Backmasking, popularmente conhecido como mensagem ao contrário, cuja tradução literal seria "mascaramento detrás" (ou, idiomaticamente, "mascaramento reverso"), é uma técnica sonora a qual, antes da era digital, os sons eram gravados normalmente enquanto a fita a ser gravada (i.e somente as específicas faixas gravadas para este efeito, em um gravador de multi-canais) corria ao contrário na direção (normal) da "cabeça" do gravador, sendo fisicamente editada, depois, para ser unida (cortada e colada) e tocada normalmente ao contrário, junto as outras faixas da música que correm na direção normal. Com gravadores modernos, digitais, o processo é facilitado, sem precisar cortar e colar a fita junto a outras. Tudo é feito digitalmente. O backmasking é um processo premeditado, sendo assim, causa de muitas controvérsias, especialmente relacionadas com supostas mensagens subliminares em diversas músicas e outras mídias sonoras. Na música erudita este processo é equivalente a colagem musical" também usado em musique concrete.

Princípio A prática de manipular músicas gravadas, começou nos finais da década de 1950 com a chegada da música concreta. Esta forma vanguardista da música eletrônica, consistia na edição conjunta de fragmentos sonoros naturais e mecânicos.

Os Beatles, que incorporaram as técnicas da música concreta dentro das gravações, foram os responsáveis pela popularização do conceito de backmasking. John Lennon experimentou executar ao contrário o acetato de "Tomorrow Never Knows", canção do álbum Revolver. O som da canção sendo tocada ao contrário lhe agradou e ele compartilhou os resultados com os companheiros de banda no dia seguinte. Depois escreveu a música "Rain", com a intenção de que a música fosse gravada completamente ao contrário; por George Martin o qual se negou a gravar da forma proposta e somente o verso final, foi gravado ao contrário.

Supostas backmaskings Mensagens ccultas thumb|left|O gravador de multi-canais permitiu a gravação da mensagem ao contrário no estúdio de gravação No outono de 1969, o disc jockey Russell Gibb, recebeu um telefonema anônimo,http://www.larrymonroe.com/archive/archive11.html em que a pessoa do outro lado da linha lhe dissera que Paul McCartney estava morto. Segundo essa mesma pessoa, a reprodução de certas gravações do grupo Beatles ao contrário revelavam certas mensagens ocultas. Um álbum em particular, o Álbum Branco (1968), inclui algumas destas mensagens. Ao final da canção "I'm So Tired", se escuta um murmúrio intencional que, supostamente, ao contrário, está a dizer: "Paul is dead man, miss him, miss him..." (Paul está morto, cara; sinta falta dele, sinta falta dele...). Da mesma forma, a repetição de palavras "Number nine, number nine, number nine..." (número nove, número nove...) que aparecem na canção "Revolution 9", ao contrário se tornam "turn me on dead man, turn me on dead man..." (excite-me, homem morto; excite-me, homem morto...). No disco Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (1967), supostamente diz-se "We will fuck you like supermen" (Lhe foderemos como super-homens).http://www.rollingstone.com/news/profile/story/9359339/the_rs_interview_paul_mccartney

Outro exemplo famoso de backmasking é o da canção "Stairway to Heaven" da banda Led Zeppelin. Em uma parte da canção é executada a inversa, e se escuta "Here's to my sweet Satan" (Brindaremos ao meu doce Satã).http://jeffmilner.com/backmasking.htm A Swan Song Records, gravadora do grupo, declarou: "Nossos discos só tocam em uma direção...". O vocalista Robert Plant negou as acusações em uma entrevista:http://www.led-zeppelin.org/reference/int18.html "Para mim é muito triste, porque 'Stairway To Heaven' foi escrita com a melhor intenção e colocar ao contrário as fitas e meter mensagens ao final não é minha forma de fazer música.".

