thumb|270px|Normalmente, após a queda o dente de leite, o dente permanente demora cerca de 1 mês para nascer. thumb|right|300px| Os dentes de leite começam a ser perdidos por volta dos 6 anos de idade, iniciando quase sempre com a troca dos incisivos inferiores, sendo substituída pelos dentes permanentes. O dente decíduo é o dente que surge durante a ontogenia de humanos e outros mamíferos.Illustrated Dental Embryology, Histology, and Anatomy, Bath-Balogh and Fehrenbach, Elsevier, 2011, page 255 O desenvolvimento dentário começa durante o período embrionário e os dentes tornam-se visíveis (erupção dentária) na boca durante a infância. Esses dentes são popularmente conhecidos como dentes de leite, cuja denominação surgiu devido a sua coloração ser mais branca, opaca e leitosa. Quando comparados aos permanentes se apresentam em menor tamanho e possuem as raízes mais curtas, além de não possuir os pré-molares e sisos. A dentição decídua completa é composta por 20 dentes.
Os dentes decíduos exercem função vital no desenvolvimento dos músculos da mastigação e na formação dos ossos da face, além de desempenharem um papel importante na localização, no alinhamento e na oclusão dos dentes permanentes.
Por apresentarem o esmalte mais permeável e delgado, ele é mais facilmente desgastado comparado ao esmalte do dente permanente. Logo, é de suma importância realizar uma higiene diária adequada, para evitar o desenvolvimento da doença cárie.
Cronologia de erupção da dentição decídua Aproximadamente, aos 6 meses (podem ocorrer variações) de idade inicia-se o processo de nascimento dos dentes denominado erupção dentária, esse processo continua até que os 20 dentes decíduos estejam em boca. A maioria dos bebês nasce sem dentes, mas as coroas totalmente formadas estão dentro da gengiva, prontas para surgir. Os dentes geralmente começam a nascer na boca de uma criança em uma determinada sequência, a ordem de erupcão dos dentes decíduos ocorre na seguinte ordem para o arco inferior e arco superior:
Incisivos centrais Incisivos laterais Primeiros molares Caninos Segundos molares Podem ocorrer mudanças na ordem de erupção dentária. Tais mudanças devem ser monitoradas e investigadas. O Odontopediatra é o profissional mais indicado para o acompanhamento de todo o processo de erupção dentária.
Primeira dentição no bebê Sintomas comuns durante o nascimento dos dentes thumb|right|Radiografia panorâmica - nessa imagem pode ser observada a fase de dentição mista, com dentes permanentes e decíduos presentes. O processo de erupção dentária não é assintomático e em muitas ocasiões, é doloroso e incômodo para o bebê. Podem apresentar-se os seguintes sintomas:
Criança leva os dedos e mãos na boca com muita frequência e demonstra desejo de morder para pressionar as gengivas. Salivação mais abundante que o habitual. Irritabilidade. Diminuição do apetite pelo aumento da dor que produz a sucção.
Alívio de sintomas da erupção dentária Há uma variedade de medidas promovidas para aliviar o mal-estar do bebê durante o surgimento dos dentes, incluindo:
Mordedores com conteúdo líquido podem ser colocados na geladeira para serem resfriados. Esfregar a gengiva suavemente com um dedo previamente mergulhados em água fria. Alimentos e líquidos frios. Alguns lugares afirmam que géis e pomadas são contra indicados por conta de possíveis reações alérgicas.
A dentição decídua Funções dos dentes decíduos Os dentes decíduos desempenham as seguintes funções: Preparar os alimentos para a digestão e assimilação em etapas em que a criança está em máximo crescimento. Servem de guia de erupção: mantêm o espaço para a dentição permanente. Estimulam o crescimento dos maxilares com a mastigação. Fonação: os dentes anteriores intervêm na criação de certos sons. Estética. Perder um dente decíduo antes que este esteja pronto para cair pode causar problemas nos dentes permanentes. A perda de um dente decíduo significa redução do espaço disponível para os dentes permanentes, podendo ocasionar diversos problemas ortodônticos.
Peculiaridades da dentição decídua O dente decíduo é menos mineralizado do que o dente permanente, sendo bem mais branco que os dente permanente. Se uma criança apresenta dentição mista, com dentes decíduos e permanentes, é fácil identificar quais são os dentes permanentes, já que eles tendem a ser um pouco maiores e com uma coloração mais amarelada. Uma vez que os dentes decíduos estão fadados a cair, possuem raízes com formato diferente dos dentes permanentes. As raízes da dentição decídua são mais finas quando comparadas as raízes dos dentes permanentes. Outra grande diferença entre os dentes primários e os dentes decíduos é o número deles. Normalmente, as pessoas têm 20 dentes de leite e 32 permanentes, incluindo os quatro dentes do siso. A falta (agenesia dentária) ou acréscimo (dente supranumerário) de elementos dentários pode ocorrer e é uma alteração comum. Parte do que determina a diferença em termos numéricos é o fato de que a boca de uma criança é muito menor que a de um adulto, as crianças não têm espaço para 8 a 12 molares. No entanto, à medida que as crianças crescem, a mandíbula também cresce dá espaço aos dentes adicionais. Características dos dentes decíduos Anatomia dentária em dentes decíduos Na dentição decídua há 20 dentes no total: 8 incisivos, 4 caninos e 8 molares decíduos.
Dentes superiores Incisivo central superior thumb|right|200px| Nesta imagem pode ser observada uma alteração comum na qual dois dentes fusionados formam o incisivo central superior. Aspecto aplanado, o ângulo mesioincisal recto, o distoincisal mais obtuso e arredondado. Apresenta um cordão desenvolvido, em sua superfície palatina, que divide esta superfície em duas fossas: mesial e distal. A raiz é única, cônica e o seu comprimento é duas vezes e meia a da coroa, ápice desviado ao vestibular. A câmara pulpar tem 2 protuberâncias pulpares, mesial e distal, sendo mais pronunciada a mesial.
