A família Dryopteridaceae (do grego drys, “carvalho” + pteris, “samambaia”), conta com cerca de 1.700 espécies e 40-45 gêneros, com representantes mais conhecidos  pertencentes ao gênero Dryopteris, das Samambaias de Escudo.

Os integrantes da família Dryopteridaceae são terrestres, rupículas ou epífitas, apresentando morfologia foliar diversa.

Morfologia Os esporângios apresentam hastes de 3 remadas  curtas ou longas, sendo que os esporos apresentam-se reniformes, monoletos ou perino-alados.

Outra característica da família é a presença de rizomas rastejantes, ascendentes, eretos  e, por vezes, escandentes (plantas que se apoiam a outras para subir em direção à luz). Os  pecíolos contam com numerosos feixes vasculares redondos arranjados em um anel, escamoso  na base, com ou sem tricomas. As lâminas foliares são, em geral, monomórficas, não  frequentemente se apresentam dimórficas; por vezes são escamosas ou glandulares, incomumente peludas. Garcia e Salino, baseado na classificação Dryopteridaceae Herter  (1949) complementa que a lâmina pode ser lanceolada, deltóide-lanceolada, deltóide ou lanceada. Apresentam eixos sulcados adaxialmente, pilosos ou glabros. As veias se mostram  pinadas ou bifurcadas.

Os organismos dessa família apresentam x=41 cromossomos, sendo incomum - possivelmente os mais derivados apresentam x=40.

Venação livre ou anastomosada, com ou sem vênulas inclusas livres.

Distribuição pelo mundo A família conta com representantes por todo o globo, mas se diversifica principalmente nos trópicos e áreas montanhosas. No Brasil foram encontradas 191 espécies aceitas, distribuídas em 16 gêneros, e 95 espécies endêmicas.

Trabalhos analisaram a relevância da Mata Atlântica como sendo o segundo maior centro de diversidade e endemismos de samambaias e fetos, abaixo apenas da Floresta Montana nos Andes.

Gêneros e espécies no Brasil

Gênero Arachniodes Blume, engloba as espécies Arachniodes denticulata (Sw.) Ching, Arachniodes macrostegia (Hook.) R.M.Tryon & D.S.Conant. Em questão de distribuição, as ocorrências confirmadas são no Norte (AC e AM), Nordeste (BH), Sudeste (ES, MG, RJ e SP), Sul (PR e SC); em domínios fitogeográficos da Amazônia e Mata Atlântica; em tipo de vegetação em Floresta de Terra Firme e Floresta Ombrófila.

Gênero Bolbitis Schott, engloba as espécies Bolbitis aliena (Sw.) Alston, Bolbitis semipinnatifida (Fée) Alston, Bolbitis serratifolia Schott. Em questão de distribuição, as ocorrências confirmadas são no Norte (AC, AM, PA, RO, RR), Nordeste (CE) Centro-Oeste (GO, MT e MS) Sudeste (SP, ES, RJ e MG) e Sul (PR, SC e RS); em domínios fitogeográficos da Amazônia e Mata Atlântica; em tipo de vegetação em Floresta de Terra Firme e Floresta Ombrófila.

Gênero Ctenitis (C.Chr.) C.Chr., engloba as espécies Ctenitis abyssi (Sehnem) Salino & P.O.Morais, Ctenitis ampla (Willd.) Ching, Ctenitis anniesii (Rosenst.) Copel., Ctenitis aspidioides (C.Presl) Copel., Ctenitis bigarellae Schwartsb., Labiak & Salino, Ctenitis christensenii R.S.Viveros & Salino, Ctenitis deflexa (Kaulf.) Copel., Ctenitis distans (Brack.) Ching, Ctenitis eriocaulis (Fée) Alston, Ctenitis falciculata (Raddi) Ching, Ctenitis fenestralis (C.Chr.) Copel., Ctenitis flexuosa (Fée) Copel., Ctenitis glandulosa R.S.Viveros & Salino, Cten. Em questão de distribuição, as ocorrências confirmadas são no Norte (AC, AM, AP, PA, RR e RO), Nordeste (AL, BH, CE, MA, PB, PB e RN), Centro-Oeste (GO, MT e MS), Sudeste (ES, MG, RJ, e SP) e Sul (PR, RS, SC); em domínios fitogeográficos da Amazônia, Mata Atlântica, Caatinga, Cerrado, Pampa e Pantanal; tipo de vegetação em Floresta Ciliar, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila e Floresta Ombrófila Mista.

Gênero Cyclodium C.Presl, engloba as espécies Cyclodium calophyllum (C.V.Morton) A.R.Sm., Cyclodium guianense (Klotzsch) van der Werff ex L.D.Gómez, Cyclodium heterodon (Schrad.) T.Moore, Cyclodium inerme (Fée) A.R.Sm., Cyclodium meniscioides (Willd.) C.Presl. Em questão de distribuição, as ocorrências confirmadas são no Norte (AC, AM, AP, PA, RR, RO e TO), Nordeste (BH, AL, CE, PB, PE, RN e PI), Centro-Oeste (DF, GO, MS e MT), Sudeste (SP, RJ, MG e ES) e possível ocorrência em SC. em domínios fitogeográficos da Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado; tipo de vegetação em Floresta Ciliar, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila e Floresta Terra de Firme.

