thumb|Escritas (da esquerda para direita)ː mongol, tibetana, chinesa e manchu no Templo de Yonghe, em Pequim

A escrita tibetana é um abugida originado da família brami usada para escrever a língua tibetana bem como as línguas butanesa, siquim, ladakhi e por vezes a balti. A forma impressa da escrita é denominada escrita uchen (; "com uma cabeça") enquanto que a escrita cursiva a mão e usada no dia a dia é chamada escrita umê (; "sem cabeça").

História O alfabeto tibetano foi composto no século VII pela tradução de textos sagrados do budismo. Derivado das escritas cursivas utilizadas nessa altura na Índia central, foi composto com um manifesto cuidado de simplificação, graças a um rigoroso conhecimento da fonética. A criação foi atribuída a Thonmi Sambhota, ministro do primeiro rei tibetano convertido ao budismo, que teria trazido, em livros sagrados, estas escritas das Índias.

Essa escrita está intimamente ligada à etnia tibetana, porém, é também usada por línguas tibetanas faladas no Butão, em partes da Índia e do Nepal e mesmo no Paquistão.Chamberlain 2008 Além disso, a escrita tibetana influenciou a criação de outras escritas como a limbu e lepchaDaniels, Peter T. and William Bright. The World’s Writing Systems. New York: Oxford University Press, 1996. e a 'phags-pa. A escrita tibetana apresenta muitas formas romanizadas.Ver, por exemplo

Descrição

A escrita Tibetana tem 30 consoantes, também conhecidas como radicais. ཀ ka ཁ kha ག ga ང ngaཅ ca ཆ cha ཇ ja ཉ nyaཏ ta ཐ tha ད da ན naཔ pa ཕ pha བ ba མ maཙ tsa ཚ tsha ཛ dza ཝ wa (não era originalmente parte do alfabeto)No antigo Tibetano não há letra w, que era, porém, um dígrafo para 'w.ཞ zha No caso de Zh e Sh, o h significa palatização. ཟ za འ 'a O h ou apóstrofo (’) geralmente significa aspiração.ཡ ya ར ra ལ laཤ <small><small>sha ས sa ཧ ha A letra h isolada implica fricativa glotal surda.ཨ a

Como ocorre como na maior parte das línguas Indianas, cada consoante inclui uma vogal /a/ inerente. Um aspecto único da escrita tibetana é que as consoantesa podem ser escritas simplesmente como radicais, ou podem ser escritas de outras formas, como, por exemplo, com sobrescritos e subscritos. A posição sobrescrita sobre o radical é reservada para as consoantes (sons) r, l, s, enquanto que as posições subscritas sob o radical é para as consoantes y, r, l, w. Para entender como isso funciona, pode-se observar o radical do carácter "ka" ao se tornar "kra" ou "rka". Em ambos os casos, o símbolo para "ka" é usado, mas quando o R está entre a consoante e a vogal, é adicionado um subscrito. Por outro lado, quando o R vem antes do conjunto consoante + vogal, adiciona-se um sobrescrito.(Conf. Daniels) R realmente muda de forma quanto está acima da maior parte das outras consoantes; assim temos རྐ rka. Há, porém, uma exceção a isso no grupo consonantal རྙ rnya. De forma similar, as consoantes w, r, y mudam sua forma quando estão junto a outras consoantes - ཀྭ kwa; ཀྲ kra; ཀྱ kya.

Além de serem escrita com sobre e subscritos, algumas consoantes podem também ser pocionadas em posições de pré-escritas, pós-escritas ou mesmo pós-pós-escritas. Por exemplo, as consoantes g, d, b, m, ’a ("’a chung") podem ser usadas em posição pré-escrita, à esquerda, de outros radicais, enquanto que a posição após o radical (pós-escrita) pode ser tomada por dez das consoantes (g, n, b, d, m, ’a, r, n̄, s, l. A terceira posição, a pós-pós-escrita, é usada somente para as consoantes d e s (Conf. Daniels).

As vogais usadas na escrita tem os sons a, i, u, e, o. A vogal a é inerente a cada dos radicais de consoantes, mas as demais devem ser indicadas por marcas (diacríticos). Assim: ཀ ka, ཀི ki, ཀུ ku, ཀེ ke, ཀོ ko. As vogais i, e, o são posicionadas sobre a consoante como diacríticos, enquanto que a vogal u é posicionada sob a consoante (conforme Daniels). No Tibetano antigo, havia o diacrítico gigu, 'verso', de significado desconhecido. Não há distinção entre vogais longas e curtas no tibetano antigo, exceto para palavras externas à língua, em especial aquela vindas do Sânscrito.

No sistema Tibetano de escrita, as sílabas são escritas da esquerda para a direita.Asher, R. E. ed. The Encyclopedia of Language and Linguistics. Tarrytown, N. Y.: Pergamon Press, 1994. 10 vol. As sílabas são separadas por um tseg (་); como muitas palavras Tibetanas são monossilábicas, essa marca é, por vezes, não usada, sendo substituída por um espaço para separação de palavras.

