O é um dos 50 estados dos Estados Unidos, localizado na Região Sudoeste do país. É o quinto maior estado em área do país, depois do Alasca, do Texas, da Califórnia e de Montana. Apesar disso, o estado, com uma densidade populacional de , é relativamente pouco povoado. O Novo México possui uma das taxas de crescimento populacional mais baixas do país.

O Novo México possui a maior percentagem de hispânicos do país. 42,1% da população possui origem hispânica, e os dois maiores grupos étnicos — espanhóis, que formam 24% da população do estado, e mexicanos, 18% — são etnias hispânicas. A forte presença hispânica no estado faz do espanhol, bem como o inglês, idiomas oficiais do Estado. Prevê-se que os hispânicos se tornarão maioria no estado em 2020. Cerca de 41% da população do Novo México é católica, a maior percentagem entre qualquer estado norte-americano. Também possui a segunda maior percentagem de nativos norte-americanos, atrás apenas do Alasca.

A economia do Novo México é diversificada. Possui um forte setor pecuário, e rebanhos de gado bovino ocupam a maior parte das fazendas do estado. O Novo México possui uma forte indústria de mineração, sendo um líder nacional na produção de petróleo. Além disso, uma geografia diversificada deu ao estado o cognome de . A diversidade geográfica do Novo México está expressa na forma de cadeias montanhosas, florestas, desertos, rios e lagos, que atraem anualmente centenas de milhares de turistas de outras partes do país, fazendo do turismo uma importante fonte de renda.

O Novo México foi inicialmente colonizado pelos espanhóis, tendo passado a controle mexicano em 1821, com a independência da mesma, tendo sido uma das províncias mexicanas. Em 1848, com o fim da Guerra Mexicano-Americana, o Novo México foi anexado pelos Estados Unidos. Sua história e sua rica cultura deram ao Novo México um segundo cognome, .

História Até 1848 250px|left|thumb|Igreja de San Esteban Rey (1629–1641), em Acoma. Fotografada por Ansel Adams, c. 1941– Tribos nativo americanas habitaram a região que atualmente constitui o Estado do Novo México por milhares de anos antes da chegada dos primeiros exploradores europeus na região. Estas tribos eram os anasazi, os pueblo e os navajos.

Os primeiros exploradores europeus a explorarem regiões do atual Estado de Novo México foram os membros de um pequeno grupo de espanhóis e escravos liderados por Álvar Nunez Cabeza de Vaca, que explorou a região do Novo México em 1528. Vaca e seus companheiros eram membros de uma expedição espanhola que buscava ouro ao longo do litoral do atual Texas, e que se haviam perdido no interior após se separarem do grupo principal. Foi somente em 1536 que o grupo liderado por Vaca, reduzido a apenas dois espanhóis e um escravo, alcançou um assentamento localizado na costa pacífica do atual México.

Cabeza de Vaca afirmou ter encontrado cidades onde existiam grandes riquezas no interior, fazendo com que os espanhóis se interessassem em explorar o sudoeste dos atuais Estados Unidos, incluindo o atual Novo México. Em 1539, Estevanico explorou regiões do atual Novo México, e reivindicou a área para a coroa espanhola, embora não tenha encontrado nenhum vestígio de riquezas. Francisco Vásquez de Coronado explorou a região entre 1540 e 1542, também em busca das riquezas descritas por Cabeza de Vaca. Os exploradores Augustín Rodríguez e Francisco Sánchez Chamuscado subiram o Rio Grande e desembarcaram no sul do Novo México em 1581.

O primeiro assentamento fundado pelos espanhóis no atual Novo México foi Pueblo de San Juan de Los Caballeros, estabelecida em 1598, por Juan de Oñate, que tornou-se governador da nova província de Novo México. Seu sucessor, Pedro de Peralta, moveu a capital da província colonial para Santa Fé em 1609. Santa Fé é a capital do Novo México desde que foi criada, sendo que é a capital de Estado mais antiga dos Estados Unidos.

O Novo México não prosperou economicamente como os espanhóis esperavam e as riquezas descritas por Cabeza de Vaca nunca foram encontradas na colônia, que não era então mais do que um gigantesco deserto. As tentativas de povoamentos por parte dos espanhóis falharam, sendo que por mais do que dois séculos a população de colonos de ascendência europeia do Novo México não superaria mil habitantes. Missionários espanhóis continuaram a explorar a região durante este período, tentando converter nativos americanos, com pouco sucesso. Em 1676, os apaches revoltaram-se contra os espanhóis, sendo que a Revolta de Pueblo de 1680 fez com que os espanhóis abandonassem o norte do Novo México até que a campanha de Diego de Vargas Zapata restabeleceu o controle espanhol no Novo México. Colonos espanhóis voltariam a assentar o Novo México em 1692, quando o governador Diego de Vargas invadiu a região. Desde então, não foram mais registrados incidentes violentos entre espanhóis e nativos americanos na região.

Em 26 de fevereiro de 1807, militares norte-americanos integrantes da Expedição Pike foram capturados por soldados espanhóis sediados em Santa Fé, Pike e alguns do seu grupo foram libertados e repatriados em 01 julho de 1807, mas alguns daquele grupo permaneceram presos por alguns anos no México.

Os espanhóis foram os únicos habitantes de ascendência europeia a habitarem o Novo México por décadas. Porém, no início do século XIX, americanos, primariamente comerciantes, vindos do leste do continente norte-americano passaram a explorar a região. Tais americanos não eram bem-vindos pelas autoridades espanholas, que geralmente expulsavam ou prendiam os americanos que passavam pelo Novo México. Em 1821, com a independência do México, o Novo México tornou-se uma província mexicana. A região, localizada no extremo norte do México e escassamente povoada, recebia pouca atenção do governo. Em 1837, mexicanos e nativos americanos do Novo México rebelaram-se contra o governo mexicano, executando o governador da província e tomando a sede de governo, em Santa Fé, onde José Gonzales, um nativo americano taos, foi declarado governador. A rebelião foi esmagada um mês depois pelo General Manuel Armijo, que tornou-se o novo governador do Novo México.

