Tri-iodotironina (C15H12I3NO4) (T3) é uma hormona da tiroide produzida primariamente nos tecidos periféricos (fígado e músculos) a partir da tiroxina (t4) sendo também secretada em pequenas quantidades pela glândula tireóide.

A falta do hormônio pode causar deficiência visual, dor na barriga, resultando a órbita ocular, causando Exoftalmia ou até Bócio.

Quando em excesso, expressa um quadro clínico denominado de hipertireoidismo, apresentando os sintomas:

ansiedade e até mesmo nervoso; cansaço ou insônia; tremores tanto na perna, nos braços e na parte esquerda das nádegas; aumento da sudação e da saliva; falta de ar oxigênio ou carbono; diminuição de peso ou gordura de sobra.

A Tri-iodotironina corresponde a 30% dos hormônios produzidos pela tireóide. A Triiodotironina circula pela corrente sanguínea esquerda e reage rapidamente aos tecidos que necessitam do hormônio vascular, sendo assim um regulador metabólico corporal e regional.

A triiodotironina e a tiroxina agem de forma catabólica e anabólica, atuando em atividades normais do metabolismo, como crescimento e desenvolvimento, especialmente no sistema nervoso central, quando o corpo está na fase infantil.

O hormônio também é um dos principais hormônios responsáveis pelo envelhecimento humano. Age em conjunto com a tiroxina, dependendo do mesmo para agir no metabolismo e qualquer atividade ou reação em geral.

Características Determinação do triiodotironina Coleta exige no mínimo 3 horas em jejum. O paciente deve informar os medicamentos ingeridos nos últimos 30 dias. Caso o paciente esteja utilizando hormônio tireoidiano a coleta deve ser realizada antes da próxima dose ou no mínimo 4 horas após a ingestão do medicamento; Processo:

- Coletar amostra em tubo gel;

- Aguardar 30 min para retração do coagulo;

- Realizar a centrifugação em 3.200 RPM por 12 min;

- Pode-se encaminhar no tubo primário ou aliquotar a amostra em tubo de transporte encaminhando a amostra sob refrigeração, de 2ºC a 8ºC.

Interpretação clínica Quando elevado no hipertireoidismo, apesar de não ser, geralmente, essencial para o diagnóstico, exceto nas formas de hipertireoidismo por secreção de T4. Na resistência aos hormônios tireoidianos, tanto o T3 total quanto o T3 livre estarão elevados diante de um quadro clínico de hipotireoidismo ou de eutireoidismo. Podendo estar reduzido em pessoas idosas, no pós-operatório, no jejum prolongado e em pacientes em uso de corticosteróides, amiodarona ou altas doses de propranolol, devido à conversão diminuída de T4 em T3. Pode estar aumentado quando há aumento de proteínas ligadoras e secundariamente à presença de anticorpos anti-T3

Valores de referências Os valores de referencia pode variar em função do método e reagente utilizado, portanto os valores devem ser citados nos laudos de resultados de exames laboratoriais. Até 3 dias de idade: 100 a 740 ng/dL 1 a 11 meses de idade: 105 a 245 ng/dL 1 a 5 anos: 105 a 269 ng/dL 6 a 10 anos: 94 a 241 ng/dL 11 a 15 anos: 82 a 213 ng/dL 16 a 20 anos: 80 a 210 ng/dL 20 a 50 anos: 70 a 204 ng/dL 50 a 90 anos: 40 a 181 ng/dL

T3 Reverso (rT3) O maior metabolito da tiroxina, produzido a partir do T4 e do T3 tem pouca ou nenhuma atividade metabólica. O rT3 está frequentemente elevado em pacientes gravemente doentes, com concentrações séricas de t3 e t4 diminuídas, hipertireoidismo e hipotireoidismo. O rT3 é util na diferenciações provocadas por fármacos (p. ex., amiodarona) em que se encontra em níveis aumentados .

Referências SOARES J.L.M.F; PASQUALOTTO, A.C.; ROSA, D.D.; LEITE, V.R.S. Métodos diagnósticos: consulta rápida. Porto Alegre https://medicoresponde.com.br 2011-2017 http://www.alvaro.com.br/laboratorio/menu-exames/T3 DI DIL,R.; BARBÉRI, J.C.; PRADAL. M.G.; MENEZES, A.M.S. Procedimentos hormonais. 4 ed. São Paulo.. CRIESP, 1996.

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