A PPG Paints Arena, anteriormente conhecida como Consol Energy Center, é um estádio de esportes indoor e arena de eventos na cidade de Pittsburgh, estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, inaugurado em 1 de agosto de 2010 para a temporada de 2010-11., após a construção ter-se iniciado em 14 de agosto de 2008. É a substituta da Mellon Arena, estádio que o Pittsburgh Penguins, time de hóquei no gelo da cidade na NHL, utilizara desde sua fundação, em 1967. Foi o primeiro estádio da NHL a receber certificação ambiental.
Planejamento Financiamento 246px|thumb|direita|Construção do estádio em foto de outubro de 2008 O Pittsburgh Penguins estudava opções para construir um estádio substituto para a Mellon Arena, estádio mais antigo e de menor capacidade da NHL, desde que o grupo liderado pelo ex-jogador Mario Lemieux comprou o time, em 1999. Para Lemieux, não seria possível o time sobreviver na cidade sem um novo estádio. Em uma tentativa de não usar dinheiro público, os Penguins inscreveram-se para uma licença de operação de máquinas de caça-níqueis no estádio da Pensilvânia. A licença foi dada, mas era necessário que um cassino fizesse a operação, por isso os Penguins fizeram um acordo com os Cassinos Isle of Capri, que se ofereceram para financiar totalmente um estádio que custasse até 290 milhões de dólares se a empresa pudesse construir um cassino de quinhentos milhões de dólares nos arredores. Em 20 de dezembro de 2006, a licença de operação foi dada a outro cassino, o Majestic Star, que concordou em pagar 7,5 milhões de dólares anualmente pelos primeiros trinta anos, que se somariam a um pagamento anual de 4,3 milhões de dólares feito pelos Penguins e outro de 7,5 milhões de dólares advindos de um fundo estadual alimentado pela receita com máquinas caça-níqueis. O cassino escolhido enfrentou dificuldades financeiras, o que fez com que os contribuintes financiassem todo o projeto. Entretanto, em 14 de agosto de 2008, o governo da Pensilvânia escolheu um novo dono para os cassinos, o que afastou um risco iminente de concordata.
Em outubro do mesmo ano, os Penguins fizeram um acordo com o Grupo Horizon Properties para construir um hotel de 142 quartos adjacente ao estádio, cuja marca seria Cambria Suites Hotel, do grupo Choice, e que teria dois aparelhos de televisão de LCD e um tocador de CD e DVD por apartamento. A previsão era de que o hotel fosse inaugurado em agosto de 2010. O terreno pertencia ao poder público, mas os Penguins puderam usar um crédito financiado para adquiri-lo, e o processo de compra foi finalizado em 7 de maio de 2009, por um total de 475 mil dólares, retirados de um fundo de compensação pela receita de estacionamento que seria perdida quando a área anteriormente ocupada pela Mellon Arena fosse reestruturada. O projeto do hotel foi considerado pelo time como "o primeiro passo" de um plano, classificado pelo jornal Pittsburgh Post-Gazette como ambicioso, de transformar todo o perímetro do estádio em um empreendimento misto residencial, comercial e empresarial. Ainda havia planos para a construção de um restaurante e uma academia.
O acordo para a construção do estádio foi fechado em 13 de março de 2007 por Lemieux, proprietário dos Penguins, pelo prefeito de Pittsburgh, Luke Ravenstahl, e pelo governador da Pensilvânia, Ed Rendell, depois de muita negociação. Durante as negociações, os Penguins estudaram mudar o time para Kansas City ou Las Vegas; depois que o acordo foi selado, os Penguins concordaram em ficar em Pittsburgh por no mínimo mais trinta anos. Lemieux, entretanto, admitiria mais tarde, durante a cerimônia de lançamento da pedra fundamental do novo estádio, que a realocação da franquia nunca tinha sido uma possibilidade, mas apenas uma tática de negociação para ajudar o time a conseguir o financiamento da construção por parte tanto do estado como da cidade. Nos planos originais, a previsão de inauguração do estádio era para a temporada de 2009–10, mas ela foi adiada para a temporada seguinte. A previsão inicial de custos foi baseada na estimativa original dos Cassinos Isle of Capri (290 milhões de dólares), mas foi aumentada para 321 milhões de dólares cerca de três meses depois de a construção começar. Depois de meses de litígio, o Rivers Casino assumiu em novembro de 2009 os pagamentos anuais de 7,5 milhões de dólares até 2038 e, em contrapartida, recebeu garantias de que outro cassino só poderia se instalar num raio de sessenta milhas caso assumisse o pagamento proporcional das parcelas anuais.
Em 15 de dezembro de 2008, foi anunciado que a companhia de carvão e gás Consol Energy comprara os direitos sobre o nome do estádio por 21 anos, por um total de no mínimo 104 milhões de dólares, muito mais do que os contratos dos outros estádios da cidade, Heinz Field, PNC Park e Mellon Arena. A negociação levou cerca de seis meses e, segundo David Morehouse, presidente dos Penguins, envolveu ainda "seis ou sete" empresas locais. Além de colocar seu nome no estádio, a empresa passou a ter permissão para usá-lo para eventos corporativos, mas não pretendia interferir na administração do clube. "A pessoa mais inteligente na Consol em relação a hóquei seria de longe a mais burra nesse assunto nos Penguins, então deixaremos o hóquei com eles", disse em outubro de 2010 Nick Deluliis, COO da empresa. Após a divulgação do nome do estádio passaram a surgir inúmeras sugestões de apelidos, mas nenhum acabaria escolhido.