Em 1841, uma expedição de texanos, que era então um país independente, invadiu o Novo México. Tal expedição, composta primariamente por norte-americanos, reivindicava a região localizada ao norte do Rio Grande, incluindo a região do atual Novo México. Os membros desta expedição foram capturados por autoridades do Novo México, e enviados como prisioneiros para a capital mexicana, a Cidade do México, sendo posteriormente libertados.

Em 1846, a Guerra Mexicano-Americana teve início, entre os Estados Unidos e o México. O General americano Stephen W. Kearny marchou ao longo da Trilha de Santa Fé, capturando a capital do Novo México sem oposição, em 1846, fazendo do Novo México, que então incluía o que atualmente é o Estado americano de Arizona, um território americano. Kearny afirmou que a ocupação seria apenas na região leste do Novo México (o Texas, anexado pelos Estados Unidos em 1845, reivindicava todas as terras no seu lado do Rio Grande). Kearny também protegeu os cidadãos do território, então sob lei marcial, através do Código de Kearny, essencialmente, uma promessa que as condições legais e religiosas do Novo México não seriam afetadas pelos Estados Unidos. A ocupação americana rapidamente incluiu a região ocidental do Novo México — a região que compõe atualmente o Arizona. Enquanto isto, o Código de Kearny viria a se tornar uma das bases do código legal do Novo México, assim permanecendo ao longo do período onde o Novo México permaneceu como um território americano.

Embora a captura do Novo México por parte de Kearny tenha sido relativamente pacífica, a região não permaneceria neste estado por muito tempo. O General Kearny continuou rumo à Califórnia, guiado por Kit Carson, tendo deixado uma pequena força de ocupação atrás. Após a saída de Kearny, uma revolta teve início em 19 de janeiro, em Taos, onde os nativos americanos taos mataram o governador do Novo México, Charles Bent, e a grande maioria dos americanos presentes na cidade. Somente dois americanos sobreviveram. Respondendo rapidamente, uma força americana comandada pelo Coronel Sterling Price marchou sobre Taos, atacando a cidade, e concentrando os tiros de canhão na igreja da cidade, onde era o centro da revolta, resultando na morte de 150 insurgentes e na captura de outros 400. Seis líderes da rebelião foram julgados e, em 9 de fevereiro, enforcados pela sua participação na Revolta de Taos. Uma série de confrontos entre rebeldes, instalados primariamente nas regiões montanhosas do Novo México, e forças americanas, continuaria até 1847, resultando em 30 baixas americanas — "anglos", como eram chamados pelos rebeldes — e 300 baixas rebeldes.

1848–1912 Sob o Tratado de Guadalupe Hidalgo de 1848, o México cedeu muito da região norte do país para os Estados Unidos, incluindo a região do Novo México. Segundo os termos do tratado, o Novo México, o nome aplicado para o território existente entre Texas e Califórnia, deveria tornar-se rapidamente um Estado americano. Porém, o Senado unilateralmente emendou a provisão do tratado que obrigava os Estados Unidos a fazerem do Novo México um Estado. O Senado também anulou o Artigo X do Tratado de Guadalupe Hidalgo, que assegurava que a propriedade de terras de habitantes do Novo México, que haviam sido autorizadas pelo governo mexicano, seria reconhecida e protegida pelo governo americano. A decisão do Senado em anular o Artigo X permanece até os dias atuais altamente controversa, especialmente entre algumas das comunidades hispânicas existentes na região, sendo que a anulação do Artigo X fez com que a posse de mais de dois milhões de acres de propriedades concedidas pelo México fossem removidas de seus respetivos proprietários e colocadas em domínio público. Propriedades concedidas pelo governo colonial espanhol (antes de 1821) não foram afetadas pela anulação do Artigo X, e sobreviveram contra tentativas de anulação ou aquisição forçada.

O Compromisso de 1850 paralisou o processamento de uma lei que faria do Novo México um Estado, sob uma Constituição abolicionista. Além disso, sob os termos do Compromisso, o controle da região oriental do Novo México, então controlada pelo Texas, foi transferida para o governo federal, iniciando uma longa disputa de fronteiras na região. O Compromisso de 1850 estabeleceu o Território de Novo México em 9 de setembro de 1850. O território, que incluía o Arizona e partes do atual Estado de Colorado, oficialmente fez de Santa Fé a capital do território. Os habitantes do Novo México determinariam em uma votação se o uso do trabalho escravo deveria ser permitido no território ou não. Porém, o estatuto legal do trabalho escravo causou considerável debate. Alguns (como Stepehn A. Douglas) acreditavam que o território não poderia proibir ou impor restrições ao uso do trabalho escravo, sob os termos do antigo Compromisso de Missouri, enquanto outros (como Abraham Lincoln) eram a favor da proibição, alegando que antigas tradições legais mexicanas, que proibiam o uso do trabalho escravo, possuíam preferência. Independentemente do estatuto legal, porém, o trabalho escravo nunca foi usado extensivamente no Novo México.

Enquanto isto, durante o início da década de 1850, constantes ataques nativos americanos contra assentamentos americanos fizeram com que Kit Carson abandonasse sua intenção de aposentar-se, e mudar-se para uma fazenda próxima a Taos. Carson aceitou um pedido do governo americano, tornando-se um agente indígena, instalando sua sede em Taos, e lutando contra os nativos americanos com sucesso considerável.