José Gomes Graciosa (Valença, 18 de março de 1954) é um advogado e político brasileiro, filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Foi deputado estadual do Rio de Janeiro entre 1991 e 1998 e presidente do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro de 2001 a 2006.

Biografia Filho de Nilo Borges Graciosa e Dilce Demarchi Gomes Graciosa. Seu pai, muito interessado na política valenciana, tendo sido vereador, delegado de polícia, advogado militante por mais de quarenta anos, professor e vice-diretor da Faculdade de Direito de Valença, vice-reitor da Faculdade de Medicina, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (seção RJ - Valença) e provedor da Casa da Misericórdia.Portal do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro - perfil

Graduado em Direito pela Faculdade de Direito de Valença, iniciou sua trajetória política como vereador do município de Valença, exercendo mandato na Câmara Municipal entre 31 de janeiro de 1976 e 31 de janeiro de 1982. Durante o período, ocupou os cargos de primeiro-secretário da Mesa Diretora e membro da Comissão de Legislação, Fazenda e Patrimônio.

Foi prefeito de Valença entre 31 de janeiro de 1982 e 31 de janeiro de 1989.

Nas eleições de 1990, foi eleito deputado estadual pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), sendo reeleito em 1994.

Na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), ocupou cargos de destaque: Membro da comissão de Constituição e Justiça; Membro da comissão de Defesa do Consumidor; Membro da comissão de Legislação Complementar e Códigos; Primeiro secretário.

Graciosa foi eleito para o Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) em 1997, no governo Marcello Alencar. A costura política para sua indicação foi feita pelo então presidente da Alerj e futuro governador Sérgio Cabral. Na época, Graciosa era o primeiro secretário da Mesa Diretora da assembleia. Foi eleito Conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), contando com todos os votos dos deputados presentes. Presidiu a corte do TCE entre 2001 a 2006.

Foi condecorado com a Medalha Tiradentes, em 1992, pelo supremo conselho do Grau 33 do Rito Escocês Antigo e Aceito da Maçonaria para a República Federativa do Brasil.

Como relator de auditoria no TCE, recomendou o afastamento do diretor da Rioprevidencia, entidade ligada ao Governo do Rio de Janeiro e envolvida no Escândalo do Banco Master.

Controvérsias

Operação Passárgada José Graciosa e os também conselheiros do TCE, Jonas Lopes de Carvalho Junior e José Leite Nader, este já aposentado, foram indiciados pela Polícia Federal na chamada Operação Pasárgada.

Foi denunciado pelo Ministério Público Federal, em 2011, no âmbito da Operação Pasárgada, da Polícia Federal, sob acusação de recebimento de propina para favorecer contratos entre o grupo Sim e a Prefeitura de Carapebus entre 2002 e 2003. O caso foi julgado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em 2013, quando a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu sua condenação por corrupção passiva e perda do cargo. Ao final, foi absolvido pela Corte Especial do STJ.

Operação Quinto do Ouro Em 29 de março de 2017, foi um dos alvos dos mandatos de prisão da Polícia Federal no âmbito da Operação O Quinto do Ouro juntamente com outros quatro membros do TCE-RJ, incluindo o então presidente Aloysio Neves e o vice-presidente Domingos Brazão. A ação apura desvios para favorecer membros da corte durante a gestão do ex-governador Sérgio Cabral (PMDB). Segundo a PF, os alvos são suspeitos de fazer parte de um esquema de propina que pode ter desviado até 20% de contratos com órgãos públicos para autoridades públicas, sobretudo membros do TCE-RJ e da Alerj.

Em 2022, o STJ tornou Graciosa e sua ex-esposa réus por lavagem de dinheiro. A acusação ocorreu a partir das operações Descontrole e Quinto do Ouro do MPF com a Polícia Federal, que também acusou outros conselheiros do TCE-RJ.

Em decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em 2025, o conselheiro José Gomes Graciosa foi reconduzido ao cargo no Tribunal de Contas, do qual estava afastado desde 2017 no âmbito de investigações por suposta corrupção e lavagem de dinheiro. O ministro Nunes Marques considerou excessivo o prazo do afastamento cautelar sem condenação definitiva.

Em 2026, o STJ condenou José Graciosa a 13 anos de prisão por lavagem de dinheiro e determinou a perda de seu cargo de conselheiro do TCE-RJ. Segundo a PGR, ele e sua ex-esposa mantinham recursos não declarados em contas na Suíça, supostamente provenientes de propinas relacionadas ao exercício do cargo. A defesa sustentou que os valores tinham origem lícita, decorrente da venda de uma rádio em Valença.

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