Donato de Casa Nigra, ( 270 – 355), foi um teólogo cristão, bispo de Numídia, primeiro e principal expoente do donatismo, seita cismática surgina no norte da África. Condenado pelo Concílio de Cartago de 411, seus escritos foram perdidos e sua seita desapareceu após a conquista muçulmana do Magrebe.Dizionario della filosofia «Le garzantine», Garzanti, Borgaro Torinese (TO) 2002 Também era conhecido como Donato Magno ().
Vida Pouco se sabe de seus primeiros anos, uma vez que nada de suas correspondências e obras escritas sobreviveu. Ele aparece pela primeira vez nos registros da Igreja como Donato de Casa Nigra em outubro de 313, quando o Papa Melquíades julgou-o culpado de rebatizar os traditores (cristãos que negaram sua fé durante a perseguição de Diocleciano em 303-305 e posteriormente foram perdoados e readmitidos na Igreja)"Donatism." Cross, F. L., ed. The Oxford dictionary of the Christian church. New York: Oxford University Press. 2005 e de formar um cisma com a Igreja.
Controvérsia Traditores O pano de fundo para a controvérsia foi uma onda de perseguições aos cristãos pelo imperador romano Diocleciano. Alguns líderes da Igreja, pouco propensos ao martírio e à tortura, se mostraram dispostos a concordar com as exigências do imperador, como adorar os deuses da religião antiga — considerados ídolos pelos cristãos — ou entregar livros religiosos ou propriedades da Igreja para as autoridades imperiais. Estas pessoas ficaram conhecidas como traditores ("aqueles que entregaram"). Um deles, chamado Ceciliano, retornou para o seio da Igreja assim que as perseguições terminaram e foi consagrado bispo de Cartago e Primaz do Norte da África. Aqueles que se mantiveram fiéis durante recusaram a aceitar a sua autoridade e elegeram Majorino como bispo rival. Porém, ele morreu logo após ter sido consagrado e recaiu sobre Donato a tarefa de tomar seu lugar e continuar a luta.
O cisma
O cisma entre as duas alas do cristianismo centrava-se no status dos clérigos traditores. Os donatistas afirmavam que eles não poderiam ser reinstalados sem antes terem sido re-batizados e re-ordenados. Eles também argumentavam que os rituais eclesiásticos realizados pelos traditores eram inválidos, o que invalidava também todos os sacramentos que eles tivessem ministrado.
Durante o seu episcopado de 40 anos, Donato supervisionou a expansão da seita donatista, ainda sua luta para obter o reconhecimento da Igreja de Roma para o seu primado da África do Norte não tenha tido sucesso. O esforço falhou justamente por que os donatistas foram incapazes de provar para uma série de concílios que consideraram o caso que Ceciliano fora um traditor ou que sua consagração fora inválida por ter sido realizada por um, o bispo Félix de Aptunga. Por outro lado, Donato conseguiu expandir a seita mesmo sem derrubar Ceciliano, muito por causa da impopularidade dele e da administração romana, principalmente entre a população rural, de quem Donato, seus padres e bispos estavam muito próximos.
Morte de Donato Após o Concílio de Arles, no qual a apelação de Donato falhou, ele foi exilado para Gália em 347 até sua morte, em 355. Nesta época, o donatismo era a igreja dominante no Norte da África.
Ligações externas
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