thumb|250px|Duria Antiquior, é uma aquarela pintada em 1830 pelo geólogo Henry De la Beche com base em fósseis encontrados por Mary Anning e foi a primeira representação pictórica de uma cena do tempo profundo baseada na evidência fóssil. alt=Imagem de um fóssil reconstruído digitalmente chamado Lichas marocanus, um tipo de trilobita extinto. O animal tem corpo segmentado, com carapaça ondulada nas costas, olhos grandes e arredondados nas laterais da cabeça, antenas finas e longas na frente. Várias pernas articuladas sob o corpo. A cor da imagem é em tons de marrom, bege e verde-acinzentado, com aparência brilhante. |miniaturadaimagem|Lichas marocanus Paleoarte é uma representação artística que tenta retratar e reconstruir a vida primordial pré-histórica baseada em descobertas científicas atualizadas do campo da Paleontologia no momento da criação da arte. O termo paleoarte - uma composição de paleo, a palavra em Grego Antigo para "velho" e "arte" - foi introduzido no final dos anos 80 por Mark Hallet, para definir arte que retrata temas relacionados à paleontologia, mas é considerada uma tradição visual que se originou na Inglaterra no início do século XIX (início dos anos 1800).

Obras de paleoarte (também chamadas de paleo-obras) podem ser representações de restos fósseis, reconstruções ou representações imaginadas de organismos vivos e seus ecossistemas.

As obras de paleoarte são réplicas construídas a partir de ossos que geralmente têm marcas que indicam onde havia a inserção de músculos e ligamentos. Montando o esqueleto chega-se mais ou menos a uma semelhança de como era a musculatura do animal. Como o esqueleto raramente está completo, ou parcialmente completo, os paleoartistas se utilizam do esqueleto de animais semelhantes para completar por comparação o animal. A pele é reconstituída com os registros fósseis e então comparada com alguns animais atuais, como répteis que têm o mesmo esquadrão de pele. Finalmente é feita a coloração, através da dedução do ambiente onde o organismo viveu.

A paleoarte mistura diversas técnicas artísticas, como a escultura e a pintura, com a paleontologia de forma a dar vida a animais da pré-história, que, de outra forma, não poderíamos ver. Desta forma, a paleoarte serve à divulgação científica, aproximando a paleontologia e os seres que estuda do público em geral e revelando um mundo pré-histórico que, de outra forma, permaneceria abstrato demais para os leigos, existindo apenas na imaginação dos cientistas que o estudam.

Paleoartista é o nome dado ao profissional da área e cada artista detém um estilo próprio, o qual se manifesta na paleoarte de acordo com a composição da cena recriada: a presença ou não de movimento e a tonalidade das cores utilizadas são exemplos disso. Além de sua capacidade criativa, o paleoartista conta com o apoio de um banco de dados científicos durante o processo de reconstrução do ambiente ou organismo. Eles se apoiam ao máximo nas informações científicas disponíveis a fim de que sua representação do organismo extinto seja o mais fidedigna possível.

A primeira reconstituição ilustrada reconhecida foi realizada em 1800 pelo naturalista franco-alemão Johann Hermann, que propôs como seria um pterossauro, baseado nos trabalhos de pesquisa científica de Cosimo Alessandro Collini, como um ser intermediário entre uma ave e um mamífero.OLIVEIRA, Heitor de Sá. Paleoarte e o ensino das artes visuais: uma pesquisa viva a partir de vestígios. 2024. 77 f. Trabalho de Conclusão de Curso (Licenciatura em Artes Visuais) - Faculdade de Artes Visuais, Universidade Federal de Goiás, Goiânia, 2024. Disponível em: <https://repositorio.bc.ufg.br/items/9b4ed252-a64a-4c6e-90f2-4bbcdc1891fd>.

thumb|direita|250px|Estauricossauro e Rincossauro produzidos pelo paleoartista Clóvis Dapper.

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Ligações externas

Dossier PaleoTerraUma base de dados de links para quem quer se aprofundar em Paleontologia Paleoarte dá vida aos dinossauros Maurílio Oliveira explica o que é a paleoarte

Categoria:Paleontologia