Monoimus (viveu entre 150 - 210 dC) foi um gnóstico árabe (o nome arábico era provavelmente Mun'im منعم), que era conhecido apenas por um relato de Teodoreto (Haereticarum Fabularum Compendium i. 18) até que uma obra antiherética até então considerada perdida (Refutação de todas as heresias ou Philosophumena, livro VIII, cap. IV ) de Hipólito foi encontrada.
Hipólito afirmava que Monoimo era um seguidor de Tatiano e que seu sistema cosmológico era derivado dos pitagóricos, o que realmente parece provável. Além disso, ele foi claramente inspirado pelo Cristianismo, Monismo e o Gnosticismo.
Doutrina Monoimo é conhecido por cunhar o uso da palavra Mônade num contexto gnóstico. De acordo com ele, o mundo foi criado a partir do Mônade (ou iota ou Yod ou partícula) infinitesimal, que gera então a díade, a tríade, tétrade, pentade, héxade, héptade, ogdóade, enéade até dez, a décade. Ele portanto identificou os aeons gnósticos como os primeiros elementos da cosmologia pitagórica. Ele também relacionou essas diferentes entidades com a descrição da criação do Gênesis.
Esta descrição de Hipólito também corresponde às duas versões de um texto chamado Eugnostos, o abençoado encontrado na Biblioteca de Nag Hammadi, onde a mesma relação mônade até décade é descrita. O texto de Eugnostos, por sua vez, é muito similar ao texto Sophia de Jesus Cristo, onde a palavra mônade aparece novamente. Monoimo também é famoso por sua citação sobre a natureza de Deus, que pode ser descrita como panteísta (de Hipólito):
Esta ideia lembra o ponto de vista muito mais recente do Sufi ibne Arabi, embora não se conheça nenhuma conexão entre eles.
Símbolos pitagóricos
Ver também Mandeísmo Mani Maniqueísmo Gnosticismo
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