Em 31 de dezembro de 2024, a população residente em Portugal foi estimada em 10 749 635 pessoas, mais 109 909 pessoas do que em 2023. Desde 2018, aonde foram estimados 10 276 617 pessoas residentes, a população cresceu 4,6%.

Os dados sobre a composição genética dos portugueses apontam para a sua fraca diferenciação interna e base essencialmente continental europeia paleolíticaCarlos Flores et al. (2004), Reduced genetic structure of the Iberian peninsula revealed by Y-chromosome analysis: implications for population demography, European Journal of Human Genetics (2004) 12, 855–863. É certo que houve processos démicos no Mesolítico (provável ligação ao Norte de África) e Neolítico (criando alguma ligação com o Médio Oriente, mas bastante menos do que noutras zonas da Europa), tal como as migrações das Idades do Cobre, Bronze e Ferro contribuíram para a indo-europeização da Península Ibérica (essencialmente uma «celtização»), sem apagar o forte carácter mediterrânico, particularmente a sul e leste. A romanização, as invasões germânicas, o domínio islâmico mouro, a presença judaica e a escravatura subsariana terão tido igualmente o seu impacto e a sua contribuição démica. Podem mesmo listar-se todos os povos historicamente mais importantes que por Portugal passaram e/ou ficaram: as culturas pré-indo-europeias da Ibéria (como tartessos e outras anteriores) e seus descendentes (como os cónios, posteriormente «celtizados»); os protoceltas e celtas (tais como os lusitanos, gallaici, celtici); alguns poucos fenícios e cartagineses; romanos; suevos, búrios e visigodos, bem como alguns poucos vândalos e alanos; alguns poucos bizantinos; berberes com alguns árabes e saqaliba (escravos eslavos); judeus sefarditas; africanos subsarianos; fluxos menos maciços de migrantes europeus (particularmente da Europa Ocidental). Todos estes processos populacionais terão deixado a sua marca, ora mais forte, ora só vestigial. Mas a base genética da população relativamente homogénea do território português, como do resto da Península Ibérica, mantém-se a mesma nos últimos quarenta milénios: os primeiros seres humanos modernos a entrar na Europa Ocidental, os caçadores-recolectores do Paleolítico.

O idioma oficial, utilizado pela quase totalidade da população, é o português. O mirandês é reconhecido oficialmente e ensinado nas escolas do concelho de Miranda do Douro. O seu uso, no entanto, é bastante restrito, estando em curso acções de revitalização.

Atualmente a população portuguesa tem vindo a aumentar, mas com um crescimento natural (natalidade menos a mortalidade) cada vez menor, levando a que o país se encontre envelhecido e não exista renovação de gerações. Por outro lado, a esperança média de vida tem vindo a aumentar, tanto nos homens como nas mulheres, o que tem sido crucial para este envelhecimento populacional. O maior crescimento da população tem-se verificado nos distritos costeiros principalmente Setúbal, Porto, Aveiro e Braga, mas continua a diminuir nos distritos do interior.

Nos últimos tempos a imigração tem vindo a aumentar em consequência da entrada de africanos provenientes dos PALOP, europeus de Leste e sul americanos, principalmente brasileiros, estabelecendo-se principalmente nas grandes cidades portuguesas. A emigração permanente tem-se mantido a níveis baixos, desde a revolução do 25 de Abril de 1974 e com a entrada na União Europeia. Internamente, a migração é dominada pela atracção exercida pelas áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto em relação ao resto do País.

thumb|right|300px|Gráfico da evolução demográfica em Portugal entre 1961 e 2003.

Dados históricos

Deve-se a D. João III o primeiro numeramento geral do Reino, isto é, a primeira tentativa para apurar o número global da população portuguesa. É um esboço do censo atual, feito em 1527. A população rondava então os cerca de 1,1 milhão de habitantes.

O primeiro censo da população foi realizado em 1864 e o segundo em 1878. A partir do terceiro, que teve lugar em 1890, eles passam a ser efectuados de dez em dez anos até 1970 (com a excepção de 1911). O censo seguinte só teve lugar em 1981 e partir desse ano a periodicidade manteve-se decenal, no ano 1 de cada nova década.

Taxa de fecundidade de 1850 a 1899

A taxa de fecundidade é o número de filhos nascidos por mulher. Baseia-se em dados razoavelmente bons para todo o período. Fontes: Our World In Data and Gapminder Foundation.

Anos 18501851185218531854185518561857185818591860Taxa de fecundidade em Portugal4,54,474,444,414,384,354,334,34,274,244,21 Anos 1861186218631864186518661867186818691870Taxa de fecundidade em Portugal4,184,154,124,094,14,114,124,144,154,16 Anos 1871187218731874187518761877187818791880Taxa de fecundidade em Portugal4,174,184,194,24,214,224,234,244,234,22 Anos 1881188218831884188518861887188818891890Taxa de fecundidade em Portugal4,914,194,184,174,164,154,384,34,384,24 Anos 189118921893189418951896189718981899Taxa de fecundidade em Portugal4,164,064,153,863,93,93,953,933,89

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