Carlos Gomes de Oliveira (Joinville, — ) foi um advogado, jornalista e político brasileiro.

Foi bacharel em direito pela Faculdade de Direito de São Paulo, em 1918.

Fundou em 1920, junto com Plácido Gomes, O Correio de Joinville.

Vida pessoal Foi casado com Sara Gomes de Oliveira e teve três filhos.

Carreira política Iniciou sua carreira política ao promover a campanha da Reação Republicana, entre 1921-1922, contra a eleição à presidência de Artur Bernardes e apoiando Nilo Peçanha. Carlos Gomes de Oliveira apoiou em seu jornal a Revolta dos 18 do Forte de Copacabana, que deu início às revoltas tenentistas da década de 1920. Em decorrência do apoio à revolta, ele foi preso junto com Plácido Gomes e passou 2 semanas detido no quartel-general da Polícia Federal, no Distrito Federal.

Foi deputado à Assembleia Legislativa de Santa Catarina na 13ª legislatura (1928 — 1930).Teve participação na elaboração da quinta Constituição do estado em 1928.

Em 1929 ele se aliou com políticos que apoiavam a Aliança Liberal e junto com eles fundou e liderou a Dissidência Municipal.

Em 1930 foi nomeado membro do Conselho Consultivo de Joinville, cargo que ocupou durante um ano. Apresentou diversos projetos para a melhoria do ensino municipal e do serviço de águas.

Em 1933 foi eleito deputado à Assembleia Nacional Constituinte pelo Partido Liberal Catarinense, participou das atividades encarregadas e teve seu mandato prorrogado até 1935.

Foi deputado federal, de 1934 a 1937, até a proclamação do Estado Novo.

Eleito senador para as 39ª (1951 a 1955) e 40ª legislaturas (1955 a 1959), pelo Partido Trabalhista Brasileiro, nas eleições de 1950. Presidente do senado, conduziu em 31 de janeiro de 1955 a cerimônia de posse do presidente Juscelino Kubitschek e seu vice, João Goulart.

Derrotado em sua reeleição ao Senado nas eleições de 1958, em que obteve 12% dos votos, totalizando 55.556 sufrágios.

Nas eleições de 1960, com a escolha de Doutel de Andrade pelo PTB para Vice-governador, integrou uma dissidência deste partido pela qual foi lançado para esse cargo na chapa de Irineu Bornhausen (UDN), terminando em segundo lugar com 46,83% dos votos.

Após essa derrota eleitoral, por meio de carta aberta, rompeu definitivamente com o PTB, anunciando ingresso no Movimento Trabalhista Renovador. Sua última disputa eleitoral foi nas eleições de 1962, em que se candidatou à suplente de Saulo Ramos (PST), que não obteve êxito. Após o revés, não mais disputou eleições, passando a se dedicar à produção intelectual e acadêmica.

Bibliografia Piazza, Walter: Dicionário Político Catarinense. Florianópolis: Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina, 1985.

Ligações externas Foto da posse de Juscelino Kubitschek

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