Em contraponto, há quem fala da invalidade do backmasking, argumentando que uma série de sílabas aleatórias pronunciadas em diversos acentos, podem ser placidamente interpretadas como qualquer coisa.

Em 1985, os psicólogos John R. Vokey e J. Don Read, levaram a cabo um estúdio usando o salmo XXIII da Bíblia, na canção "Another One Bites the Dust" de Queen e vários outros sons adaptados para o experimento. Vokey e Read concluíram: "não podemos encontrar efeito significativo nalgumas das mensagens invertidas sobre o comportamento dos ouvintes, consciente ou inconscientemente"John Vokey: Subliminal Messages.

Persuasão subliminar

Gary Greenwald, um pregador cristão fundamentalista, afirmava que as mensagens escondidas podem ser escutadas subliminarmente, podendo induzir os ouvintes ao sexo e uso de drogas. Depois do pavor às mensagens subliminares na década de 50, quando se popularizou o concreto, muitos negócios haviam surgido pretendendo comercializar áudio subliminar benéfico. Estas lojas ofereciam fitas subliminares que supostamente melhoravam a saúde do ouvinte. Porem não existem evidência da efetividade terapêutica destes tipos de gravações.

Em 1985, a banda britânica de heavy metal Judas Priest, foi denunciada devido a um ataque suicida cometido por estudantes no estado de Nevada, Estados Unidos. Um deles sobreviveu, afirmando à seus pais, que o álbum Stained Class, de 1978, continha mensagens ocultas. As palavras "Do it" (Faça-o) eram supostamente audíveis quando a gravação da faixa "Better By You, Better Than Me" era examinada ao contrário e as letras do material gráfico (S U I) presumivelmente denotavam "suicídio". O caso foi arquivado depois que se apresentaram evidências de que os jovens haviam crescido em um ambiente "violento e depressivo" e depois a agrupação demonstrou que outras absurdas mensagens ao contrário podiam falar-se sem se usar suficiente imaginação; como o próprio Rob Halford argumentara: "Bem... fazer o quê? Cortar a grama? Tomar uma xícara de chá?". O juiz afirmou que "a investigação científica apresentada não estabelece que o estímulo subliminar, algum se percebe, pode precipitar a uma conduta desta magnitude. Existem outros fatores que explicam esse tipo de comportamento, independentemente do estímulo subliminar." Os membros de Judas Priest também comentaram que eles mesmos quiseram inserir ordens subliminares em sua música, mas com um diferente teor, como "Buy more of our records" (Compre mais discos nossos).

Backmasking intencional Muitos músicos já gravaram deliberadamente mensagens subliminares em suas canções. Seus propósitos haviam sido iludir a censura, introduzindo declarações artísticas ou sociais, a divertirem-se à custa das críticas. Alguns grupos, efetivamente, haviam falado em favor do satanismo ou da violência usando backmasking. A diferença das supostas mensagens havia atrás involuntários, os quais resultam em reproduzir ao contrário as canções, as mensagens premeditadas aparecem como um ruído inteligente quando se escuta na direção habitual.

Primeiros backmaskings thumb|right|Frank Zappa, foi um dos primeiros astros de Rock que usou o backmasking. O backmasking foi usado por Frank Zappa em seus primeiros álbuns para enganar a censura. O disco We're Only in It for the Money (1968), contém a seguinte mensagem oculta ao final do lado A: "Better look around before you say you don't care/Shut your f***ing [censurado no original] mouth 'bout the length of my hair/how would you survive/if you were alive/shitty little person?" (Melhor olhar ao redor antes de dizer que não se importa/Cala a m**da da tua boca sobre o comprimento do meu cabelo/como sobrevivera/se tu estivesse vivo/insignificante pessoa de m**da?). Esta profanada canção "Mother People", não foi permitida pelo editor musical, assim que Zappa editou o verso (assim como também a palavra "fucking", ironicamente).

Mensagens violentas e diabólicas Grande parte da controvérsia sobre o backmasking é resultado das mensagens satânicas em músicas do heavy metal.

