thumb|Carambolas verdes na árvore thumb|Carambola antes da poda thumb|Carambola depois da poda Carambola, também conhecida como fruta-estrela, é o fruto da Averrhoa carambola, uma espécie de árvore nativa do Sudeste Asiático tropical. A fruta comestível tem cristas distintas descendo pelos lados (geralmente 5–6). Quando cortada em seção transversal, assemelha-se a uma estrela, dando-lhe o nome de fruta-estrela. A fruta inteira é comestível, geralmente crua, e pode ser cozida ou transformada em condimentos, conservas, enfeites e sucos. É comumente consumido no Sudeste Asiático, Sul da Ásia, Pacífico Sul, Micronésia, partes do Leste Asiático, Estados Unidos, partes da América Latina e Caribe. A árvore é cultivada em todas as áreas tropicais do mundo.
As frutas da carambola contêm ácido oxálico e a neurotoxina caramboxina. Consumir grandes quantidades da fruta, especialmente para indivíduos com alguns tipos de doença renal, pode resultar em sérios efeitos adversos à saúde.
Origens e distribuição thumb|Carambolas fatiadas com sete, seis e os habituais cinco pontos
O centro de diversidade e distribuição original da Averrhoa carambola é o sudeste asiático tropical, onde tem sido cultivada ao longo dos séculos. Foi introduzido no subcontinente indiano e no Sri Lanka por comerciantes austronésios, juntamente com antigos cultivos austronésios como cocos, langsat, noni e santol. Eles permanecem comuns nessas áreas e no leste da Ásia e em toda a Oceania e nas Ilhas do Pacífico. Eles são cultivados comercialmente na Índia, sudeste da Ásia, sul da China, Taiwan e sul dos Estados Unidos. Eles também são cultivados na América Central, América do Sul e no estado americano do Havaí, no Caribe e em partes da África. São cultivados como plantas ornamentais. A carambola é considerada em risco de se tornar uma espécie invasora em muitas regiões do mundo.
Características De sabor agridoce, com coloração variando do verde ao amarelo, dependendo do grau de maturação, rica em sais minerais (cálcio, fósforo e ferro) e contendo vitaminas A, C e do complexo B, a carambola é considerada uma fruta febrífuga (que serve para combater a febre), antiescorbútica (que serve para curar a doença escorbuto - carência de vitamina C, e que se caracteriza pela tendência a hemorragias) e, devido à grande quantidade de ácido oxálico, estimulador do apetite. Seu suco pode ser usado para tirar manchas de ferro, de tintas e ainda limpar metais. Sua casca é utilizada como antidisentérico, por possuir alto teor de tanino - cujo poder adstringente pode prender o intestino.
200px|thumb|esquerda|Averrhoa carambola
É considerada uma fruta de quintal, pois seu cultivo não é feito em escala, sendo produzida essencialmente em sítios, quintais, granjas e pomares de fazendas. Começa a produzir frutos em torno de quatro anos de existência, dando em média duzentos frutos, podendo durar de cinquenta a setenta anos. A fruta parece uma estrela quando cortada e tem cinco gomos.
Pode ser consumida ao natural ou no preparo de geleias, caldas, sucos e conservas. Cortada em fatias e deixada no fogo brando com açúcar, fica quase da mesma consistência e sabor do doce de ameixa-preta. Na Índia e na China são bastante consumidas como sobremesa, assim como as flores e os frutos verdes, que são utilizados nas saladas.
Pessoas portadoras de insuficiência renal crônica não podem comer carambola, pois esta fruta possui uma toxina natural, a caramboxina, que não é filtrada pelos rins destas pessoas, ficando retida no organismo e atingindo o cérebro, podendo induzir crises de soluços, vômito, confusão mental, agitação psicomotora, convulsões prolongadas (estado de mal epiléptico), coma e levar inclusive, à morte. Portadores de diabetes devem consultar o médico antes de comer, pois podem sofrer de insuficiência renal e não saber. Pessoas com problemas renais devem evitar o abuso no consumo da carambola. Isso porque seu teor de ácido oxálico pode eventualmente produzir cálculos renais em indivíduos mais sensíveis.Uma cidade proíbe o consumo de carambolaJornal Gazeta do Povo, Suplemento Viver Bem - Saúde & Bem-estar. Curitiba/PR, p. 29, dez. 2013.
Categoria:Oxalidaceae Categoria:Frutos nativos da Ásia Categoria:Inibidores de CYP3A4