Avelãs de Cima é uma povoação portuguesa sede da Freguesia de Avelãs de Cima do Município de Anadia, freguesia com 40,58 km² de área e 1953 habitantes (censo de 2021), tendo, por isso, uma densidade populacional de .

Foi vila e sede de concelho até ao início do século XIX. Este era constituído pela freguesia de Avelãs de Cima e parte da freguesia de Arcos, incluindo o próprio lugar de Arcos. Tinha, em 1801, 2130 habitantes.

Demografia A população registada nos censos foi:

Distribuição da População por Grupos Etários Ano 0-14 Anos 15-24 Anos 25-64 Anos > 65 Anos2001 344 333 1257 5122011 281 205 1117 5822021 183 189 946 635

Património Capela de Nossa Senhora das Neves e Fontanário Igreja de São Pedro (matriz) Cruzeiro Núcleo de casas de inícios de Novecentos Capelas de Nossa Senhora do Livramento, de São Simão, de Nossa Senhora dos Remédios, de Pereiro e de São Miguel da Mata Lagares de azeite e azenhas Choupo Lapas escavadas na rocha Pombais

História Administrativa Avelãs de Cima começou por pertencer ao importante município de Vouga. Em 1288, tinha Julgado, a par de Esgueira. Pertenceu sucessivamente à infanta Dona Beatriz, a Gil de Océm, a seu filho Martim de Océm, ao infante Dom Pedro, e finalmente, em 1449 ou inícios de 1450, a Rui Borges. Avelãs de Cima formava, com as terras de Ferreiros e Ílhavo, o chamado senhorio de Carvalhais, que se manteve na posse dos Borges e seus descendentes até ao século XIX.Lopes, L.S. (2017) «Os Borges de Carvalhais, Senhores de Ferreiros, Avelãs de Cima e Ílhavo», Revista de História da Sociedade e da Cultura, Imprensa da Universidade de Coimbra, vol. 17, p. 103-128.

Foi concelho medieval, com imenso território que alcançava Famalicão e terras que ficavam junto a Vila Nova de Monsarros, Ancas e S. Lourenço do Bairro. Teve Foral Velho dos reis D. Dinis e D. Afonso, mas, em 10 de Janeiro de 1514, recebeu Foral Novo de D. Manuel I. Havia de extinguir-se, em 1836, a favor da restauração do concelho de Anadia, povoação que chegou a pertencer-lhe, ainda que por um breve período.

Avelãs de Cima, freguesia, foi constituída por terras também importantes ao tempo pela sua situação geográfica, riqueza do solo, povoamento e desenvolvimento económico: Pereiro que foi Couto e minúsculo concelho, e Boialvo, que foi Ouvidoria do termo do concelho de Aveiro, e igualmente minúsculo concelho, dois enclaves, administrativamente falando. Eram três concelhos integrados no mesmo espaço de uma paróquia.

Desde 1836, a freguesia, a maior de todo o concelho, está integrada no concelho (atual município) de Anadia, no Distrito de Aveiro, na antiga província da Beira Litoral. Pertence hoje à Comarca de Anadia que, em 1835, era apenas um Julgado. (Já integrou também a Comarca e Provedoria de Esgueira, entre 1533 e 1762, ano em que passava para a Provedoria de Aveiro). Nesta freguesia chegou a haver duas varas de juízes: uma no Couto do Pereiro, que era da Universidade de Coimbra, e outra na Ouvidoria de Boialvo, que era da Correição do ouvidor de Montemor-o-Velho.

Religiosamente, desde o dealbar da nacionalidade sempre pertenceu à Diocese de Coimbra, até que foi criada a de Aveiro (12 de Abril de 1774), mas, com a sua extinção (Setembro de 1882), regressava a Coimbra, até que, depois de várias tentativas, em 16 de Janeiro de 1938, era restaurada a Diocese de Aveiro, sendo nomeado seu bispo, D. João Evangelista de Lima Vidal, que tomou posse solene no dia 11 de Dezembro.Arquivo Distrital de Aveiro https://digitarq.adavr.arquivos.pt/details?id=1082021

É constituída por 16 lugares, com gente briosa e bairrista. A prova disso é que não há um único lugar, digno desse nome, que não tenha a sua capela, de construção mais antiga, secular, ou mais recente, com o padroeiro ou padroeira de sua devoção, se mais moderna, ou de seus antepassados, se mais antigas.