A história do Sport Club do Recife, foi iniciada no ano de 1905, por um estudante pernambucano chamado Guilherme de Aquino Fonseca, que vinha da Inglaterra fascinado pelo novo esporte daquele país, o futebol. O Sport Club do Recife foi fundado em 13 de maio de 1905 na Associação dos Empregados do Comércio do Recife, e, a partir daí, teria grande admiração de uma fiel nação de seguidores.
Ao longo dos anos, o Sport Club do Recife consolidou-se entre os clubes de maior expressão do futebol brasileiro, com títulos que incluem o Campeonato Brasileiro de 1987 e a Copa do Brasil de 2008. O clube conta também com atuação em esportes olímpicos e com infraestrutura própria de porte relevante.
thumb|direita|Primeiro time do Sport, em 1905.
1905: A fundação A fundação aconteceu na tarde de um sábado, 13 de maio de 1905, na Associação dos Empregados do Comércio de Pernambuco. O primeiro jogo do recém criado "Club" ocorreu em junho daquele ano contra o English Eleven, um time formado pelos funcionários de companhias inglesas instaladas no Recife. A partir de então, teve início a história do clube com mais títulos e patrimônio físico de Pernambuco.
O primeiro jogo de futebol do Sport aconteceu em 22 de junho contra o English Eleven, um time formado de funcionários de empresas inglesas sediadas no Recife e, apesar do favoritismo dos ingleses, considerados os pais do futebol, o Sport consegue um glorioso empate por 2 x 2. Primeiro Time do Sport: Goleiro: L. F. Lhatam / Zagueiros: L. Parrot e E. Nosworthy. / Médios: A. G. Silva, Calander, E. Ramiro. / Atacantes: Guilherme Fonseca (capitão), Coimbra, Alberto Amorim, J. Oliveira e Torquatro Gonçalves.
1906 - A primeira vitória Aconteceu no dia 29 de abril de 1906 em jogo realizado na campina do Derby, 1x0 sobre o Western Telegraph, um time de funcionários desta companhia inglesa instalada na capital pernambucana, o gol rubro negro foi marcado pelo atacante Fellows.
1916 - 1917 - Primeiros títulos
1916 - Primeiro Título Estadual Ano em que o clube filia-se à Liga Sportiva Pernambucana (LSP) e, em sua primeira participação no Campeonato Pernambucano, conquista o título, numa final realizada no dia 16 de dezembro contra o Santa Cruz que terminou com o placar 4x1, com gols de Lalor Motta (2), Asdrúbal e Vasconcelos. O Sport inovou trazendo o zagueiro Paulino do América-RJ.
Time do Sport: Luiz Cavalcanti, Briant e Paulino; Town, Robson e Smerthurst; Asdrúbal, Lalor Motta, Anagam, Vasconcelos e Smith.
thumb|esquerda|Convite para o primeiro jogo do Leão.
1917 - Primeiro Bicampeonato O Sport, reforçado pelo atacante Ciro Werneck oriundo do Botafogo, vence de virada o Santa Cruz por 3x1 e levanta o seu primeiro Bicampeonato Pernambucano.
Time do Bicampeonato: Cavalcanti, Briant e Paulino; William, Teague e Salazar; Hogger, Ciro Werneck, Tobias, Batista e Zé Luís.
1918 - 1937: Era Avenida Malaquias
1918 - Campo da Avenida Malaquias O Sport passa a mandar seus jogos no Campo da Avenida Malaquias, que pertenceu ao clube de 1918 a 1937. Primeiro estádio do rubro-negro, sua arquibancada de madeira e ferro foi adquirida junto ao Fluminense (RJ). Ao todo, o Sport atuou no local exatamente 235 vezes.
A estrutura do campo media 75 metros de comprimento por 40 metros de largura e foi trazida de navio para o Recife. O Fluminense se desfez de seu antigo estádio após construir o das Laranjeiras, que se tornou o maior do Brasil à época. Já o estádio leonino supriu uma grande carência do futebol pernambucano, que contava apenas com campos murados.
1919 - Primeira Excursão e Criação do Escudo O Sport, como sempre pioneiro, faz uma excursão para Belém-PA, que era então um centro de futebol mais desenvolvido. Empatou por 3x3 contra um combinado Remo-Paysandu. Em seguida, na disputa do troféu Leão do Norte, um belo bronze francês onde havia uma escultura de um leão, o Sport venceu o mesmo combinado por 3x2, levando a peça, o que deixara inconformada a torcida paraense que tentou retomar o cobiçado troféu, ocasião em que a cauda do leão foi partida. A partir desta conquista, foi criado o escudo rubro-negro, com um leão como símbolo. O troféu é mantido até os dias de hoje, com sua cauda partida, unida por um laço, na Sala de Troféus do Sport. miniaturadaimagem|Time-base Sport Recife 1919: Franco, Chalmers e Armindo; Manta, Mazulo I e Eurico; Salazar, Baptista, Mazulo II, Benedicto e Rodrigues.
