As lavandas, também conhecidas em Portugal como alfazemas, são plantas do género Lavandula, da família Lamiaceae. São pequenos arbustos, perenes, incluindo, também, as anuais e os subarbustos. As espécies mais usadas como ervas e para ornamentação são as chamadas lavandas inglesas, como a Lavandula angustifolia (L. officinalis). As espécies ornamentais de lavandula, reconhecidas em Portugal, são: L. luisieri, L. viridis, L. pedunculata, L. latifolia Medicus e L. multifida L.
As flores de lavanda são usadas para arranjos florais secos. As flores púrpuras e os brotos, de fragrância forte, são utilizados em pot-pourris e, também, para impedir a presença de insetos e parasitas. O cultivo comercial da planta é para a extração de óleos utilizados como antissépticos, em aromaterapia e na indústria de cosméticos.
Como produto terapêutico, em infusão, deve ser evitado o uso contínuo, podendo produzir excitação. Em geral deve ser evitado o seu uso pois contém componentes neurotóxicos que são extremamente prejudiciais, especialmente em crianças, grávidas e pessoas sensíveis ou debilitadas.
O óleo essencial da lavanda é obtido da destilação das flores, caules e folhas da espécie Lavandula officinalis. Entre várias substâncias, o óleo apresenta na sua composição o linalol e o acetato de linalila, que conferem a sua fragrância e, ainda, resina, saponina, taninos cumarinas.
As flores de lavanda produzem um néctar abundante que rende um mel de alta qualidade. O mel da variedade lavanda foi produzido inicialmente nos países que cercam o Mediterrâneo e introduzido no mercado mundial como um produto de qualidade superior. A lavanda também é usada como erva isoladamente ou como ingrediente da erva da Provence (França).
As lavandas nativas podem ser encontradas nas Canárias, norte e oeste da África, sul da Europa e no Mediterrâneo, Arábia e Índia.
Os maiores produtores de lavanda são a Bulgária, França, Grã-Bretanha, Austrália e Rússia.
Uso As lavandas são muito populares na região norte do Brasil; além de comercializada na maior feira da América Latina, na banca de cheiro das "erveiras" do Mercado do Ver-o-peso (na cidade brasileira de Belém do Pará), é um dos principais ingrediente da infusão encantada denominada Banho de cheiro, usado na comemoração da festa junina e do reveion no estado do Pará. Prática ritualística que ocorre desde o século XIX, ao qual se atribui o poder de atrair ao bebedor: a felicidade, prosperidade e, reatar amores.
Também presente no Cheiro de Papel, produzido com a infusão de essências vegetais, comercializado no cesto de palha da Vendedora de cheiro, usados para aromatizar roupas guardadas em gavetas e armários. Uma combinação de raízes e paus aromáticos ralados; os ingredientes mais conhecidos são: arruda, cipó-catinga, patchuli, japana, cumaru, alecrim, baunilha, manjerona, açucena, casca preciosa, louro amarelo, jasmim, priprioca e, alfazema.
O cheiro da lavanda também repele os mosquitos.
Taxonomia I. Subgênero Lavandula Upson & S. Andrews subgen. nov. i. Seção Lavandula (3 espécies) Lavandula angustifolia Mill. – lavanda-comum, L. officinalis subsppp. angustifolia, pyrenaica Lavandula latifolia Medik – lavanda-portuguesa Lavandula lanata Boiss. Híbridos Lavandula × chaytorae Upson & S. Andrews nothosp. nov. (L. angustifolia subsp. angustifolia x L. lanata ) Lavandula × intermedia Emeric ex Loisel. (L. angustifolia subsp. angustifolia X L. latifolia ) (Lavandim) ii. Seção Dentatae Suarez-Cerv. & Seoane-Camba (1 espécie) Lavandula dentata L. – lavanda-francesa var. dentata (rosea, albiflora), candicans (persicina) [Batt.] iii. Seção Stoechas Ging. (3 espécies) Lavandula stoechas L. – rosmaninho Lavandula pedunculata Mill.(Cav.) Lavandula viridis L'Her. Híbridos de interseção (Dentatae e Lavendula) Lavandula × heterophylla Viv. (L. dentata x L. latifolia ) Lavandula × allardii Lavandula × ginginsii Upson & S. Andrews nothosp. nov. (L. dentata X L. lanata )
II. Subgênero Fabricia (Adams.) Upson & S. Andrews, comb.nov. iv. Seção Pterostoechas Ging. (16 espécies) Lavandula multifida L. Lavandula canariensis Mill. Lavandula minutolii Bolle Lavandula bramwellii Upson & S. Andrews Lavandula pinnata L. Lavandula buchii Webb & Berthel. Lavandula rotundifolia Benth. Lavandula maroccana Murb. Lavandula tenuisecta Coss. ex Ball Lavandula rejdalii Upson & Jury Lavandula mairei Humbert Lavandula coronopifoliaPoir. Lavandula saharica Upson & Jury Lavandula antineae Maire Lavandula pubescens Decne. Lavandula citriodora A.G. Mill. Híbridos Lavandula X christiana Gattef. & Maire (L. pinnata x L. canariensis) v. Seção Subnudae Chaytor (10 espécies) Lavandula subnuda Benth. Lavandula macra Baker Lavandula dhofarensis A.G. Mill. Lavandula samhanensis Upson & S. Andrews sp. nov. Lavandula setifera T. Anderson Lavandula qishnensis Upson & S. Andrews sp. nov. Lavandula nimmoi Benth. Lavandula galgalloensis A.G. Mill. Lavandula aristibracteata A.G. Mill. Lavandula somaliensis Chaytor vi. Seção Chaetostachys Benth. (2 espécies) Lavandula bipinnata (Roth) Kuntze Lavandula gibsonii J. Graham vii. Seção Hasikenses Upson & S. Andrews, sect. nov. (2 espécies) Lavandula hasikensis A.G. Mill. Lavandula sublepidota Rech. f.
III. Subgênero Sabaudia (Buscal. & Muschl.) Upson & S. Andrews, comb. et stat. nov. viii. Seção Sabaudia (Buscal. & Muschl.) Upson & S. Andrews, comb. et stat. nov. (2 espécies) Lavandula atriplicifolia Benth. Lavandula erythraeae (Chiov.) Cufod.
Ligações externas
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