Há uma Gota de Sangue em Cada Poema é o primeiro livro de Mário de Andrade (1893-1945). Foi publicado pela primeira vez em 1917, sob o pseudônimo de Mario Sobral. O livro de poesias, traz críticas à Primeira Guerra Mundial, tendo caráter antibelicista e pacifista. Como parte do movimento modernista, o autor se utiliza na obra de uma postura ativista, mesmo deixando claro que os poemas da obra ainda não estavam completamente maduros. Nos poemas, a crítica se volta aos governantes, militares e líderes políticos pois eles eram vistos como aqueles responsáveis pela violência do mundo, enquanto o eu-lírico demonstra um desejo coletivo de paz.
Para os modernistas, movimento literário do qual Mário de Andrade foi fundador, a poesia deveria refletir a sociedade contemporânea. Por isso, o título do livro traz a ideia do sangue nos poemas, o que denota a violência que assolou a sociedade durante a guerra supracitada. Apesar de poder ser considerado um livro vanguardista por seu caráter político, ainda manteve, na sua estrutura poética, as tradições literárias anteriores ao Modernismo.
Poemas contidos no livro
Exaltação da paz Inverno Epitalâmio Refrão de obus Primavera Espasmo Guilherme Devastação Natal Lovaina Os carnívoros
Frazão, Dilva (21 de janeiro de 2020). «Biografia de Mário de Andrade». Consultado em 5 de maio de 2021
CLARA, MARIA (20 de março de 2019). «Ha Uma Gota de Sangue em Cada Poema». Consultado em 5 de maio de 2021
VESPASIANO, RAFAEL (18 de novembro de 2014). «HÁ UMA GOTA DE SANGUE EM CADA POEMA - MÁRIO DE ANDRADE: "(PACIFISTA E CHEIO DE BOAS INTENÇÕES, MAS AINDA IMATURO)». Consultado em 5 de maio de 2021
de Andrade, Mário (2016). Há uma Gota de Sangue em Cada Poema. São Paulo: PROJETO LIVRO LIVRE
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