Aníbal Maria di Francia, (Messina, 5 de julho de 1851 Messina, 1 de junho de 1927) foi um sacerdote católico beatificado em 7 de outubro de 1990 pelo Papa João Paulo II e canonizado em 16 de maio de 2004 pelo mesmo Papa, que o denominou como "o Apóstolo da oração pelas vocações e pai dos órfãos e dos pobres".

Histórico thumb|200px|Estátua de Santo Aníbal

O Milagre nas Filipinas é o responsável pela sua Canonização. Em uma recém nascida, Charisse Nicole Diaz, teve meningoencefalite – um tipo de meningite que atinge o cérebro-, agravada por infecção bacteriana, hidrocefalia – acúmulo de líquor no cérebro – e atrofia cortical cerebral. Por intercessão de Padre Aníbal, no 36° dia de internação hospitalar, a menina teve alta, completamente curada, sem qualquer problema psico-motor, que sempre acomete a pessoa quando há hidrocefalia e atrofia cerebral.

Fundou duas ordens religiosas: em 1887, a Congregação das Filhas do Divino Zelo e, em 1897, a Congregação dos Rogacionistas do Coração de Jesus. Sua obra toda se baseia no Rogate ("Rogai"), do Evangelho segundo Mateus (), daí ele tratar esta devoção como uma espécie de "quarto voto" aos que entram nas congregações por ele fundadas.

Foram seus pais, a nobre senhora Anna Toscano e o cavalheiro Francisco, marquês de Santa Catarina de Jonio, vice-cônsul pontifício e capitão honorário da marinhaAníbal Maria Di Francia, Santos Ontem e de Hoje.

O Carisma fundacional: O "Rogate" (Rogate ergo Dominum):

Com apenas 17 anos, Aníbal Maria Di Francia, diante de Jesus Sacramentado, recebeu uma graça especial que podemos definir como “a inteligência do Rogate (Rogai)”. Descobriu a necessidade da oração pelas vocações, que, em seguida, encontrou expressa no versículo do evangelho: “A colheita é grande, mas os operários são poucos. Rogai (=Rogate), pois, ao Senhor da colheita que envie operários para sua colheita” (Mt 9,38; Lc 10,2). Esta “rogação evangélica de Jesus” - como definiria depois - constituiu o grande ideal de sua vida. Intuiu que o “Rogate” não devia ser considerado como uma simples recomendação do Senhor, mas um mandamento explícito, um forte convite, um “remédio infalível” às necessidades e aos problemas sociais. Ele afirmava: “O que é este punhado de órfãos que são evangelizados diante dos milhões que se perdem e são abandonados como ovelhas sem pastor? Eu procurava uma saída, ampla, imensa e a encontrei naquelas adoráveis palavras de nosso Senhor Jesus Cristo: Rogate... Pareceu-me, então, ter encontrado o segredo de todas as boas obras e da salvação de todos”.

“(...) aquela Palavra, se tu estiveres abatido, te confortará e, se estiveres exaltado, te acalmará; se estiveres na frieza, darle-á fervor e, se estiveres agitado, te tornará sereno; e se te encontrares fraco, ela te dará fortaleza e, se fores duro, darte-á suavidade; se estiveres em dúvida, te iluminará e, se estiveres com a verdade, te confirmará; se tens medo, darte-á coragem, e se fores audacioso, te fará prudente; se estiveres angustiado, te dará a paz e se estiveres em paz, te-la-ás em acréscimo; se és inocente, ela te protegerá, se pecador, te dará o perdão; se estiveres extraviado, ela te encontrará (...).”

(Dos Escritos de Santo Aníbal Maria).

“Vós recolhestes da boca adorável de Jesus Cristo e do seu divino coração a Palavra Divina, na qual está contido o segredo da salvação das almas e da curabilidade das Nações: ‘Pedi ao Dono da Messe que envie Operários a sua Messe.’ Aquela Palavra estava ali, no livro do Santo Evangelho, registrada por dois evangelistas. Milhares de Ordens e Congregações Religiosas espoliaram santamente aquele Livro Divino, tomando como norma de seu Instituto quer um versículo, quer outro; quer uma sentença, quer uma outra, quer aquele mandamento, quer aquele conselho; mas, como se Jesus Senhor nosso tivesse posto a sua mão divina sobre ele, para esconder aquela Palavra sublime, aquele mandamento divino, ninguém o notou, até que às mais miseráveis de suas criaturas o adorável Redentor a descobriu, indicou-a, introduziu-a (...)”.

(Discurso, panegíricos de Santo Aníbal Maria. p.p. 397-400: vestição religiosa de 19 de Março de 1908).

“Declaro que tenho particular devoção por este Instituto e decidi abraçá-lo, não somente por ele se dedicar às mais belas obras de caridade espiritual e temporal, isto é, ser salvaguarda da orfandade abandonada e evangelização e socorro das classes pobres e abandonadas, não somente por meus próprios motivos, mas principalmente, porque talvez, seja na Igreja, o único que se dedicou à missão sublime da Divina Palavra: ‘Rogate ergo Dominum Messis, ut operários in messem suam.’”

(Quarenta Declarações de Santo Aníbal Maria, número 7).

“É grande o tesouro que nos foi confiado, mas nós devemos tremer que nos seja tirado, se não correspondermos com a observância da vida religiosa.” (Constituições – retirado da Antologia Rogacionista p. 591).

Ligações externas

Aníbal Maria Di Francia, Santos Ontem e de Hoje

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