Egas Ermiges de Ribadouro, O Bravo (m. c.1090) foi governador de Arouca, e um importante senhor com autoridade em grande parte da região do Ribadouro.

Biografia Foi filho de Ermígio Viegas I de Ribadouro e Unisco Pais. Era irmão de Monio Ermiges e portanto tio do célebre Egas Moniz, o Aio. Segundo alguns, terá sido o chefe da família, já que foi, dos filhos de Ermígio, o que tomou o apelido "Gasco", então tradicional por entre os chefes de linhagem da família. À chefia contribui o grande poder e autoridade que deteve no Ribadouro, resultante no seu longevo governo tenencial em Arouca e também em Benviver, Aregos e Lamego. Embora se tenha tentado comprovar que na verdade governou todo o conjunto de terras (que se compunham pelas que ele governou) que se designava Anégia, a falta de documentação que o refira como senhor de Anégia leva a que se ponha esta hipótese de lado, significando provavelmente que quando acedeu ao poder a terra de Anégia já estava desagregada. Surge no entanto, como senhor de Entre-os-Rios, que seria sinónimo de Benviver.

A sul do rio Douro, dada a conquista de Coimbra por Fernando I de Leão em 1064, e a subsequente entrega do governo do Condado de Coimbra ao alvazil moçárabe Sesnando Davides, Egas, no seu domínio, terá estado subordinado a este.

Papel fundiário Em 1088, doou ao Mosteiro de Paço de Sousa vários bens que detinha, com várias proveniênciasː uns herdara do pai, com destaque para as vilas de Galegos, Ascariz e Lagares, outros herdara da mãe, em Touriz e Sabariz, e ainda outros de uma tia, Vivilde Viegas de Ribadouro, como Pedorido, na terra de Paiva. O seu casamento com Gontinha Eres, senhora de Moldes e padroeira do Mosteiro de Arouca, deu-lhe acesso a vários bens nessa região, doando alguns deles a Paço de Sousa, e ainda ao governo de Arouca. Provavelmente durante o seu mandato doou também ao cenóbio de Paço de Sousa a quinta parte do que havia sido do seu sogro, por casamento.

Egas Ermiges terá falecido por volta de 1090, ou até 1095.Segundo Fernandes (1960), qualquer documento de data posterior a 1090 que dê este senhor como vivo é falso. Contudo, Lima (1993) refere documentação de Egas até 1095.

Matrimónio e descendência Egas desposou D.Aldara de Penagate, de quem teve:

Egas Viegas de Penagate Paio Viegas de Ribadouro, . Soeiro Viegas de Ribadouro Também lhe é apontado de forma equivocada, o matrimonio com D.Goto (por vezes grafado Gontinha) Eres de Lugo, filha de Conde Ero Fernández de Lugo, Conde de Lugo, o que é cronologicamente impossível, dado que este Ero faleceu em 0926, enquanto sua outra filha Godiña, desposou na verdade Pedro Viegas. Outra inconsistência nesta proposição, é de que, teria sido o seu genro, o conde Rodrigo Fróilaz, faleceu em 1035!

Bibliografia

Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira - 50 vols. , Vários, Editorial Enciclopédia, Lisboa.

Gayo, Manuel José da Costa Felgueiras, Nobiliário de Famílias de Portugal, Carvalhos de Basto, 2ª Edição, Braga, 1989, vol. IV-pág. 377 (Coelhos).

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