Arnaldo Calil Pereira Jardim (Altinópolis, 8 de maio de 1955) é um engenheiro civil e político brasileiro filiado ao Cidadania. Atualmente exerce seu quinto mandato de deputado federal por São Paulo, já tendo sido líder da bancada do partido. É presidente estadual do Cidadania e membro titular da Executiva Nacional e do Diretório Nacional do partido. Ele é membro das Frentes Parlamentares de Valorização do Setor Sucroenergético (como coordenador), da Agropecuária (FPA), do Ambientalismo, da Mineração, entre outras.
Biografia Ingressou na política como líder estudantil, quando foi diretor do DCE da Universidade de São Paulo (USP) e da União Estadual dos Estudantes (UEE).
Se elegeu pela primeira vez em 1986 como deputado estadual de São Paulo, sendo, aos 31 anos, o mais novo parlamentar da Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP) de sua legislatura. Foi o relator do anteprojeto da Constituição Estadual e da emenda que acabou com a imunidade parlamentar para crimes comuns. Se reelegeu para o cargo em 1990, 1998 e 2002, totalizando 4 mandatos como deputado estadual. Entre 1992 e 1993, foi secretário estadual da Habitação.
Deputado federal
Na eleição de 2006 se candidatou a deputado federal e se elegeu com seu maior número de votos até hoje. Foi o criador dos PL's que criam o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC), a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e a capitalização da Petrobras com uso do FGTS. Votou a favor de aumentar o salário de senadores (em 62%), ministros de estado (em 140%), presidente da república e vice (em 134%), além do seu próprio salário (em 62%).
Se reelegeu na eleição de 2010. Foi favorável aos ruralistas nas votações do Novo Código Florestal. Votou contrário ao projeto que não previa a destinação de 100% dos royalties do petróleo para a educação. Em 2011 defendeu a proposta de aumento do salário mínimo para R$ 600 (a proposta do governo era até R$ 545). Foi contrário à MP da Copa do Mundo (Regime Diferenciado de Contratações). Votou a favor da expropriação de imóveis onde houver trabalho escravo (destinando-os à reforma agrária ou programas de habitação popular) e a favor da PEC do orçamento impositivo.
Arnaldo foi reeleito na eleição de 2014, tendo sua campanha recebido doação de R$ 125 mil da Usiminas Siderúrgicas de Minas Gerais.. Entretanto em janeiro de 2015 foi nomeado Secretário de Estado de Agricultura e Abastecimento de São Paulo no governo Geraldo Alckmin (PSDB). Ele licenciou-se de ambas as funções por 7 vezes, alternando sua atuação. Dentre as votações mais importantes desse mandato, Arnaldo esteve presente apenas na do Impeachment de Dilma Rousseff (PT), quando votou favoravelmente. Na secretaria estadual, promoveu e ampliou o programa Cadastro Ambiental Rural (CAR).
Na eleição de 2018 foi reeleito e sua campanha recebel a doação de R$ 250 mil do empresário Rubens Ometto, fundador da Cosan. Dentre as principais votações durante seu quarto mandato, Arnaldo votou a favor nas seguintes pautas: MP 867 (que segundo ambientalistas alteraria o Código Florestal anistiando desmatadores); PEC da Reforma da Previdência; PL 3723 que regulamenta a prática de atiradores e caçadores; Novo Marco Legal do Saneamento;; MP 910 (conhecida como MP da Grilagem); congelamento de salário de servidores públicos durante a pandemia; anistia da dívida das igrejas; convocação de uma Convenção Interamericana contra o Racismo; autonomia do Banco Central e prisão do deputado bolsonarista Daniel Silveira (PSL/RJ).
Foi o único na bancada do partido a votar contra a criminalização de responsáveis pelo rompimento de barragens, contra a exclusão dos professores na Reforma da Previdência e a favor de alteração do Fundo Eleitoral. Votou contra o aumento do Fundo Partidário e a diminuição do Fundo Eleitoral. Na regulamentação do novo FUNDEB, Votou pela possibilidade de destinar verbas para a educação privada, Porém, depois votou para que a destinação fosse apenas para o ensino público. Esteve ausente na votação que aprovou o "Pacote Anti-crime".
Nas eleições de outubro de 2022 se elegeu para o seu quinto mandato como deputado federal por São Paulo, com 113.462 votos.
Controvérsias
Pagamento Irregular No dia 3 de março de 2009, foi descoberto que Arnaldo pagava sua empregada doméstica com dinheiro da Câmara, pois ela estava contradada como secretária parlamentar.
Delação Premiada Em agosto de 2019, o ex-diretor do Metrô de São Paulo revelou numa delação premiada um suposto esquema de propina que abastecia campanhas eleitorais do PSDB e também um suposto mensalão para garantir apoio dos então deputados estaduais, entre eles Arnaldo Jardim.
Desempenho eleitoral Ano Eleição Cargo Partido Coligação Votos Resultado 1986 Estadual de São Paulo Deputado Estadual PMDB 52.806 (0,34%) 1990 Estadual de São Paulo Deputado Estadual PMDB 37.730 (0,22%) 1994 Estadual de São Paulo Vice-Governador PMDB 1.584.397 (11,29%) 1998 Estadual de São Paulo Deputado Estadual PMDB 45.044 (0,36%) 2002 Estadual de São Paulo Deputado Estadual PPS 76.708 (0,46%) 2006 Estadual de São Paulo Deputado Federal PPS 187.427 (1,04%) 2010 Estadual de São Paulo Deputado Federal PPS 140.641 (0,73%) 2014 Estadual de São Paulo Deputado Federal PPS 155.278 (0,81%) 2018 Estadual de São Paulo Deputado Federal PPS 132.363 (0,71%) 2022 Estadual de São Paulo Deputado Federal Cidadania Federação PSDB Cidadania 113.462 (0,48%)
Reconhecimentos Recebeu o Prêmio Excelência Parlamentar nos anos de 2023, 2024, 2025 e 2026, promovido pela organização Ranking dos Políticos.
Ligações externas
Arnaldo Jardim no YouTube Ver também: Membros do Cidadania de São Paulo
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