O Teatro Maria Vitória (Lisboa, 1922) é um teatro português localizado no Parque Mayer, em Lisboa.
História Muito popular, especialmente dedicado ao Teatro de Revista. Inaugurado em 1 de Julho de 1922, com a Revista Lua Nova, num recinto de feira localizado no centro de Lisboa, o Parque Mayer, foi o Teatro Maria Vitória o primeiro dos 4 Teatros ali criados, como foram os casos dos Teatros "Variedades", "Capitólio" e "ABC" e mais um ao ar livre, o "Pavilhão Português".
Em 2020, o Teatro Maria Vitória encontra-se em pleno funcionamento, mercê da dedicação e perseverança do seu actual empresário, Hélder Freire Costa (que comemora em 2014, 50 anos de Teatro), que o mantém aberto e sempre com espectáculos de revista de reconhecida qualidade, com artistas de grande mérito e excelentes autores, encenadores, compositores, coreógrafos, figurinistas e cenógrafos, além de muitos outros colaboradores.
De referir que este Teatro sofreu um violento incêndio, em 10 de Maio de 1986, que destruiu todo o seu edifício e recheio, incluindo todo o material da nova revista que estava em últimos ensaios e a poucos dias da estreia.
Por este motivo, a Empresa e toda a Companhia passaram para o Teatro Municipal Maria Matos, com o apoio e solidariedade do então Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Engº. Krus Abecassis, onde vieram a estrear uma nova revista no mês de Julho.
Mesmo perante o cenário degradado em que se encontrava este recinto, que já foi chamado a Broadway de Lisboa e após os diferentes êxitos que constantemente vai apresentando, continua a trazer milhares de pessoas, vindas de todo o País para assistir às suas revistas, de que se destacam as produções de Hélder Freire Costa, como Agarra que é honesto! 2009, Vai de em@il a pior!... 2010, Ora Vira € Troika o Passos! 2011 e Humor Com Humor Se Paga! 2012, que marcou a estreia nesta forma teatral de um jovem elenco, na maioria vinda das produções das TVs, numa verdadeira aposta no futuro.
Em 2013 estreou a revista Lisboa Amor Perfeito, com um elenco que marcou o regresso do actor Carlos Cunha ao Parque Mayer, a estreia como actriz da fadista Filipa Cardoso, depois substituída pela actriz consagrada, Vera Mónica, que regressou ao País, após largo tempo a residir no estrangeiro.
Em 2014, uma nova Revista subiu aos palcos do Teatro Maria Vitória, tendo o nome Tudo Isto é FaRdo!, marcada pela comemoração dos 50 anos de Teatro do empresário Hélder Freire Costa.
Em 2012 o Teatro Maria Vitória festejou os seus 90 anos de existência, como também, o recinto onde se insere, o popular Parque Mayer.
Pela sua longa existência e por tradicionalmente apresentar esta forma teatral, sempre com qualidade acima da média, é reconhecido como a catedral da revista.
Os maiores nomes da cena teatral, artistas plásticos, autores, compositores, encenadores e técnicos são os que desde sempre fazem parte da escolha, para os seus espectáculos, sempre apreciados pelo grande público.
Maria Vitória O seu nome é uma homenagem à actriz e fadista espanhola María Victoria Pajarrón López (Málaga, 13 de março de 1888 – São Sebastião da Pedreira, Lisboa, 30 de abril de 1915), filha do agricultor Francisco Pajarrón, natural de Valência, Espanha, e de María de Carmen López, natural de Málaga. Veio para Lisboa criança, juntamente com a mãe, não tendo completado a sua educação devido à rigidez do ensino do convento que frequentou. Morena e de olhos negros, começou por se dedicar à prostituição e, depois, começou a cantar o fado na boémia noturna lisboeta, granjeando popularidade entre o público, quer masculino, quer feminino. Estreou-se como atriz em 1908, no Casino de Santos, tendo também atuado no Salão Fantástico e na Rua do Condes. No teatro de revista, atuou em diversos papéis com a Companhia do Teatro Avenida, dirigida por Luís Galhardo. Maria Vitória morreu tuberculosa aos 27 anos e foi sepultada no Cemitério de Benfica.
Peças apresentadas no Teatro Maria Vitória