Mesmo que alguns dialetos Tibetanos apresentem tons, como a língua em si própria não tinha esses tons quando da criação da escrita, os mesmos não são expressos na escrita. Como os tons se desenvolveram a partir de características segmentais, eles podem ser inferidos pela também ser identificados nas palavras tibetanas. Como nas outras escritas indianas, dígrafos consonantais são por vezes feitos caracteres um sobre o outro na vertical. Infelizmente, algumas fontes para informática não atendem a essa característica da escrita Tibetana, não podendo ser aqui apresentados de forma correta.

Transliteração do Sânscrito Conforme o IAST Vogais Devanagari IASTTibetanoSinais dependentes de vogais  DevanagariIASTTibetano Sinais dependentes de vogaisअཨ औཨཽཽआཨཱཱऋརྀྲྀइཨིིॠརཱྀཷईཨཱཱིིऌལྀླྀउཨུུॡལཱྀཹऊཨཱཱུུअंཨཾཾएཨེེअँཨྃྃऐཨཻཻअः<span style="font-size:200%;">ཨཿཿओཨོོ  Consoantes DevanagariIASTTibetano  DevanagariIASTTibetanoकཀदདखཁधདྷगགनནघགྷपཔङངफཕचཙबབछཚभབྷजཛमམझཛྷयཡञཉरརटཊलལठཋवཝडཌशཤढཌྷषཥणཎसསतཏहཧथཐक्षཀྵ

As consoantes retroflexas "cerebral" do Sânscrito ट ठ ड ण ष (, , , , ) são representadas pela reversão das letras ཏ ཐ ད ན ཤ (ta, tha, da, na, sha) para ter-se ཊ ཋ ཌ ཎ ཥ (Ta, Tha, Da, Na, Sa).

È um regra clássica de transliteração च छ ज झ (ca cha ja jha) para ཙ ཚ ཛ ཛྷ (tsa tsha dza dzha), respectivamente. Atualmente, ཅ ཆ ཇ ཇྷ (ca cha ja jha) também podem ser usados. Unicode Bloco em Unicode Tibetano é U+0F00–U+0FFF.Unicode block U+0F00 – U+0FFF; Tibetan script. Esse inclui letras, dígitos, várias pontuações e símbolos especiais usados em textos religiosos. Notas

Bibliografia Em inglês Asher, R. E. ed. The Encyclopedia of Language and Linguistics. Tarrytown, N. Y.: Pergamon Press, 1994. 10 vol. Beyer, Stephan V. (1993). The Classical Tibetan Language. Reprinted by Delhi: Sri Satguru. Chamberlain, Bradford Lynn. 2008. Script selection for Tibetan-related languages in multiscriptal environments. International Journal of the Sociology of Language 192:117-132. Csoma de Kőrös, Alexander (1983). A Grammar of the Tibetan Language. Reprinted by Delhi: Sri Satguru. _____ (1980–1982). Sanskrit-Tibetan-English Vocabulary. 2 vols. Reprinted by Delhi: Sri Satguru. Daniels, Peter T. and William Bright. The World’s Writing Systems. New York: Oxford University Press, 1996. Das, Sarat Chandra: “The sacred and ornamental characters of Tibet”. Journal of the Asiatic Society of Bengal, vol. 57 (1888), pp. 41–48 and 9 plates. Das, Sarat Chandra (1996). An Introduction to the Grammar of the Tibetan Language. Reprinted by Delhi: Motilal Banarsidass. Jäschke, Heinrich August (1989). Tibetan Grammar. Corrected by Sunil Gupta. Reprinted by Delhi: Sri Satguru. Referências externas

Caligrafia Tibetana – como escrever no abugida Tibetano. Aprendendo escrita Tibetana - by Don-grub - (PDF 14 MB / DjVu 6.11MB) Origins of tibetan calligraphy: History of Tibetan script and guide to Tibetan script. Omniglot – Escrita Tibetana Elements of The Tibetan writing system. Introduction to Tibetan Orthography Free Tibetan Fonts Project Ancient Scripts: Tibetan Daicing Alphabet of Tibetan Transliteration (DAO) & Daicing Tibetan Keyboard Referências Unicode Unicode U0F00-U0FFF, escrita tibetana (162KB) Modelo de Codificação da Escrita Tibetana - UCS Lista de documentos relacionado à codificação da Escrita Tibetana em Unicode – padrão ISO 10646 Jomolhari Font - Unicode compatible. Download Overview of Tibetan Unicode fonts 2 fonts - not Unicode compatible. 2 fonts: 1 Macintosh, not Unicode compatible. Tibetan Scripts, Fonts & Related Issues - "THDL" articles on Unicode font issues; free cross-platform OpenType fonts - Unicode compatible.

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