Verdilhão-europeu, verdilhão-ocidental ou verdilhão (Chloris chloris ou Carduelis chloris) é uma pequena ave passeriforme da família Fringillidae.

Descrição Tem entre 14 e 16 cm de comprimento,Svensson, L.; Mullarney, K.; Zetterström, D. (2009). Guia de Aves – Guia de Campo das Aves de Portugal e da Europa, 2ª ed., setembro 2012, Assírio & Alvim, Porto, Portugal. ISBN 978-972-0-79214-3. Pp. 380-381.Arkive Greenfinch . Acesso a 22-06-2014.Planetofbirds Greenfinch. Acesso a 22-06-2014. uma envergadura de cerca de 25 a 28 cm,Oiseaux-birds Verdier d’ Europe Acesso a 22-06-2014 um peso de 15 a 31 g e é similar em forma e tamanho ao tentilhão, com um corpo robusto e rechonchudo.Oiseaux.net Verdier d’ Europe Acesso a 23-06-2014 A coloração do macho é essencialmente verde, com as margens das asas nas primárias amarelas tal como os bordos externos da cauda e o uropígio. As partes inferiores são amareladas com os flancos cinzentos, a cauda é cinzenta e preta com os bordos amarelos e as asas são também cinzentas com amarelo nas margens. As partes superiores são verde-oliva, a cabeça é esverdeada e as bochechas são cinzentas. As fêmeas e os juvenis têm tons mais escuros, com tons de castanho no dorso e com riscas escuras no peito e dorso nos juvenis. O bico é espesso e cónico, cor de carne.

Distribuição Ocorre na Europa, norte de África e sudoeste da Ásia. É essencialmente residente, embora algumas populações mais a norte possam migrar para sul. Esta ave também foi introduzida na Austrália, na Nova Zelândia e no Uruguai. (IUCN 2014)

Taxonomia O verdilhão é uma das várias espécies originalmente descritas por Linnaeus, em 1758, na 10ª edição da sua obra Systema Naturae, com o nome de Loxia chloris. Acesso a 23-06-2014.

Análises filogenéticas recentes indicam que é parente próximo do Verdilhão-oriental (Chloris sinica) e do Verdilhão-de-peito-amarelo (Chloris spinoides), e que juntamente com o Verdilhão-de-cabeça-preta (Chloris ambigua) e o Verdilhão-do-vietname (Chloris monguilloti) pelo que foram integrados no género Chloris, recuperado, o que implicou uma revisão da taxonomia e das relações entre espécies, dividindo o género Carduelis. The Internet Bird Collection European-greenfinch. Acesso a 22-05-2014. Consideram-se dez subespécies.Avibase Carduelis chloris Acesso a 23-06-2014.

Subespécies e sua Distribuição: C. c. chloris (Linnaeus, 1758) – norte da Escócia, Noruega e norte e centro da França para leste até aos Montes Urais centrais, noroeste do Cazaquistão e oeste da Sibéria, sul da Hungria e norte da Ucrânia; os pássaros que criam no nordeste migram para o sul da Europa, no inverno. C. c. chlorotica ( Bonaparte, 1850) – sul e centro da Turquia, Síria, Líbano, Israel, oeste da Jordânia e nordeste do Egito. C. c. aurantiiventris ( Cabanis, 1851) – Arquipélago da Madeira, Canárias , sul de França e Espanha (excepto noroeste), para leste até ao este da Croácia, oeste e sul da Grécia, Creta, Dodecaneso e Chipre, Também no norte da Tunísia e noroeste da Líbia; fora da época de reprodução, de Marrocos até ao norte do Egipto. C. c. muehlei (Parrot, 1905) – Sérvia, Macedónia, Roménia e para sul da Moldova até ao centro e sul da Grécia; Anatólia, fora da época de reprodução. C. c. turkestanica ( Zarudny, 1907) – oeste e norte de Tian Shan desde o sul do Cazaquistão até ao Quirguistão e Tajiquistão central; de inverno migra para o noroeste do Afeganistão. C. c. bilkevitchi ( Zarudny, 1911) – da Crimeia até ao Cáucaso, nordeste da Turquia, norte do Irão e sudoeste do Turquemenistão. C. c. madaraszi ( Tschusi, 1911) – Córsega e Sardenha. C. c. harrisoni ( Clancey, 1940) – Grã-Bretanha (exceto norte da Escócia) e Irlanda. C. c. vanmarli (Voous, 1951) – noroeste de Espanha, Portugal e noroeste de Marrocos. C. c. voousi (Roselaar, 1993) – do centro de Marrocos até ao norte da Argélia.

Etimologia Chloris, "khloris" ou χλωρις (em lígua grega), de "khloros" ou χλωρος, significa amarelo-esverdeado, verde pálido ou pálido.

Habitat A uma área de distribuição tão extensa, corresponde, pois, um habitat bastante variado. Podemos encontrar o verdilhão em bosques abertos e nas suas orlas, em zonas cobertas de mato e arbustos, em sebes, parques, jardins e terrenos cultivados. Frequenta também pomares, bosques de coníferas, orlas das florestas, margens de cursos de água, prados e qualquer outra zona em que o acesso a sementes, frutos e insetos seja fácil. É uma espécie residente, mas os pássaros mais a norte migram para sul, no inverno, dispersando-se por habitats variados, incluindo a orla marítima. Adaptou-se bem à presença humana.

Alimentação Alimenta-se basicamente de sementes, principalmente de Polygonaceae, de Asteraceae, de Rosaceae e de cereais, mas também sementes de diversas árvores e arbustos (ulmeiro, tília, pinheiro). Consome também pequenos frutos, bagas, rebentos e pequenos insetos (na época de reprodução). Gosta especialmente de sementes de girassol, sendo um frequentador assíduo dos alimentadores de pássaros existentes em parques e jardins.

Nidificação A época de reprodução tem lugar entre meados de Abril e fins de Agosto. O ninho é construído pela fêmea, num arbusto, trepadeira, árvore pequena, ou numa conífera, com raminhos, ervas secas, musgos forrado com raízes finas, fibras vegetais, pelos, penas e lã. A fêmea põe entre 4 e 6 ovos, azuis-claro ou esbranquiçados com pintas roxas ou violeta. A incubação dura 13 a 14 dias, feita pela fêmea que é alimentado pelo macho. Quando nascem as crias estão cobertas por uma penugem comprida e acinzentada. Nos primeiros dias são alimentadas pelos pais com larvas de insetos e depois são alimentadas com uma pasta de sementes regurgitada. Deixam o ninho com 17-18 dias. As fêmeas fazem, por ano, duas a três posturas.

Comportamento O verdilhão é uma ave solitária, mas fora do período de reprodução, no inverno, junta-se em bandos, que incluem pássaros de outras espécies. No período de reprodução, o macho faz um voo ondulante, descrevendo círculos, com um batimento lento das asas, enquanto canta, para atrair a fêmea.

Filogenia Obtida por Arnaiz-Villena et al e Zamora et al.

Galeria

Avibase Verdilhão-comum. Acesso a 2 de julho de 2014.

Ligações externas

Vídeos - Internet Bird Collection Onde observar o verdilhão

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