Deimos (em grego: terror), é o menor e mais afastado dos dois satélites naturais de Marte. É, também, uma das menores luas do Sistema Solar. Deimos tem um raio médio de 6,2 km e uma velocidade de escape de 5,7 m/s (20 km/h). Além disso, leva 1,26 dias para girar em torno de Marte com uma velocidade orbital média de 1,36 km/s.

Deimos demora o mesmo tempo a completar uma volta ao redor de Marte, quanto a completar uma volta sobre si próprio. Como consequência disso, Deimos tem sempre a mesma face voltado para Marte.Fobos e Deimos - Satélites de Marte siteastronomia.com

A lua foi descoberta em 12 de agosto de 1877 – juntamente com Fobos, o outro satélite de Marte, seis dias depois – por Asaph Hall e fotografado pela Viking 1 em 1977. Deimos tem um formato bastante irregular e acredita-se que se trate de um asteroide que foi perturbado de sua órbita por Júpiter e que foi capturado pela gravidade de Marte, passando a ser seu satélite.

O nome Deimos (pânico) vem de uma figura mitologia grega e é um dos três filhos de Ares (Marte na mitologia romana) e Afrodite.

Características principais Por ser pequeno, Deimos não apresenta uma forma esférica, possuindo dimensões muito irregulares. É composto por rochas ricas em carbono, tal como muitos asteroides, e gelo. A sua superfície apresenta um número razoável de crateras mas, relativamente a Fobos, é muito mais lisa, consequência do preenchimento parcial das crateras com regolito (rochas decompostas). As maiores crateras deste satélite são Swift e Voltaire que medem, aproximadamente, 3 km de diâmetro.

Visto de Deimos, Marte surge no céu como um objeto mil vezes maior e 400 vezes mais brilhante do que a Lua cheia, como é observada da Terra.

Visto de Marte, Deimos surge como um pequeno ponto no céu, difícil de distinguir dos outros astros embora, no seu máximo brilho, possua um brilho equivalente a Vênus (tal como é visto da Terra).

Formações geológicas thumb|255px|As duas crateras com nome em Deimos Uma simulação de computador e uma análise de dados indicam que Fobos e Deimos se originaram da desintegração de uma lua muito maior entre 1 e 2,7 bilhões de anos atrás. Apenas duas formações geológicas em Deimos receberam nomes. As crateras Swift e Voltaire receberam nomes de autores que especularam a existência de luas marcianas antes que elas fossem descobertas.Gazetteer of Planetary Nomenclature, Programa de Pesquisa em Astrogeologia do USGS

Cratera Referência Coordenadas Diâmetro (m) Swift Jonathan Swift 12,5°N 358,2°W 1 000 Voltaire Voltaire 22°N 3,5°W 1 900Deimos Nomenclature: Crater, craters

Exploração A exploração de Deimos é similar à exploração de Marte e de Fobos.Mars Phobos and Deimos Survey (M-PADS)–A Martian Moons Orbiter and Phobos Lander (Ball, Andrew J.; Price, Michael E.; Walker, Roger J.; Dando, Glyn C.; Wells, Nigel S. and Zarnecki, John C. (2009). Mars Phobos and Deimos Survey (M-PADS)–A Martian Moons Orbiter and Phobos Lander. Advances in Space Research, 43(1), pp. 120–127.) Entretanto, nenhum pouso foi realizado e nenhuma amostra analisada. O satélite foi apenas fotografado pela sonda Viking 1.

Uma missão de retorno de amostras chamada "Gulliver" foi planejada.Dr. Britt - The Gulliver Mission: Sample Return from Deimos Basicamente, 1 quilograma de material de Deimos seria retornado à Terra nesta missão.

Ver também Fobos e Deimos na ficção Trânsito de Deimos em Marte

Categoria:Objetos astronômicos descobertos em 1877