Gênero Dryopteris Adans., engloba as espécies Dryopteris huberi (Christ) C.Chr., Dryopteris patula (Sw.) Underw., Dryopteris wallichiana (Spreng.) Hyl.. Em questão de distribuição, as ocorrências confirmadas são no Norte (AC, AM, AP, PA, RO), Nordeste (PI e BH), Centro-Oeste (GO e MT), Sudeste (ES, MG, RJ, e SP) e Sul (SC, PR, RS); em domínios fitogeográficos da Amazônia, Mata Atlântica e Cerrado; tipo de vegetação em Floresta Ciliar, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila, Floresta Ombrófila Mista, Floresta Terra de Firme e Cerrado.

Gênero Elaphoglossum Schott ex J.Sm., engloba as espécies Elaphoglossum acrocarpum (Mart.) T.Moore, Elaphoglossum actinotrichum (Mart.) T.Moore, Elaphoglossum acutum Brade, Elaphoglossum alpestre (Gardner) T. Moore, Elaphoglossum amazonicum Atehortúa ex Mickel, Elaphoglossum amorimii F.B. Matos & Mickel, Elaphoglossum angustius Mickel, Elaphoglossum angustum (Fée) Christ, Elaphoglossum antioquianum Hieron., Elaphoglossum apodum (Kaulf.) Schott, Elaphoglossum apparicioi Brade, Elaphoglossum aubertii (Desv.) T.Moore, Elaphoglossum badinii Novelino, Elaphoglossum bahiense Rosenst., Elaphoglossum beaurepairei (Fée) Brade, Elaphoglossum beckeri Brade, Elaphoglossum boragineum (Sodiro) Christ, Elaphoglossum brachyneuron (Fée) J.Sm., Elaphoglossum bradeanum Melo & Salino, Elaphoglossum brevipetiolatum F. B. Matos & Mickel, Elaphoglossum burchellii (Baker) C.Chr., Elaphoglossum chrysolepis (Fée) Alston, Elaphoglossum coimbra-buenoi Brade, Elaphoglossum commissurale Melo & Salino, Elaphoglossum crispatum Mickel, Elaphoglossum decoratum (Kunze) T.Moore, Elaphoglossum didymoglossoides C.Chr., Elaphoglossum discolor (Kuhn) C.Chr., Elaphoglossum dutrae Brade, Elaphoglossum edwallii Rosenst., Elaphoglossum eggersii (Baker) Christ, Elaphoglossum erinaceum (Fée) T.Moore, Elaphoglossum eximium (Mett.) Christ, Elaphoglossum foldatsii Vareschi, Elaphoglossum gardnerianum (Kunze ex Fée) T. Moore, Elaphoglossum gayanum (Fée) T.Moore, Elaphoglossum glabellum J.Sm., Elaphoglossum glaziovii (Fée) Brade, Elaphoglossum heringeri Brade, Elaphoglossum herminieri (Bory & Fée) T.Moore, Elaphoglossum hieracioides Mickel, Elaphoglossum hoffmanii (Mett. ex Kuhn) Christ, Elaphoglossum horridulum (Kaulf.) J.Sm., Elaphoglossum huacsaro (Ruiz) Christ, Elaphoglossum hybridum (Bory) Brack., Elaphoglossum iguapense Brade, Elaphoglossum itatiayense Rosenst., Elaphoglossum jamesonii (Hook. & Grev.) T.Moore, Elaphoglossum lagesianum Rosenst., Elaphoglossum laminarioides (Fée) T.Moore, Elaphoglossum langsdorffii (Hook. & Grev.) T.Moore, Elaphoglossum latifolium (Sw.) J.Sm., Elaphoglossum liaisianum (Glaz. ex Fée) Brade, Elaphoglossum lindenii (Bory ex Fée) T.Moore, Elaphoglossum lineare (Fée) T.Moore, Elaphoglossum lingua (C.Presl) Brack., Elaphoglossum lisboae Rosenst., Elaphoglossum longicaudatum Mickel, Elaphoglossum luridum (Fée) Christ, Elaphoglossum macahense (Fée) Rosenst., Elaphoglossum macrophyllum (Mett. ex Kuhn) Christ, Elaphoglossum meridense (Klotzsch) T.Moore, Elaphoglossum miersii (Baker) C.Chr., Elaphoglossum minutum (Pohl ex Fée) T.Moore, Elaphoglossum mollissimum (Fée) Hieron., Elaphoglossum muscosum (Sw.) T.Moore, Elaphoglossum nanuzae Novelino, Elaphoglossum nigrescens (Hook.) T.Moore ex Diels, Elaphoglossum obovatum Mickel, Elaphoglossum organense Brade, Elaphoglossum ornatum (Mett. ex Kuhn) Christ, Elaphoglossum ovalifolium (Fée) Christ, Elaphoglossum pachydermum (Fée) T.Moore, Elaphoglossum pachyphyllum (Kunze) C. Chr., Elaphoglossum paleaceum (Hook. & Grev.) Sledge, Elaphoglossum papyraceum (Fée) F.B.Matos & R.C.Moran, Elaphoglossum paulistanum Rosenst., Elaphoglossum peltatum (Sw.) Urb., Elaphoglossum perelegans (Fée) T.Moore, Elaphoglossum petiolatum (Sw.) Urb., Elaphoglossum piloselloides (C. Presl) T. Moore, Elaphoglossum plumieri T. Moore, Elaphoglossum plumosum (Fée) T.Moore, Elaphoglossum polyblepharum Mickel, Elaphoglossum praetermissum Mickel, Elaphoglossum prestonii (Baker) J. Sm., Elaphoglossum pteropus C.Chr., Elaphoglossum raywaense (Jenman) Alston, Elaphoglossum rigidum (Aubl.) Urb., Elaphoglossum riparium Brade, Elaphoglossum scalpellum (Mart.) T. Moore, Elaphoglossum schwackeanum Brade, Elaphoglossum scolopendrifolium (Raddi) J.Sm., Elaphoglossum spatulatum (Bory) T. Moore, Elaphoglossum sporadolepis (Kunze ex Kuhn) T.Moore, Elaphoglossum squamipes (Hook.) T.Moore, Elaphoglossum stenophyllum (Sodiro) Diels, Elaphoglossum strictum (Raddi) T.Moore, Elaphoglossum styriacum Mickel, Elaphoglossum tantalinum Mickel, Elaphoglossum tectum (Humb. & Bonpl. ex Willd.) T.Moore, Elaphoglossum tenuiculum (Fée) Baker, Elaphoglossum tovarense (Mett. ex Kuhn) T.Moore ex C.Chr., Elaphoglossum ulei Christ, Elaphoglossum vagans (Mett. ex Kuhn) Hieron., Elaphoglossum villosum (Sw.) J. Sm., Elaphoglossum viscidum (Fée) Christ, Elaphoglossum wurdackii Vareschi. Em questão de distribuição, as ocorrências confirmadas são no Norte (AC, AM, AP, PA, RO, RR e TO), Nordeste (AL, BH, CE, MA, PB, PI, RN e SE), Centro-Oeste (DF, GO, MT e MS), Sudeste (SP, RJ, MG, e ES), Sul (SC, RS e PR) e ilhas oceânicas (Trindade); em domínios fitogeográficos Amazônia, Cerrado, Pampa e Mata Atlântica; em tipos de vegetação Campinarana, Campo de Altitude, Campo Rupestre, Cerrado (lato sensu), Floresta Ciliar ou Galeria, Floresta de Igapó, Floresta de Terra Firme, Floresta de Várzea, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila (Floresta Pluvial), Floresta Ombrófila Mista, Restinga, Savana Amazônica e Vegetação sobre Afloramentos Rochosos.

