Américo Cortez Pinto (Leiria, 14 de março de 1896 — Cascais, 30 de novembro de 1979) foi um médico e poeta português.
Biografia Estudou no Colégio de São Fiel, no Liceu Nacional de Leiria e na Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra. Foi médico, professor de Higiene e diretor do Instituto Português de Reumatologia. A par da sua carreira como profissional de saúde, foi escritor, sobretudo de poesia, e desenvolveu diversas atividades públicas, incluindo de natureza política.
Foi um dos fundadores da revista Ícaro, juntamente com Cabral do Nascimento, Alfredo Brochado e Luís Vieira de Castro e encontra-se colaboração da sua autoria noutros títulos da época: O Occidente (1878-1915), ContemporâneaContemporânea (1915-1926) cópia digital, Hemeroteca Digital (1915-1926), Música (1924-1925), nomeadamente o artigo "Momento musical", no nº 2 de 1 de setembro de 1924, e na Revista MunicipalRevista Municipal (1939-1973) cópia digital, Hemeroteca Digital da Câmara Municipal de Lisboa (1939-1973).
A 13 de novembro de 1943, foi agraciado com o grau de Oficial da Ordem Militar de Cristo.
Monárquico e católico, foi vice-presidente da Associação dos Médicos Católicos e, posteriormemte, tornou-se apoiante do Estado Novo. Integrou os órgãos da União Nacional, em Leiria, e foi eleito deputado à Assembleia Nacional, nas legislaturas iniciadas em 1949, 1953 e 1957.Parlamento.pt Nunca deixou, contudo, de defender o ideal monárquico, fazendo-o inclusive no Parlamento. Na revisão constitucional de 1951, juntamente com outros deputados defensores da monarquia, como Caetano Beirão, Augusto Cancela de Abreu ou João Ameal, propôs a restauração do regime deposto em 5 de outubro de 1910. Na revisão de 1959, em que se discute a alteração da forma de eleição do chefe de Estado, retoma a questão, tornada mais pertinente pela ameaça que o Estado Novo sofrera com a candidatura de Humberto Delgado. Nesta revisão da lei fundamental, Cortez Pinto também assinou, com outros deputados, dois projetos de lei, um defendendo a subseção da palavra «raça», inscrita no artigo 12.°, respeitante à «defesa da família como factor de conservação e desenvolvimento da raça[...]» pelo termo «etnia», que considerou mais adequado, por ser a nação composta por vários grupos antropobiológicos, e outro, da autoria de Carlos Moreira, propondo a inclusão do nome de Deus no texto constitucional (DS, n.° 122, .".6.1959, p. 974).Famílias de Leiria
Celebrando o Dia da Cidade, a 22 de maio de 1982, o Município de Leiria atribuiu o seu nome a uma das suas artérias e inaugurou um busto de bronze, em plinto de mármore, sito no pequeno largo dessa rua. A outra homenagem de Leiria a Américo Cortez Pinto é o painel da «arte de imprimissão», situado próximo da Praça Francisco Rodrigues Lobo. Também a Câmara Municipal de Oeiras atribuiu o nome do médico e poeta a uma rua em Carnaxide.
Prémios Prémio Antero de Quental com A Alma e o Deserto Prémio Alexandre Herculano com Da Famosa Arte da Imprimissão
Obras Lágrimas e sorrisos {1912} Senhora da Renuncia {1918} Poema da Tentação {1922} Os Perigos da castidade (1934) A Alma e o Deserto (1941) O Menino Jesus em Portugal (1941) Da Famosa Arte da Imprimação (1947; com estampas de Lino António e Adofo Simoni) Santos de Portugal (1956) Talant de Bien Faire - A Divisa do Infante e a criação do Estado da Índia {1955} João Carlos (estudo biográfico de João Carlos Celestino Gomes) (1961) Dionisos Poeta e Rey (1982 - edição póstuma)
Bibliografia Grande Livro dos Portugueses
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