O Hino do Estado do Rio de Janeiro, intitulado Hino 15 de Novembro, foi composto em 1889 pelo maestro da banda da Força Militar do Estado do Rio de Janeiro, João Elias da Cunha, e oferecido por ele ao primeiro governador após a proclamação da República, Dr. Francisco Portela. A letra do hino é do poeta fluminense Antônio José Soares de Souza Júnior. Foi instituído como hino oficial em 29 de dezembro do mesmo ano.

Não confundir com "Cidade Maravilhosa", hino da cidade do Rio de Janeiro, nem com o hino composto por ocasião do quarto centenário da capital fluminense.

Compositores João Elias da Cunha O maestro João Elias da Cunha nasceu no Rio de Janeiro em 1844. Foi reformado no posto de tenente da Polícia Militar, da qual, em 1878, foi o organizador da Banda de Música. Com a capacidade incrível de improvisação, compôs centenas de músicas. Algumas quadrilhas fizeram moda no carnaval carioca. Também foi herói da Guerra do Paraguai. Recebeu a "medalha de Bravura", por sua participação na Batalha do Avaí, que foi tema de uma sinfonia de sua autoria, em 1880. Faleceu em 1916.

Antônio José Soares de Souza Júnior O poeta fluminense Antônio José Soares de Souza Júnior nasceu em Paraíba do Sul, no Estado do Rio de Janeiro, em 7 de abril de 1851. Fundou o jornal O Agricultor em sua terra natal. Fez parte da redação do jornal A República e colaborou em A Semana, de Valentim Magalhães, e A Vida Moderna, de Artur Azevedo e Luiz Murat, em que publicou diversos contos infantis. Engenheiro, jornalista, teatrólogo, poeta e prosador, escreveu contos, obras teatrais, crônicas, poesias. Admirador das obras do poeta, dramaturgo e ator inglês William Shakespeare. Soares de Souza Júnior faleceu no Rio de Janeiro, a 5 de fevereiro de 1893, tendo sido escolhido para patrono da cadeira n.° 42 da Academia Fluminense de Letras.

História Este hino recebeu o título de Hino 15 de Novembro, pois foi composto pelo maestro João Elias da Cunha em 1889, ano da Proclamação da República; a letra é do poeta Antônio José Soares de Souza Júnior. O hino foi oferecido ao primeiro governador do Estado do Rio de Janeiro, Francisco Portela, e oficializado em 29 de dezembro de 1889. O maestro César Guerra-Peixe o adaptou para o canto coral.

Ao se tornar o Brasil uma República, cada uma das províncias existentes formou um Estado; portanto, a província do Rio de Janeiro passou a Estado do Rio de Janeiro, e a cidade, a Distrito Federal, que continuou a ser a capital da União até 1960, quando Brasília tornou-se a capital federal e a cidade do Rio de Janeiro passou a formar o estado da Guanabara. A Guanabara foi fundida ao estado do Rio de Janeiro em 1975, e os símbolos anteriores do estado do Rio foram mantidos em uso, inclusive seu hino, enquanto os da Guanabara passaram à cidade do Rio de Janeiro, capital do estado unificado.

Em 2024, o deputado estadual Átila Nunes Filho apresentou um projeto de lei para substituir o hino do estado, afirmando que ele não reflete mais a realidade dos fluminenses, é pouco conhecido pela população, e ignora a fusão dos estados do Rio de Janeiro e da Guanabara, ocorrida em 1975. Pela proposta, o novo hino seria escolhido por meio de uma licitação em forma de concurso público.

Ver também Bandeira do Rio de Janeiro Brasão do Rio de Janeiro

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