Certificação é a declaração formal de comprovação emitida por quem tenha credibilidade ou autoridade legal/moral. Ela deve ser formal, isto é, deve ser feita seguindo um ritual e ser corporificada em um documento. A certificação deve declarar ou dar a entender, explicitamente, que determinada coisa, status ou evento é verdadeiro. Deve também ser emitida por alguém, ou alguma instituição, que tenha fé pública, isto é, que tenha credibilidade perante a sociedade. Essa credibilidade pode ser instituída por lei ou decorrente de aceitação social.

O certificado é o documento que corporifica a certificação.

Formas de Certificação Eles podem ser realizados para as seguintes finalidades: Atestar a qualificação de um profissional (como Certified Information System Security Professional e Security+), Atestar a qualidade e funcionalidade de produtos, serviços, processos produtivos, por exemplo, nas áreas de segurança de computadores e software (ISO/IEC 17799 e Common Criteria), em sua qualidade (ISO 9000) e na gestão ambiental de empresas (ISO 14000).

Certificação Ambiental Do ponto de vista de políticas públicas, os selos de certificação ambiental são instrumentos que se destinam a educar consumidores sobre os impactos ambientais da produção, uso e descarte de produtos, levando a uma mudança no padrão de consumo e assim reduzir seus impactos negativos sobre o meio ambiente.

Para que selos ambientais possam atingir seus objetivos de política ambiental, os consumidores ao considerar as informações contidas no selo, dando preferência a produtos certificados, podem contribuir para a eliminação de atividades ilegais, predatórias ou de alto impacto sobre o meio ambiente.

Os selos certificadores diminuem os custos de busca por informação, influenciando o número e o peso dado para os atributos considerados por um consumidor durante seu processo de decisão. Por tanto, se um consumidor tiver informação suficiente e confiável para diferenciar produtos de baixa qualidade dos de alta qualidade, ele terá uma disposição extra a pagar de sobre os produtos de alta qualidade. Inversamente, a provisão de informação pode também levar a uma redução na disposição a pagar por bens de baixa qualidade.

De uma maneira geral, políticas de provisão de informação têm como objetivo principal minimizar a falha de mercado causada pela informação assimétrica entre empresas e consumidores.

As vantagens de implementação dessas políticas são a seguir enumeradas resumidamente:STEPHAN, M. ‘Environmental Information Disclosure Programs: They Work, but Why?’. Social Science Quarterly. Vol 83.Issue 1 p.190, 2002 apud VASCONCELLOS, Pedro G. Políticas de Informação, Incentivos e Efeitos no Mercado Verde. Universidade de Brasília - FACE, 2007.

Redução de custos de informação - A provisão de informação pelo governo reduz os custos de ação coletiva, o que permite aos agentes aumentarem seu poder de barganha e pressão sobre firmas poluidoras. A nova informação pode mudar a relação de custos e benefícios de ações contra poluidores. Choque - A provisão de informação incentiva ação coletiva quando o comportamento ambiental observado é pior do que o esperado. Nesse caso o que mudaria não seriam os custos de ação, mas a percepção de que os níveis ambientais estão abaixo dos níveis aceitável pela população. Uma conseqüência disso pode ser a mudança no valor da empresa poluidora no mercado. Vergonha/medo - A possibilidade de disseminação da informação faz com que o desempenho de uma firma melhore devido ao temor de ser considerada de ‘baixo desempenho’ por grupos de pressão e pela mídia. Comparação - A provisão de informação permite à população comparar o desempenho de diferentes empresas no tocante ao dano ambiental que cada uma delas provoca. Agenda governamental - A informação não é dada para atender à demanda de grupos de interesse, mas apenas para alertar as pessoas de que o dano ambiental é um motivo de preocupação do governo.

Validade As certificações geralmente precisam ser renovadas e reavaliadas periodicamente por um órgão regulador certificador, que será responsável pela credibilidade dos métodos de avaliação do certificado. O certificador pode tanto ser um órgão público, quanto uma empresa privada independente. Certificados podem, inclusive, ser dados pelas próprias empresas que os utilizam, principalmente como apelo publicitário, o que pode ser caracterizado como cheap talk, ou seja, um apelo sem credibilidade garantida.

Ver também Certificações Profissionais (Java, Microsoft, Linux, PMI, Oracle, etc.) Acreditação Certificações por vendas de gravação musical Certificado Livre

Ligações externas

TEISL, Mario. ROE, Brain. HICKS, Robert. ‘Can Eco-Labels Tune a Market? Evidence from Dolphin-Safe Labeling’. Journal of Environmental Economics and Management, Vol 43, 2002.

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