198x198px|thumb|Ernst von Mansfeld O Cerco de Pilsen (ou Plzeň) ou Batalha de Pilsen foi um cerco à fortificada cidade de Pilsen, no Reino da Boêmia (atualmente na República Tcheca) e no Sacro Império Romano-Germânico, efetuado por forças protestantes da Boêmia e do Eleitorado do Palatinato em 1618, lideradas pelo conde Ernst von Mansfeld. Esta foi a primeira principal batalha da guerra dos 30 anos. A vitória protestante e subsequente captura da cidade estimularam ainda mais a revolta boêmia.
As rivalidades entre católicos e protestantes e assuntos constitucionais germânicos foram gradualmente transformados na guerra dos 30 anos. Apesar de na essência ser um conflito religioso, também envolveu plano político do Império Sueco e da França para procurar diminuir a força da dinastia dos Habsburgos, que governavam a Monarquia de Habsburgo (futuro Império Austríaco). As hostilidades causaram sérios problemas econômicos e demográficos na Europa Central, que tiveram fim somente com a assinatura em 1648 de alguns tratados (Münster e Osnabrück), são chamados de Paz de Vestfália.
Antes da Paz, o Sacro Império Romano era uma coleção fragmentada de estados independentes, onde a posição do Sacro Imperador era principalmente titular, mas os imperadores da dinastia de Habsburgo também governavam diretamente uma grande parte do território imperial (terras do arquiduque da Áustria e do Reino da Boêmia), partes do Reino da Hungria, a Espanha e seu império, que incluiu: a Holanda espanhola, o sul da Itália, as Filipinas e, a maioria das Américas; mostrando que o domínio austríaco era uma grande potência europeia no meio do império.
Além dos Habsburgos, o Sacro Império Romano continha várias potências regionais, como o Ducado da Baviera, o Eleitorado da Saxônia, o Magrave de Brandemburgo, o Eleitorado do Palatinado e o Condado de Hesse, além de muitas cidades livres, abadias, príncipes-bispados e, senhorios mesquinhos (cuja autoridade era somente a uma vila). Somente a Áustria e a Baviera eram capazes de fazer política em nível nacional; eram comuns alianças entre estados relacionados à família, devido à prática frequente de herança partível (de um senhor entre seus filhos).
Os governantes das nações vizinhas ao Sacro Império Romano também contribuíram para a eclosão da guerra dos 30 anos: a Espanha interessada nos estados alemães; a França estava quase cercada pelos dois estados Habsburgos e, sentindo-se ameaçada, e queria exercer seu poder contra os estados alemães mais fracos e, levou à participação da França católica no lado protestante da guerra; a Suécia e a Dinamarca-Noruega estavam interessadas em controlar os estados do norte da Alemanha de fronteira com o Mar Báltico. Ver também
Estado-nação Guerras religiósas na Europa Guerra dos Oitenta Anos Guerra da Sucessão de Mântua Guerra Franco-Espanhola (1635-1659) Guerra da Restauração Segunda Guerra dos Trinta Anos Cerveja pilsen
Pilsen Categoria:História da Chéquia Categoria:1618 na Europa Categoria:Conflitos em 1618