1923-24-25 - Primeiro Tricampeonato O Sport conquista o seu primeiro Tricampeonato Pernambucano. Em 1923 uma campanha quase perfeita: 12 jogos com 11 vitórias e apenas 1 derrota. Em 1924 mais uma boa campanha: 13 jogos com 11 vitórias, 1 empate e 1 derrota. Fechando o Tricampeonato, em 1925, o Sport somou 7 vitórias, 2 empates e 1 derrota.
Time-base: Jucá, Alarcon e Pedro Sá; Adhemar, Altino e Aureliano; Witham, Dubeux, Péricles, Ary e Aluízio.
1935 - A Sede miniaturadaimagem|Sede do Sport Recife com 14 hectares, na freguesia de Afogados, Ilha do Retiro, nº 56. O Sport compra o terreno da sua sede. A data histórica é 29 de novembro e o preço pago pela então chamada "Chácara da Ilha do Retiro" foi 53 contos de réis.
1937 - 1957: Era Ilha do Retiro, Copa do Mundo e o cinquentenário
1937 - A Ilha do Retiro No dia 4 de julho o Sport inaugura o Estádio da Ilha do Retiro (nome dado por ter sido construído sobre uma ilha e aterrado em torno) que mais tarde seria batizada com o nome de Adelmar da Costa Carvalho, Presidente nos títulos de 1955 e 1956. Foi em um amistoso contra o Santa Cruz, que o Leão venceu num jogo disputado que acabou 6x5. Os destaques do jogo foram Artur Danzi, autor do primeiro gol da Ilha e Haroldo Praça, que marcou o gol da vitória. No dia 11 de julho houve o primeiro jogo do Campeonato Pernambucano, Sport x Tramways que acabou 2x2.
1941-1942 - O Sport brilha em gramados do Sul No início dos anos 40 havia uma diferença muito grande do futebol do Sudeste e do Sul para o futebol do Norte/Nordeste. Jamais um time nortista tivera a audácia de empreender uma temporada pelo Sul/Sudeste do Brasil. Em dezembro de 1941, o Sport começou a realizar sua temporada pelo Sul/Sudeste do país, que para muitos jornalistas e até torcedores, era uma excursão suicida.
O Sport jogou em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Disputou dezoito partidas, vencendo onze: 5x1 América-MG, 4x2 Atlético-MG, 1x0 Britânia-PR, 4x0 Coritiba, 3x1 Coritiba, 5x0 Savóia-PR, 5x3 Joinville-SC, 3x2 Força e Luz-RS, 3x0 Grêmio, 5x4 Vasco e 3x1 Flamengo, empatando dois (0x0 Palestra Itália-MG e 2x2 Internacional) e perdendo apenas cinco jogos (1x3 Flamengo, 3x4 Santos, 5x8 Juventus-SP, 1x2 Coritiba e 2x4 Avaí).
O time do Sport impressionou a imprensa e os clubes do Sul. Alguns de seus jogadores foram contratados para jogar em outros clubes. Zago, Djalma Bezerra e Ademir ficaram no Vasco. Magri no América-RJ. Pirombá no Flamengo e Pinhegas no Fluminense. Esta temporada ficou marcada na história do futebol pernambucano e nordestino.
O plantel era o seguinte: Navamuel, Bibi, Ciscador, Walfredo, Magri, Salvador, Furlan, Mulatinho, Ademir, Manoelzinho, Pirombá, Djalma Bezerra, Clóvis, Zago e Pinhegas.
1948-1949: Vavá e o bicampeonato pernambucano thumb|190px|right|Vavá. Vavá, o Leão da Copa, esteve presente na preparação e em uma das conquistas do Sport Club do Recife. Mais precisamente, no Campeonato Pernambucano de 1949, competição em que o Leão bateu, na final, o Santa Cruz e faturou seu último título na década de 1940.
Um ano antes, o Sport vencia o América na grande final do Campeonato Pernambucano de 1948.
Como em 1948, sob a orientação do Presidente José de Andrade Médicis - que, hoje, dá nome ao CT do Leão -, em 1949, o Presidente José Lourenço Meira de Vasconcelos ordenou Vavá e os demais jogadores do Leão, a exemplo de Manuelzinho, Arquimedes, Zildo e Varejão, para que realizassem treinamentos, tanto na Ilha do Retiro, quanto na praia, localizada no bairro do Pina no Recife, comandados pelo técnico uruguaio Salvador Perine.