Incisivo lateral superior É dos poucos dentes na dentição de leite em que o comprimento cervicoincisal é maior à mesiodistal. Tal como o central tem um cordão com 2 fossas, mas menos pronunciado. A raiz em relação à coroa é mais larga que a do incisivo central. Ápice também desviado ao vestibular.
Canino superior Apresenta uma grande cúspide que divide a borda incisal em duas vertentes, sendo a mesial de maior tamanho que a distal. A sua superfície vestibular apresenta 3 lóbulos de desenvolvimento, sendo o maior o central, depois o distal e o mais pequeno o mesial.
Na sua superfície palatina, que é muito convexa, aprecia-se um cordão muito desenvolvido e que delimita duas fossas com cresta lingual que as divide em mesial e distal. A raiz é única, cônica, larga e grossa, sofre um engrossamento por cima da linha cervical, o ápice está dirigido ao vestibular. Este é um dente que dá forma ao conjunto de dentes tanto inferior como superior.
Primeiro molar superior É o dente que mais se parece com o seu sucessor, o primeiro pré-molar superior. A superfície oclusal tem forma trapezoidal, sendo a base maior o lado vestibular. tem 3 cúspides: 2 vestibulares e una palatina, a maior é a palatina, depois a mesiovestibular e por último a distovestibular. A forma trapezoidal é por uma dupla convergência. Por um lado as faces interproximais convergem para palatina, e por outro as faces vestibular e palatina convergem para distal. Possui 3 raízes alongadas, finas e muito divergentes, a raiz maior é a palatina, e a mais pequena a distovestibular.
Segundo molar superior Na união das faces palatina e mesial, no terço médio encontramos o tubérculo de Carabelli que é uma quinta cúspide acessória que aparece às vezes. Tem um sulco que por vezes tem cáries e há que explorar. A superfície oclusal tem forma romboidal, presenta 4 cúspides: 2 vestibulares e 2 palatinas, a maior é a mesiopalatina e a menor é a distopalatina. Há uma profunda fossa central que se forma da união das vertentes das cúspides vestibulares com a mesiopalatina. Há a cresta ou aresta oblíqua que une as cúspides mesiopalatinas com a distovestibular. Tem 3 raízes, a maior é a palatina que em ocasiões se une à raiz distovestibular. A câmara pulpar segue a forma externa do dente, com 4 protuberâncias pulpares ou 5 se há tubérculo de Carabelli, o mais proeminente é o mesiovestibular seguido do mesiopalatino. em total há 3 condutos radiculares, um por raiz, embora por vezes a raiz mesiovestibular possa ter 2, de forma que haveria 4 condutos no total.
Dentes inferiores Incisivo central inferior É o menor dente de todo o organismo, e tem o diâmetro cervicoincisal maior que o mesiodistal. A face vestibular possui superfície achatada sem sulcos de desenvolvimento. A face palatina é quase lisa, apresentando um cíngulo e cristas marginais. A raiz é única, cônica, regular, com o ápice inclinado à distal e à vestibular, com dimensão aproximadamente igual ao dobro do comprimento da coroa. Finalmente a câmara pulpar segue a forma externa do dente, com duas protuberâncias pulpares, sendo mais marcada a mesial.
Incisivo lateral inferior Apresenta anatomia semelhante ao incisivo central inferior decíduo, embora ligeiramente maior em todas dimensões, exceto no sentido vestíbulo-lingual. Tem o ângulo distal da aresta incisal mais arredondado que no incisivo central inferior, no que é mais simétrico. A aresta incisal estará inclinada a distal também. Raiz cônica e com o ápice a distal.
Canino inferior A coroa é menos volumosa que a do canino superior, possui forma lanceolada (forma de lança), a dimensão cervico-incisal (vertical) é maior que a dimensão mesio-distal (transversal); a raiz é mais curta que a raiz do canino superior, mas é achatada no sentido mesio-distal.
Primeiro molar inferior Na face vestibular teremos uma cresta vestibulogengival que tem um maior tamanho a nível mesial chamada tubérculo de Zuckerkandl. A sua superfície oclusal tem forma romboidal, com 4 cúspides: 2 vestibulares e 2 linguais. A cúspide maior é a mesiovestibular, são sempre maiores as cúspides mesiais que as distais. Há uma crista transversa ou crista vestibulolingual que une as 2 cúspides mesiais, por mesial e distal de esta crista formam-se fossas e ligeiramente mais para o distal está a fossa central. Tem 2 raízes com um diâmetro vestibulolingual maior que o mesiodistal, a raiz maior é a mesial e a pequena a distal. A câmara pulpar segue a forma externa do dente com quatro protuberâncias pulpares, sendo a mais proeminente a mesiovestibular, há 3 condutos para as 2 raízes, tendo a raiz mesial 2.
Segundo molar inferior Este dente, de forma retangular na face oclusal, assemelha-se muito ao primeiro molar permanente, tem 5 cúspides: 3 vestibulares e 2 linguais; a mais pequena é a distovestibular, apresenta uns sulcos em forma de W com 3 fossas: 1 central e 2 mais pequenas, distal e mesial. Apresenta 2 raízes, mais largas e divergentes que as do primeiro molar inferior, sendo mais larga a mesial, tem 3 condutos em total, 2 na raiz mesial e 1 na distal; tem 5 protuberâncias pulpares, sendo a mais acentuada a mesiovestibular.
Cuidados com os dentes dos bebês e crianças