Silveiras é um município brasileiro do estado de São Paulo, na microrregião de Bananal, no Vale do Paraíba. Sua população recenseada em 2022 era de 6.186 habitantes.
História thumb|left|Brasão da cidade em azulejo, localizado na parede da antiga Prefeitura Municipal. Por estar situada no caminho entre os portos de Mambucaba e Paraty e as jazidas de ouro de Minas Gerais, a região do município de Silveiras foi ocupada por alguns ranchos de pouso para tropeiros no século XVIII.
Por volta de 1780, a edificação de uma capela em louvor a Nossa Senhora da Conceição no rancho da família Silveira deu origem a povoação de Silveiras, a qual servia de ponto de pouso para os tropeiros.
Nos primeiros anos do século XIX, o café chegou até o então bairro rural de Silveiras, o que proporcionou um grande crescimento à povoação, sendo um dos motivos para que, em 9 de dezembro de 1830, um decreto eleve o povoado à categoria de freguesia, com o nome de Nossa Senhora da Conceição de Silveiras, subordinada à vila de Lorena.
Graças à luta da população local, a Lei Provincial nº 12, de 28 de fevereiro de 1842, elevou Silveira à condição de vila, desmembrando-a de Lorena. Meses depois, a vila esteve envolvida nas Revoltas Liberais de 1842, em sangrentos combates, como nos mais de 50 assassinatos cometidos pelas tropas do Conde de Caxias em 12 de julho de 1842. Devido aos combates e à destruição da vila, a mesma só foi instalada em 7 de setembro de 1844.O Passado ao Vivo - Thereza Regina de Camargo Maia (Texto) – Tom Maia (Ilustração). Editora FDE, 1988 - 1ª e única edição.
Em 1860, segundo relatos de Augusto Emílio Zaluar, entre Silveiras e Lorena, só o que se via eram choupanas caipiras; uma população quase nômade, que contruía albergues "toscos e mesquinhos", semelhantes às tendas árabes. Essas moradas muitas vezes tinham, à frente, apenas um alpendre de duas vigas, com lombilhos, rédeas, esporas, garruchas e violas pendurados nas colunas. No interior, uma cozinha e um quarto, separados por cortina de chita. Quando o Caipira estava em casa, sentava-se à porta do lar, fumando cigarro de fumo mineiro, olhando seu cavalo pastar.
Em 1860, também segundo Zaluar, a vila estava edificada nas duas margens da estrada geral de São Paulo, em uma planície baixa, rodeada por morros. Se destacava na paisagem a pitoresca capelinha do Patrocínio, construída em uma das colinas. A vila tinha algumas ruas e três praças, e pouco mais de cento casas, muitas cobertas de sapé. A Igreja Matriz estava em reparos, porque estava quase em ruínas.ZALUAR, Augusto-Emílio. Peregrinação pela Província de S.Paulo (1860-1861). São Paulo: Livraria Martins Editora, 1976. 237 p. ( Biblioteca histórica paulista, 2 )
A Casa de Câmara ficava localizada no centro de uma das praças. Internamente, tinha um salão vasto e decente; com a cadeia pouco segura no térreo do edifício. O Sr. João Henriques de Azevedo e Almeida era o juiz municipal em 1860. A terceira praça possuía um pequeno chafariz, construído com dinheiro da população, que pedia ao estado que custeasse o encanamento.
Em 1860, Silveiras tinha uma escola pública de instrução primária para cada sexo, que ensinavam 26 meninos e poucas meninas. Havia também uma escola de instrução secundária para dez alunos. Além disso, um teatro pequeno e regular, do Sr. capitão Félix de Castro. O cemitério era espaçoso, murado e fechado por um grande portão.
Em 1860, sua produção agrícola principal era de café: 150 mil arrobas por ano. O comércio estava estacionário por falta de recursos pecuniários, escassez das colheitas de café e dificuldade de obter-se meio circulante.
Em 22 de fevereiro de 1864, Silveiras foi elevada à condição de cidade.
