Humaitá é um bairro da Zona Sul do município do Rio de Janeiro, que faz limite com os bairros de Botafogo, Jardim Botânico, Lagoa, Alto da Boa Vista, Copacabana e Santa Teresa (esses três últimos apenas por montanhas florestais, sem acesso viário ou para pedestre) . Seu IDH, no ano 2000, era de 0,959, o sétimo melhor do município do Rio de Janeiro.

História esquerda|thumb|230px|Antigas residências do bairro. O nome do bairro é oriundo da Rua Humaitá, principal via do bairro. A rua recebeu esse nome por homenagear os seis monitores que, na operação Passagem de Humaitá, ocorrida no contexto da Guerra do Paraguai, obtiveram êxito em ultrapassar a Fortaleza de Humaitá.

No começo da colonização os índios chamavam a atual área do bairro de Itaóca, devido a uma gruta existente na atual rua Icatu.

Tempos depois grande parte da área pertencia a Clemente José Martins de Matos, Vigário-Geral do bispado. O proprietário constrói uma capela em 1657 e depois abre um acesso à capela que seria dedicada a São Clemente. Atualmente o caminho corresponde à Rua São Clemente.

No século XIX, a região se destacava pela produção de peças de cerâmica e em 1825 Joaquim Marques Batista de Leão, adquiriu a fazenda da olaria, loteando-a mais tarde. Seus herdeiros doaram diversas propriedades à Câmara em 1853. As outras fazendas e chácaras da região foram loteadas também surgindo ruas e o bairro.

No ano de 1904, um grupo de adolescentes fundou, em um casarão situado no Largo dos Leões, o Electro Club, que dias depois tornar-se-ia o Botafogo Football Club e, 38 anos depois, fundindo-se ao Club de Regatas Botafogo, o Botafogo de Futebol e Regatas.

Já na década de 1960 houve a remoção da favela Macedo Sobrinho, sendo criado o Parque Natural Municipal da Saudade, além do alargamento da rua e do largo do Humaitá, estabelecendo uma melhor ligação com a Lagoa. esquerda|thumb|230px|As ruas do bairro têm como plano de fundo a Floresta da Tijuca e o Corcovado.

Atualidade O bairro atualmente encontra-se praticamente unificado ao Botafogo, pelo eixo representado pelas ruas Humaitá, São Clemente e Voluntários da Pátria. Possui um caráter residencial, sendo um dos poucos bairros da Zona Sul que ainda possui um grande número de casas tradicionais e antigas, algumas delas tombadas pelo patrimônio histórico.

Pelo bairro passam diversas linhas de ônibus, ligando todas as zonas da cidade. O antigo serviço Metrô na Superfície foi descontinuado no dia 27 de julho de 2024, agora sendo feito um serviço de integração pelas linhas de ônibus 319, SV319, 536, 539 e 584, possibilitando chegar ao metrô por via de ônibus pagando apenas a tarifa metroviária, que está atualmente em R$ 7,90. A integração pode ser realizada pelo novo sistema da prefeitura Jaé ou por usuários do Bilhete Unico Intermunicipal do RioCard

Cultura e lazer A vida noturna no bairro tem aumentado consideravelmente nos últimos anos. Há vários bares, lojas de importados e restaurantes na Cobal do Humaitá, antiga garagem de bondes. A Rua Visconde de Caravelas também é reduto para a boemia. Bares tradicionais como Aurora e Plebeu, dividem a esquina com os bares Cumpadres e Fuska. Existe também o Instituto Brasileiro de Administração Municipal - IBAM, a Casa da Espanha, o Espaço Cultural Sérgio Porto, que já realizou diversas apresentações musicais desde sua inauguração, em 1983.

Ver também Regiões administrativas do Rio de Janeiro Estado do Rio de Janeiro Rio de Janeiro (cidade)

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