À época, tratava-se de uma posição incomum, devido à tradição dos treinos serem nos campos de jogo, apesar da certa proximidade entre o bairro da Ilha do Retiro e o bairro do Pina, distando, aproximadamente, 6 km.
Tal decisão, nestes dois anos, foi bancada pela diretoria que passou a levar parte dos treinamentos físicos à praia, o que, de fato, atraiu a atenção de torcedores do Sport, além dos rivais e demais curiosos.
Por fim, o Sport tornou-se Bicampeão Pernambucano em 1948/1949.
Anos antes do Sport Club do Recife realizar treinos no local, Ademir de Menezes foi descoberto por outro técnico uruguaio, chamado Ricardo Díez, enquanto jogava futebol na areias da praia leonina.
No ano de 2009, época em que o Leão disputava a Copa Libertadores da América, a patrocinadora Cimento Nassau organizou uma homenagem pelos 60 anos do Bicampeonato Pernambucano, conquistado em 1949, ao montar uma estrutura com telão nas areias da Praia do Pina.
A torcida compareceu e pôde assistir a partida de ida entre Sport e , válida pelas oitavas de final da competição continental, repetindo o feito da década de 1940, quando torcedores se dirigiam a praia, localizada no bairro do Pina, para assistir aos treinos Sportistas.
Hoje em dia, apesar da ligação histórica, os treinos do Papai da Cidade, passaram da Praia do Pina para a limítrofe Praia de Boa Viagem.
1950 - Copa do Mundo A Ilha do Retiro teve a honra de sediar uma partida válida pela Copa do Mundo de 1950 entre Chile x EUA, que acabou 5x2 para os chilenos.
1955 - Cinquentenário O Sport é Campeão no seu Cinquentenário, vencendo o Náutico por 3x2 sob o comando de Gentil Cardoso e destaques como Moreira,Traçaia,Naninho,Gringo,Soca.
Time da final: Osvaldo, Bria e Pedro Matos, Osvaldinho, Eli e Pinheirense, Traçaia, Naninho, Gringo, Soca e Geo.
1957-1968: Excurções internacionais
1957 - Excursão pela Europa e Oriente Médio miniaturadaimagem|Time do Sport, 1959. Arquivo Nacional. O Sport realiza sua primeira excursão ao "Velho Mundo" e apesar das muitas dificuldades e contusões durante a viagem, conquistou resultados significativos, além disso teve como destaque nessa excursão o amistoso realizado com Real Madrid Club de Fútbol no Santiago Bernabéu em Madrid.
1961 - Excursão ao Suriname Após a excursão à Europa e Oriente Médio o Sport voltou a jogar em terras estrangeiras em 1961 quando decidiu promover algumas partidas no Suriname, o clube estava em excursão pelo Norte do Brasil e aproveitou a proximidade geográfica para se apresentar na antiga colônia holandesa. Em território surinamês, o Sport conquistou três vitórias em três partidas, duas contra o selecionado local e uma contra o SV Transvaal, único time do Suriname com projeção continental, possuindo dois títulos da Copa dos Campeões da CONCACAF (atual Liga dos Campeões da CONCACAF, principal torneio de clubes desta confederação, cujo título dá vaga ao Mundial de Clubes da FIFA).
Time-base: Dirceu; Alemão e Sinval; Michel, Tomires e Nenzinho; Djalma Freitas, Bé, Osvaldo, Raúl Bentancor e Elcy. (Outro titular: Bria.) Técnico: Palmeira.
1961-1962 - Bicampeão Pernambucano O novo time do Sport foi montado a partir de 1960, com jogadores experientes, todos de reconhecida qualificação técnica. O time era formado por Manga, Bria, Alemão, Tomires e Nenzinho; Laxixa e Raúl Bentancor; Traçaia, Djalma Freitas, Osvaldo e Elcy. Com o goleiro Dirceu no lugar de Manga, e com o zagueiro Sinval na vaga de Bria, esse time iniciava em dezembro de 1961 a jornada de mais um bicampeonato, vencendo na final o Náutico do novato Ênio Andrade por 3x2 na Ilha do Retiro.
O Sport seria Bicampeão no outro dezembro, mudando apenas o adversário da final. Em vez do Náutico, o outro histórico rival, o Santa Cruz. Algumas modificações foram realizadas: Nelson na zaga direita, Leduar no lugar de Laxixa e Adelmo na posição de Osvaldo com o comando do técnico Palmeira.
1963 - Primeiro torneio internacional