Gênero Lastreopsis Ching, com a única espécie Lastreopsis amplissima (C.Presl) Tindale. Em questão de distribuição, as ocorrências confirmadas são no Nordeste (BH, CE e PE), Centro-Oeste (DF e GO), Sudeste (SP, MG, ES e RJ), Sul (PR, SC e RS); em domínios fitogeográficos Cerrado e Mata Atlântica; em tipos de vegetação em Floresta Ombrófila e Floresta Ciliar.

Gênero Megalastrum Holttum, engloba as espécies Megalastrum abundans (Rosenst.) A.R.Sm. & R.C.Moran, Megalastrum adenopteris (C.Chr.) A.R.Sm. & R.C.Moran, Megalastrum albidum R.C.Moran et al., Megalastrum brevipubens R.C.Moran et al., Megalastrum canescens (Kunze ex Mett.) A.R.Sm. & R.C.Moran, Megalastrum connexum (Kaulf.) A.R.Sm. & R.C.Moran, Megalastrum crenulans (Fée) A.R.Sm. & R.C.Moran, Megalastrum eugenii (Brade) A.R.Sm. & R.C.Moran, Megalastrum grande (C.Presl) A.R.Sm. & R.C.Moran, Megalastrum inaequale (Kaulf. ex Link) A.R.Sm. & R.C.Moran, Megalastrum indusiatum R.C.Moran et al., Megalastrum littorale R.C.Moran et al., Megalastrum oreocharis (Sehnem) Salino & Ponce, Megalastrum organense R.C.Moran et al., Megalastrum retrorsum R.C.Moran et al., Megalastrum substrigosum R.C.Moran et al., Megalastrum umbrinum (C.Chr.) A.R.Sm. & R.C.Moran, Megalastrum wacketii (Rosenst. ex C.Chr.) A.R.Sm. & R.C.Moran. Em questão de distribuição, as ocorrências confirmadas são no Nordeste (AL, BH, CE, PE e RN), Sudeste (SP, RJ, ES e MG) e Sul (PR, SC e RS); em domínios fitogeográficos Mata Atlântica e Pampa; em tipos de vegetação em Floresta Ciliar, Floresta Estacional Semidecidual, Floresta Ombrófila e Floresta Ombrófila Mista.