Eduardo Palassin Guinle (Porto Alegre, 18 de março de 1844 – Rio de Janeiro, 10 de março de 1912) foi um empreiteiro, industrial e banqueiro brasileiro.
Foi o patriarca dos Guinle no Brasil, uma das famílias mais ricas do país entre o Império e os governos militares. A proximidade do poder na então capital federal, o Rio de Janeiro, favoreceu sobremaneira os negócios da família Guinle, que explorou por noventa anos o Porto de Santos e executou diversas obras públicas no país. Alguns apontam que a transferência da capital para Brasília teria sido uma das causas da derrocada financeira do clã.
Família Eduardo era filho dos imigrantes franceses, Jean-Arnauld Guinle e Josephine Désirée Bernardine Palassin, que emigraram para o Uruguai e depois para o Brasil.
Casou-se, em Porto Alegre, com Guilhermina Coutinho da Silva (1854–1925), filha de Sebastião Coutinho da Silva e da brasileira descendente de italianos Francesca Tubino. Tiveram os seguintes filhos:
Luís Guinle, deputado federal pelo Rio de Janeiro, não se casou; Eduardo Guinle, casado com sua prima Branca Coutinho Ribeiro; Guilherme Guinle, político e diplomata na Itália; Carlos Guinle, casado com Gilda de Oliveira Rocha e pai de Jorginho Guinle; Arnaldo Guinle, empresário, não se casou, nem teve descendentes; Celina Guinle, casada com o aristocrata Linneo de Paula Machado; Octávio Guinle, fundador do Copacabana Palace, avô da atriz Guilhermina Guinle; Heloísa Guinle, casada com seu primo Samuel Ribeiro (irmão mais velho de Branca), sem descendentes.
Companhia Docas de Santos Com a inauguração da São Paulo Railway em 1867 ficou ainda mais importante o desenvolvimento do porto de Santos. Após tentativas fracassadas de outros empreendedores, os sócios liderados por Eduardo Guinle e Cândido Gaffrée venceram a concessão em 1886. O contrato, celebrado em 1888, deu a eles monopólio durante 39 anos (prorrogado em 1890 por 90 anos). Em novembro de 1980 acabou a concessão que passou para a CODESP. A empresa ainda existe e hoje se chama Docas Investimentos.
Ancestrais Filho de imigrantes franceses, da região dos Altos Pirenéus, sua família tinha origem na aristocracia rural francesa, rebaixada, no século XVI, por suas convicções huguenotes, em oposição à rainha Catarina de Médici; Jean-Arnauld, pai de Eduardo, casou-se em 1843, em Montevidéu, com Josephine Palassin. Eduardo, único filho destes, foi casado com Guilhermina Coutinho da Silva, filha de Sebastião Coutinho da Silva (natural de Montevidéu, filho de pais espanhóis), e Francesca Tubino, natural de Gênova.
Homenagens Há uma rua com seu nome em Botafogo, Rio de Janeiro. Além disso, há uma rua com o nome de sua esposa (Rua Guilhermina Guinle) e um busto, dedicado à Eduardo, no Copacabana Palace. Há também um estádio de futebol com seu nome na região serrana do Rio de Janeiro em Nova Friburgo, o Estádio Eduardo Guinle do Friburguense Atlético Clube.
Bibliografia
Bulcão, Clóvis. Os Guinle: A História de uma Dinastia. 2015. Editora Intrínseca. Rio de Janeiro, RJ. Needell, Jeffrey. A Tropical Belle Epoque: Elite culture and society in turn-of-the-century Rio de Janeiro. 1987. Cambridge University Press. Marcovitch, Jacques. Pioneiros & Empreendedores: A Saga do Desenvolvimento no Brasil: Volume 2. 2005. Editora Edusp e Editora Saraiva.
Categoria:Empresários do Rio Grande do Sul Categoria:Família Guinle Categoria:Mortos em 1912 Categoria:Naturais de Porto Alegre Categoria:Brasileiros de ascendência francesa