Durante o período cafeeiro. Silveiras ficou conhecido como “celeiro regional” do Vale do Paraíba e 4º município em população do estado de São Paulo, com aproximadamente 25 mil habitantes, sendo 1.700 deles escravos de origem africana.Prefeitura Municipal
Na década de 1860, o café era o principal produto agrícola de Silveiras, produzindo cerca de 150 mil arrobas por ano. Ainda assim, o comércio encontrava-se estagnado por conta dos escassos recursos pecuniários e das colheitas de café, além da dificuldade de obter-se meio circulante. Nas últimas décadas do século XIX, com a decadência da produção cafeeira, atrelada à outros fatores, houve um grande êxodo da população silveirense para outras regiões em busca de melhores oportunidades.Com a desativação e enfraquecimento das “Minas Gerais”, o café que se transferiu para novas terras (oeste paulista), a estrada de ferro que não passou do município, a abolição da escravidão dos negros, a república (mudança da ordem política), ocorre o êxodo da População local e a decadências atinge a comunidade.
No final do século XIX, a decadência do ciclo do café, somada a outros fatores, levou a um grande êxodo da população silveirense, que, em seu auge, era de 25 mil habitantes.thumb|left|Soldados paulistas entrincheirados na cidade, durante a Revolução de 1932. Durante a Revolução Constitucionalista de 1932, Silveiras foi novamente palco de combates e as antigas trincheiras de 90 anos antes foram reabertas. Seis anos depois, em 1938, sua comarca foi extinta e incorporada à de Cachoeira.
O movimento tropeirista, que vem ativando a cidade desde 1978, deu grande incentivo ao artesanato e às artes locais, ficando o último domingo do mês de agosto instituído como o "Dia do Tropeiro".
Geografia Localiza-se a uma latitude 22º39'52" sul e a uma longitude 44º51'10" oeste, estando a uma altitude de 615m. Possui uma área de 415,74 km². A densidade demográfica é de 13,51 hab/km².
Os municípios limítrofes são Lavrinhas e Queluz a norte, Areias a leste, Cunha a sudeste, Lorena a sudoeste, Cachoeira Paulista a oeste e Cruzeiro a noroeste.
Demografia População
Composição étnica Em 2022, segundo dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população do município era composta por 3.905 brancos (63,13%), 1.927 pardos (31,15%), 351 pretos (5,67%), 2 amarelos (0,03%) e 1 indígena (0,02%).
Infraestrutura Comunicações O sistema de telefones automáticos foi inaugurado na cidade em 1974 pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP), que também implantou o sistema de discagem direta à distância (DDD) em 1987 com o código de área (0125). Anteriormente a cidade era atendida pela Companhia Telefônica Brasileira (CTB).
Na década de 90 o código DDD da cidade foi alterado para (012), para padronização do sistema telefônico com a telefonia celular que estava sendo implantada em todo o estado.
Religião De acordo com o Censo 2022 (IBGE), 96,12% da população do município é cristã, sendo 80,86% católicos e 15,26% evangélicos. Outras religiões representam 1,77% da população total.
O Cristianismo se faz presente na cidade da seguinte forma:O termo "cristão" (em grego Χριστιανός, transl Christianós) foi usado pela primeira vez para se referir aos discípulos de Jesus Cristo na cidade de Antioquia (Atos cap. 11, vers. 26), por volta de 44 d.C., significando "seguidores de Cristo". O primeiro registro do uso do termo "cristianismo" (em grego Χριστιανισμός, Christianismós) foi feito por Inácio de Antioquia, por volta do ano 100. Tyndale Bible Dictionary, pp. 266, 828
Igreja Católica A igreja faz parte da Diocese de Lorena.
Igrejas Evangélicas Entre as igrejas protestantes históricas, pentecostais e neopentecostais, encontram-se na cidade: Assembleia de Deus Ministério do Belém. Congregação Cristã no Brasil.
Ver também Lista de municípios de São Paulo por data de criação Lista de municípios de São Paulo por população (2022) Lista de municípios de São Paulo por domicílios Lista de municípios de São Paulo por área (2023) Lista de municípios de São Paulo por CEP Lista de municípios de São Paulo por DDD
Ligações externas
Página da prefeitura
) Categoria:Municípios do Vale do Paraíba