thumb|250px|Habitantes da vila de Sesimbra. Pexito é o nome pelo qual são conhecidos os naturais da vila de Sesimbra. Esta população, sobretudo as gerações mais velhas e a comunidade piscatória local, utiliza expressões muito peculiares, tendo um acentuado sotaque típico. Isto, por vezes, torna difícil a compreensão por quem não está familiarizado com a linguagem e hábitos locais.

Assim sendo, o nome Pexito também se referir ao sotaque e modo de falar da população local, que costuma falar alto, parecendo por vezes que está a discutir. Também os maneirismos e os comportamentos daqueles que habitam ou nasceram na vila fazem parte da identidade do "Pexito". Não se trata de um calão, como o minderico ou o barranquenho. No entanto, do "Pexito" fazem parte também alguns termos e expressões de calão, só existentes em Sesimbra.

Expressões No sotaque típico de Sesimbra existem determinadas particularidades como comummente acabar as palavras acabadas em o com e (ex: sogro/sogre, filho/filhe, mercado/mercade), começar as frases com "à pá" ou "à ó" e/ou acabar com 'qu'ist'atão' (que é isto então). Também é comum não usar o pronome "lhe", usando alternativas como "diz a ele", "dá a ela", "fiz a eles" e tratar os outros por "balhão", "sóçe" ou "pariga".

Exemplos thumb|250px|Autocarro da Câmara Municipal de Sesimbra com expressões pexitas. "Abe já a boca" ("não querias mais nada") "Açucre" (açucar) "Agora? Agora já a gaivota cagou da bóia" ("agora já é tarde demais") "Amanhar" (tirar as escamas, as barbatanas e as vísceras ao peixe) "Andei à'releta" (dizer que se perdeu) "Arreia da mão" ("larga isso") "Arrelampar" (preguiça/estar sem fazer nada) "Atão sóce!" (cumprimento rotineiro) "Auga" (água) "Balde cheie, hã!" ("só raparigas tu") "Càb'Mar" (Cabo da Marinha) "Caga lete" (natural de Setúbal) "Cala-ta boca" ("está calado") "Caminete"/"Carreira" (autocarro) "Có Rai!" ("com um raio!") "Cubrante" (mau olhado) "D'aquinada" ("daqui a nada") "Decher" ("descer") "É lá do campe" (para descrever alguém da freguesia do Castelo) "É precise é calma e mar rase" ("é preciso é calma") "É um molhão, hã!" (boa pescaria) "Eh pá! O qué que vai pá caldera?" (perguntar a alguém o que vai almoçar ou jantar) "Enxògar" ("enxaguar") "Enzol/Inzol" ("Anzol") "Epá balhão!" (chamar alguém) "Epá pariga!" ("oh rapariga") "Estarem quietos" ("estejam quietos") "Fateixa" ("âncora") "Há pêxe e nã há caxas" (revela abundância) "Irem adonde?" ("onde vão?") "Leva a rede toda enrolada na hélce" ("aquela leva as cuecas todas enfiadas no rego") "Na T´Irrites" (jogo tradicional) "Nã vàs ao banho?" ("Não vais dar um mergulho?") "P’a que horas é o avise?" (pergunta para saber a hora fixada para a embarcação zarpar, também usada para saber a hora de um encontro) "Qu'ist'atão senhores!" (revela desacordo e desencanto) "Rapá'pequeno" (criança/miúdo) "Reclames" (publicidade na televisão) "Safa já a xiga" ("espera sentado") "Safar a maxuxa" (desenrolar o fio de pesca) "Saroca" ("rapariga" ou "vagina") "Soçe, tás mingantar" ("estás-me a enganar") "Tá bél isse!" (ironia para sublinhar que algo não está bem) "Tá ralasse" (há muito de algo) "Tá tude ingatado!" (chegar a um impasse) "Tás com biche carapinteire" ("estás irrequieto") "Tás pampo, hã!" ("estás admirado") "Travêz pêxe assade?" (assunto repetido) "Vais à zagaia, hã!" (ir buscar peixe à doca, geralmente oferecido por algum amigo pescador)

Categoria:Sesimbra Categoria:Dialetos da língua portuguesa