Focke-Wulf Flugzeugbau AG foi uma fábrica alemã de aviões que produziu aeronaves militares durante a Segunda Guerra Mundial. esquerda|miniaturadaimagem|299x299px|Focke-Wulf FW-190 em exposição no Museu da RAF. Um dos melhores caças da época, foi amplamente utilizado durante a guerra. Mais de 20.000 unidades foram produzidas. Fundada em 1 de janeiro de 1924 por Henrich Focke, George Wulf e o Dr. Werner Naumann, a empresa operava em um hangar do Aeroporto de Bremen, onde eram desenvolvidos aviões leves e de transportes. O grande acontecimento na história inicial da empresa ocorreu no dia 1 de novembro de 1931, data em que o Diploma Ingenieur (Engenheiro Certificado) Kurt Waldemar Tank assumiu a Diretoria do Departamento de Design. Sua experiência no projeto de aviões era ampla, tendo trabalhado para Rohrbach e a Bayerische Flugzeug AG em Augsburg, sob o comando do Prof. Willy Messerschmitt. esquerda|miniaturadaimagem|403x403px|O Focke-Wulf FW-200 Condor foi a primeira aeronave a voar sem escalas entre Berlim e Nova York, em 1938. Era considerado o mais moderno avião de passageiros da época.Destinado ao uso civil, foi improvisado como bombardeiro durante a Segunda Guerra Mundial. A Focke-Wulf juntamente com a Messerschmitt, passou a ser a mais robusta e eficiente fabricante de aeronaves da Alemanha, fez a história na aviação mundial com o famoso caça FW-190, considerado um dos melhores caças da II Grande Guerra e com o revolucionário avião de passageiros, o quadrimotor FW-200 “Condor”, considerado o mais avançado e confortável avião de transporte de passageiros do mundo em sua época e o único, capaz de voar em altitudes superiores a 3.000 metros (9.800 pés) e capaz de atravessar o Atlântico Norte sem escalas. Os FW 200 foram operados na Alemanha pela Deutsche Lufthansa, e no Brasil pelo Syndicato Condor (subsidiária brasileira da Lufthansa) e Cruzeiro do Sul .
Wulf morreu em 29 de setembro de 1927, testando um de seus modelos. Henrich Focke, considerado pelos relatórios técnicos da NASA, como o inventor do helicóptero, em 1936 é afastado da Focke-Wulf por pressão dos acionistas. O motivo declarado era o fato dele ser considerado "politicamente pouco confiável" pelo regime nazista. Segundo sua biografia ele passou a ser considerado um sonhador, e recebia muitas críticas pelas suas pesquisas com aeronaves de decolagem vertical, e poucos acreditavam na viabilidade de seu protótipo. Os acionistas queriam que a capacidade de produção da Focke-Wulf fosse destinada totalmente para fabricar as aeronaves FW-109 O engenheiro Focke funda em 1937 a Focke-Achgelis e recebe destaque mundial ao conseguir realizar o primeiro voo de um helicóptero completamente controlável, o Focke-Achgelis Fa-61, também denominado como Focke-Wulf Fw 61,realizado pela famosa piloto de teste do Terceiro Reich, Hanna Reitsch
Brasil esquerda|miniaturadaimagem|298x298px|Entrega da primeira série dos Focke-Wulf FW 58, na Fabrica do Galeão com presença do Presidente da Republica do Brasil, Getúlio Vargas Em 1936, foi lançada a pedra fundamental das Oficinas Gerais de Aviação Naval–OGAvN, conhecida como Fábrica de Aviões do Galeão, na Ilha do Governador, Rio de Janeiro, tendo como seu diretor o Capitão de Fragata Raymundo Vasconcellos de Aboim. Em 1937, o engenheiro aeroespacial Wilhelm Stein da equipe da Focke-Wulf, foi enviado para chefiar a fabricação dos aviões da Focke-Wulf no Brasil, resultado do contrato do governo de Getúlio Vargas com o governo alemão.
“A Fábrica do Galeão, como ficou conhecida, compreendia uma área construída de 19.000m², sendo inaugurada, sob a direção técnica do engenheiro alemão Wilhelm H. F. Stein, que muito contribuiu para a formação de mão de obra especializada no Brasil".
Entre 1937 e 1939 foram entregues 40 aparelhos FW 44 da primeira fase do contrato com a Focke-Wulf, um avião de treinamento, com nome de um pássaro, Stieglitz, que aqui foi traduzido por Pintassilgo. Em seguida, como parte do contrato, entre 1938 e 1942, foram entregues 25 bombardeiros bimotor FW-58 Weihe Foi a primeira vez que no país foram fabricados aviões bimotores em série O que iria acontecer novamente no Brasil, somente em 1972, com a fabricação em série do bimotor turbohélice Bandeirante.
O Brasil, neste período era um país basicamente agricola, com uma indústria extremamente incipiente, que iria dar seus primeiros passos rumo a industrialização justamente a partir das políticas de Getúlio Vargas
Com o governo Vargas, se posicionando ao lado dos aliados, e a entrada do Brasil na II Guerra contra a Alemanha, em 22/08/1942, o contrato com a Focke-Wulf foi interrompido e a fabricação dos aviões foi descontinuada, sem realizar o passo seguinte, que seria a fabricação do quadrimotor FW-200 Condor. Mas formou-se uma mão de obra especializada, que participou ativamente na formação da indústria aeronáutica brasileira.
Galeria esquerda|miniaturadaimagem|Focke Wulf FW-44
esquerda|miniaturadaimagem|Focke Wulf FW 190
esquerda|miniaturadaimagem|Focke Wulf FW 189
esquerda|miniaturadaimagem|Focke Wulf FW 187
esquerda|miniaturadaimagem|Focke Wulf - FW 58
esquerda|miniaturadaimagem|Focke Wulf FW 200
esquerda|miniaturadaimagem|Focke Wulf TA 183 Protótipo
Ver também
DFS 346 Família de foguetes A Focke-Wulf Fw 61 Focke-Wulf Ta 152 Gotha Go 229 Junkers Ju 287
Messerschmitt Me 163 Messerschmitt Me 262 Messerschmitt Me 323 Messerschmitt P. 1101 Natter
Ligações externas Lista de aviões Focke-Wulf
Categoria:Fabricantes de aviões da Alemanha Categoria:Empresas fundadas em 1923