética, configurando marcadores de diferenciação de classe.
História Desde o Renascimento, com o nascimento de uma burguesia mercantil (essa, composta apenas por homens), as roupas foram encaixadas dentro de etiquetas sociais, de forma a impor uma forte auto afirmação das classes dominantes.
No século XIX há uma transição do mundo medieval feudal para o mundo capitalista e burguês, o mundo moderno. Em contrapartida ao Barroco e Rococó, que eram considerados movimentos com excessos de adornos, peso, decorações etc, surgem novos movimentos e junto a eles, novas tendências indumentárias. miniaturadaimagem|Homem do início do séc. XX de terno (br.)/fato (pt.) Por volta de 1850, um estilo de vestimenta mais sóbrio, em relação àqueles presentes no Rococó, Romantismo, Neoclassicismo etc, começa a se popularizar dentre o vestuário masculino. Enquanto a fantasia e a decoração eram preservadas para as mulheres, de classe alta, que não trabalhavam, a hegemonia do terno e gravata, sempre com cores neutras, chegou ao guarda-roupa dos homens. Assim, começa-se a notar as influências da Revolução Industrial dentro da indumentária. Não só isso, mas a do trabalho também. Enquanto o homem se vestia de forma neutra e prática, a mulher demonstrava seu status social em forma de vestimenta.
Dandismo A partir do século XIX, o papel das mulheres começou a diminuir no Ocidente como uma das consequências do período de industrialização. Os homens eram mais ativos economicamente e as mulheres cobriam a posição de esposa, dona do lar, o que acentuou a diferença entra a maneira de se vestir de cada sexo. O romance e a predominância erótica foram caracterizados por essa época, o que influenciou muito na moda. As roupas ficaram mais glamourosas e cheias de detalhe. A vestimenta masculina tem a calça mais alongada e larga, adornos no pescoço chamam atenção e por volta dos anos 1830 surgem as gravatas.
Assim, o estilo dândi nasce, caracterizado por sua extravagância e foco na masculinidade. As origens exatas do dandismo não são claras, porém sabe-se que ele surgiu com influência no estilo de George Bryan Brummel, também conhecido como Beau ou Buck Brummel. Ele é descrito como o homem mais famoso e influente no início do século XIX em Londres. A contribuição de Brummel foi iniciada devido ao estreitamento de laços com o Príncipe Regente na Inglaterra, o futuro rei George IV. O país foi que cada vez mais se tornando mais influente do que a França, o que serviu de alavanca para a dispersão da indumentária no mundo Ocidental. As roupas eram descritas na época pela sociedade burguesa como elegantes e sóbrias.
Um homem dandista é aquele que se importa muito com sua aparência física, linguagem refinada e calmos hobbies. A partir dessa definição, surge em 1944 o termo "metrossexual", que vem da combinação de "metropolitano" e "heterossexual". Ou seja, um homem que vive em uma cidade metropolitana, pós industrial e capitalista que gasta grande parte do seu dinheiro e tempo na sua aparência.
Segundo Oscar Wilde, escritor inglês influente que seguia o dandismo, disse "O homem que consegue dominar uma mesa de jantar em Londres, consegue dominar o mundo. O futuro pertence ao dandi. Os requintados irão dominar o mundo." O escritor se vestia com tais ternos excêntricos mesmo após cem anos do surgimento desta moda. Se vestir de tal forma, que foi ora até considerada andrógina, transformou-se em uma manifestação modal-cultural, principalmente artística, pensando o dândi como um criador que faz de si mesmo a obra de arte que pretende apresentar ao mundo.
Portanto, Brummel foi o responsável pela origem do terno (br.)/fato (pt.) masculino. Com o tempo, esta peça foi ganhando enorme força entre os homens de grande sucesso monetário e os tecidos e a produção foram barateando e se adaptando para as pessoas com diversos poderes de compra, o que popularizou completamente a vestimenta.
As mulheres miniaturadaimagem|186x186px|Crinolina, que dá estrutura às saias Para as mulheres (da alta burguesia), o vestido do Império é substituído pelo espartilho, acompanhado da crinolina que dá estrutura às saias. Nessa época, as mulheres eram postas em situações de submissão aos homens, o que excluiu os decotes, uso de golas nos vestidos e saias até o chão.
Em 1851, Mrs. Bloomer apresentou uma proposta de roupa feminina: saia ampla na altura do joelho e calça larga até o tornozelo, presa na cintura com uma fita, além de detalhes orientais nas roupas. Tal traje interessou muitas mulheres, chegando a ser adotado pelas sufragistas. Porém, ele acabou sendo reprimido por ser considerado ultrajante à posição dos homens e sugerido que fosse uma potencial revolução feminina.
O fim do dandismo A partir de 1880, após a Revolução Industrial, passou-se a considerar que os homens não deveriam mais se preocupar com a moda e as novidades ficaram guardadas para o guarda roupa feminino. Sendo assim, o "terno dandista" continua quase sem alterações até hoje, enquanto as vestimentas femininas evoluíram muito.
Tipos de roupas formais “White tie”, “cravate blanche” ou “traje de cerimónia comprido” ("traje de gala" no Brasil): Casaca. “Black tie”, “cravate noire” ou “traje de cerimónia” (após 18h - "traje a rigor" no Brasil): Smoking. “Morning coat”, “jacquette” ou “traje de cerimónia” (diurno, antes das 18h): Fraque. “Informal dinner” ou “terno escuro”: Terno (br.)/fato (pt.). direita|thumb|250px|Três homens de smoking.
Alto grau de cerimónia – dia e noite: Casaca
Homem: Casaca, laço branco, condecorações e miniaturas, sapatos pretos de verniz.
Senhora: Vestido longo, de tecido com brilhos e pedrarias, luvas e sapato de salto alto, preferencialmente forrado a tecido.
Cerimónias, casamentos e eventos formais – dia: Fraque Homem: Fraque, gravata ou plastrão, sapato clássico tipo oxford. Senhora: Vestido curto (pelo joelho), meia de vidro (ou lycra), chapéu e luvas (opcional).
Bibliografia Amaral, Isabel. Imagem e sucesso: Guia de protocolo para empresas, Lisboa; São Paulo, Verbo, 1999, ISBN 972-22-1791-7 Amaral, Isabel. Imagem e Internacionalização. Lisboa, São Paulo, Verbo, 2009, ISBN (inserir ISBN - Dani) Trajes para cada ocasião. In: Portugal Protocolo. Disponível em: <Tabela de trajes sociais para cada ocasião>. Acesso em: 23 de Janeiro de 2009. The Black Tie Guide. Disponível em: <https://www.facebook.com/home.php>. Acesso em: 15 de Janeiro de 2009.
Categoria:Vestuário Categoria:Design de moda Categoria:História do design Categoria:Moda Categoria:Status social Categoria:Etiqueta