A 2.ª Divisão do Exército (2.ª DE) é um comando operacional do Exército Brasileiro sediado em São Paulo e subordinado ao Comando Militar do Sudeste. Ela comanda a 11.ª Brigada de Infantaria Mecanizada e a Brigada de Infantaria Aeromóvel.
Organização A data de criação oficial da 2.ª DE é 29 de outubro de 1952, quando o comando de sua antecessora, a 2.ª Divisão de Infantaria (2.ª DI), foi separado da 2.ª Região Militar (2.ª RM). A 2.ª DI existia antes de 1952, mas seu comando e o da 2.ª RM eram exercidos pelo mesmo oficial. Ambas eram sediadas em São Paulo e subordinadas à Zona Militar Centro, posterior II Exército e atual Comando Militar do Sudeste (CMSE). Em 1961 a 2.ª DI tinha um efetivo de 5.487 praças, comandando o 4.º, 5.º e 6.º Regimentos de Infantaria (RIs), o 2.º Regimento de Obuses de 105 mm (2.º RO 105), 2.º Grupo de Obuses de 155 mm (2.º GO 155) e 2.º Batalhão de Engenharia de Combate (2.º BE Cmb), entre outras formações.. p. 181, 213, 289.
Nas reformas militares dos anos 70, em 1971 a 2.ª DI tornou-se 2.ª Divisão de Exército, composta de uma brigada de infantaria blindada, a 11.ª, outra de infantaria motorizada, 12.ª, e uma Artilharia Divisionária (AD/2). A AD/2 foi extinta em 1985, dando lugar a uma brigada de artilharia de costa e antiaérea subordinada ao CMSE. As duas brigadas de infantaria mais tarde mudariam de natureza: a 12.ª tornou-se aeromóvel em 1995, e a 11.ª perdeu seus blindados em 2005, tornando-se de infantaria leve,. p. 64, 123, 138 para então receber novos veículos a partir de 2021, tornando-se infantaria mecanizada.
Componentes atuais Comando da 2ª. Divisão de Exército - São Paulo Companhia de Comando da 2.ª Divisão de Exército - São Paulo 11.ª Brigada de Infantaria Mecanizada – Campinas Companhia de Comando da 11.ª Brigada de Infantaria Mecanizada - Campinas 4.º Batalhão de Infantaria Mecanizado - Osasco 28.º Batalhão de Infantaria Mecanizado - Campinas 37.º Batalhão de Infantaria Mecanizado - Lins 13.º Regimento de Cavalaria Mecanizado - Pirassununga 2.º Grupo de Artilharia de Campanha - Itu 2.º Batalhão Logístico - Campinas 11.ª Companhia de Engenharia Mecanizada - Pindamonhangaba 2.ª Companhia de Comunicações Mecanizada - Campinas 11.º Pelotão de Polícia do Exército - Campinas Brigada de Infantaria Aeromóvel - Caçapava 2.º Batalhão de Infantaria Leve - São Vicente 5.º Batalhão de Infantaria Leve - Lorena 6.º Batalhão de Infantaria Leve - Caçapava 20.º Grupo de Artilharia de Campanha Leve - Barueri 22.º Batalhão Logístico Leve - Barueri Companhia de Comando da 12.ª Brigada de Infantaria Leve - Caçapava 1.º Esquadrão de Cavalaria Leve - Valença 5.ª Bateria de Artilharia Antiaérea Leve - Osasco 12.ª Companhia de Engenharia Leve - Pindamonhangaba 12.ª Companhia de Comunicações Leve - Caçapava 12.º Pelotão de Polícia do Exército - Caçapava 2.º Batalhão de Engenharia de Combate - Pindamonhangaba
Operações A maior parte da 2.ª Divisão de Infantaria aderiu à Revolução Constitucionalista de 1932, formando, juntamente com a Força Pública de São Paulo, a espinha dorsal do exército constitucionalista.. p. 23. Ao marchar contra o Rio de Janeiro, a 2.ª Divisão de Infantaria em Operação, comandada por Euclides Figueiredo, foi barrada pelas forças governistas no vale do Paraíba, onde se travou a frente leste do conflito.. p. 75.. p. 3. Na década seguinte, vários componentes da divisão participaram da Força Expedicionária Brasileira.
Em 1955 a divisão estava sob o comando do general Tasso de Oliveira Tinoco, que tentou mobilizar seus comandados contra o Movimento de 11 de Novembro, mas não encontrou apoio suficiente entre os demais comandantes em São Paulo. Como resultado, ele ficou sem comando até 1958.. p. 49-50. Seu sucessor por um curto período foi o general Arthur da Costa e Silva.
Á época do golpe de Estado de 1964, a Divisão era comandada pelo general Aluísio de Miranda Mendes. Embora integrante do “dispositivo militar” governista, ele não se manteve fiel ao governo e aderiu ao golpe, liderando sua divisão em operações na região de Resende, Rio de Janeiro. Outra parte da divisão foi enviada ao Paraná.. p. 342, 416.
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