O álbum Hell Awaits de Slayer é um proeminente exemplo de mensagens satânicas ocultas. O disco inicia com uma voz demoníaca que quando é invertida diz "Join Us" (Una-se a nos), uma e outra vez a incrementos de volume. A canção "Dinner at Deviants Palace" de Cradle of Filth, consiste caso completamente de sons ambientes e uma leitura ao contrario do pai nosso (o ser capaz de dizer o pai nosso ao contrário, era percebido na Idade Média como um Herege). Outro exemplo menos conhecido é o álbum de The Turn of a Friendly Card de Alan Parsons Project: no fim final da primeira faixa "May be a price to pay", há uma mensagem escondida no verso "something's been going on, there may be a price to pay" (Algo esta sendo continuado, deve ter um preço a pagar). Em reverso, a mensagem oculta em espanhol diz: "Escucha baby al Demonio, es bien fácil" ("Escuta baby ao Demônio, é bem fácil").

Algumas das polêmicas tratam de canções que não são necessariamente satânicas, e sim anticristãs. O álbum Transilvanian Hunger da banda de Black metal Darkthrone, contém uma mensagem ao contrário que diz "In the name of God, let the churches burn" (Em nome de Deus, deixe igrejas a queimar). A música "Mysterium Iniquitatis" do grupo Christian Death, está quase completamente ao contrario ao ser invertida, expressa crenças anti-religiosas.

Finalmente, alguns backmasking são controversos por seus temas violentos. Em Born Dead, um álbum de 1994 da banda Body Count, há uma mensagem invertida na canção "Killing Floor": "Body Count, motherfucker. Burn in hell!" (Número de mortos, filho da puta. Queime no inferno). O grupo finandês Turmion Kätilöt, em sua EP Niuva 20, insere deliberadamente uma mensagem inversa com "voz robótica" na metade da segunda canção, "Kirosana" ("profanação"), que diz "Raiskatkaamme tämä helvetillinen maanpäällinen taivas. Siinä sinulle elämän tarkoitus" (mais ou menos traduzido como "Devemos violar este paraíso infernal na terra. Ali está teu significado de vida").

Usos políticos e sociais As mensagens camufladas foram usadas como manifestações. No álbum Amused to Death de Roger Waters, o ex-vocalista do Pink Floyd gravou uma mensagem ao contrario onde criticava o filme 2001: A Space Odyssey, do diretor Stanley Kubrick, que havía recusado que Waters usara um som do filme. Está publicado sobre a terceira faixa, "Perfect Sense Part 1", "Julia, however, in light and visions of the issues of Stanley, we have changed our minds. We have decided to include a backward message, Stanley, for you and all the other book burners" (Julia, de qualquer jeito, em critério e vista dos assuntos de Stanley, temos mudado nossas mentalidades. Temos decidido incluir uma mensagem oculta, Stanley, para ti e os demais arruinadores de livros).

No épico The Wall de Pink Floyd, há uma mensagem intencional na metade da canção "Empty Spaces": "Hello, hunters...congratulations. You've just discovered the secret message. Please send your answer to Old Pink, care of the funny farm, Chalfont...Roger! Carolyn's on the phone! Okay" (Olá, caçadores...Parabéns. Você descobriu a mensagem secreta. Por favor envíe sua resposta ao "Velho Pink", com destino à fazenda engraçada, Chalfont...Roger! Carolyn está no telefone. ok). Se acredita que esta mensagem oculta é uma referência cômica ao anterior vocalista Syd Barrett. Roger Waters alegra-se por haver encontrado esta mensagem e brinca sobre a possibilidade de mandar sua resposta a Syd (o 'Velho Pink'), que vive em algum lugar de Chalfont (o 'manicómio' de Chalfont). Antes de que poderá dizer a frase inteira, é interrompido por alguém que diz que Carolyn (a esposa de Waters) está no telefone.