Em 4 de outubro de 2016, entretanto, os Penguins anunciaram um acordo em que a PPG Industries, uma empresa com sede em Pittsburgh, substituiria a Consol Energy Inc. e colocaria imediatamente uma de suas marcas no nome do estádio pelos vinte anos seguintes. O nome passaria a ser PPG Paints Arena. "PPG é um nome que é parte da história de Pittsburgh", explicou David Morehouse, CEO dos Penguins. "Ele está gravado na textura da cidade." Os valores do acordo não foram anunciados, porém o jornal Pittsburgh Post-Gazette conversou com um "especialista do mercado", que especulou uma anualidade entre quatro milhões e nove milhões de dólares, considerando que o time tinha acabado de conquistar a Copa Stanley. Apesar de ter rescindido o contrato de naming rights quinze anos antes de seu fim, a Consol permaneceria como patrocinadora corporativa em uma renegociação do contrato com duração de catorze anos e menor custo. O último passo da mudança de nome foi a nova placa definitiva, instalada apenas em 28 de fevereiro de 2017, quase cinco meses após o anúncio da troca.
O time discutiu o patrocínio dos nomes de seções dentro do estádio, o que acabou fechado — no total, os "acordos de negócios" foram feitos com mais de uma centena de empresas. O contrato de locação, em uma base de 4,1 milhões de dólares anuais, permite aos Penguins ficar com toda a receita de jogos e eventos no estádio, depois de descontadas as despesas. O time também é o responsável pela operação e manutenção do edifício.
Projeto Previa-se que estádio ajudaria a melhorar o bairro onde está sendo construído: há planos para se construir um bar e um supermercado nas proximidades. Esperava-se que um hotel de quatro ou cinco estrelas, com 110 a 115 apartamentos, começasse a ser construído no verão setentrional de 2010, assim como um condomínio de cerca de cinquenta apartamentos, a ser vendidos por pouco menos de 400 mil dólares.
"Uma vantagem de ser [o último estádio a ser construído] é que você pode ver o que fizeram em outros lugares", explicou Tom McMillan, vice-presidente de Comunicações do clube, em outubro de 2010. "A melhor pergunta que fizemos não foi 'Do que você gosta?', mas 'O que você teria feito de diferente?'. Cada decisão foi tomada com o intento de trazer a melhor experiência para o torcedor. Mas quando você entrar lá, perceberá que é um estádio de Pittsburgh. Ele serve direitinho à nossa marca: um time jovem com torcedores jovens. Ele reflete a nova Pittsburgh, a Pittsburgh da tecnologia que ainda respeita seu passado proletário."
O interior da arena foi projetado para ser o mais confortável entre os estádios esportivos dos Estados Unidos. Os 66 camarotes com amenidades, com aluguéis entre 115 mil e 150 mil dólares por ano (quatro deles estariam disponíveis para ser alugados para um jogo só), têm piso de cerâmica italiana, armários de bambu e aparadores de quartzo, em uma altura mediana, ao contrário da Mellon Arena, em que ficavam bem no topo, prejudicando a visão. Ao contrário do que ocorria no estádio antigo, cujos camarotes eram separados do ambiente por vidro, os camarotes do Consol Energy Center são abertos. Além disso, os assentos individuais são acolchoados e têm maior espaço para as pernas e uma melhor vista em geral sem obstruções, e há corredores abertos por trás das arquibancadas de onde mesmo quem está na fila de alguma loja ou lanchonete consegue assistir ao jogo. Os assentos na arquibancada superior têm cerca de 51 centímetros de largura e 84 centímetros de espaço para as pernas, sendo que na arquibancada superior essa última medida é de 89 centímetros. As fileiras de assentos têm maior diferença de altura, para diminuir o problema de obstrução de visão pela pessoa sentada à frente, e essa inclinação é ainda mais acentuada na arquibancada superior. A PPG Paints Arena também cumpre e excede as normas de acessibilidade da lei que rege esse tema nos Estados Unidos. Muitos detalhes das paredes e dos carpetes são em preto e dourado — as cores do time —, e outros detalhes são em azul e prata.
"Fosse nas lojas, no interior do estádio ou nas obras de arte, só tentamos fazer tudo ter o mesmo visual e que essa experiência consistente estivesse ao redor do estádio, e foi tudo baseado na nossa pesquisa feita com usuários", disse Christine Astorino, fundadora e CEO da empresa contratada pelos Penguins para fazer o design do interior do estádio, ao jornal Pittsburgh Post-Gazette, em junho de 2010. "Descobrimos que os torcedores apreciam todos os aspectos do hóquei; não apenas vir aqui e experimentar a energia, mas as raízes do jogo, a nostalgia do esporte. Os torcedores até sentiam que a Mellon Arena era como uma segunda casa para eles, então o novo estádio teria que de alguma maneira incorporar isso, fazer com que eles se sentissem confortáveis e bem-vindos, mas que, ao mesmo tempo, fosse uma experiência totalmente nova e inovadora, que tivesse muito mais a ver com a nova identidade dos Penguins." A pesquisa mencionada por Astorino foi feita com torcedores, que puderam até fazer colagens, listar metáforas e contar histórias de infância do que o hóquei representava para eles.
O estádio tem diversas cadeias de restaurantes, da Primanti Bros., sanduicheria tradicional de Pittsburgh, à Pizza Hut.
O estádio ainda pretendia alcançar a certificação ouro da Leadership in Energy and Environmental Design (LEED; em tradução livre: "Liderança em Design Energético e Ambiental"), a primeira de qualquer estádio da NHL e a segunda maior entre as quatro classificações da agência ambiental. Os aparelhos de reparo do gelo, conhecidos como "zambonis", são movidos a propano, em vez de gasolina, para emissões menores de poluentes, e podem ser abastecidos dentro do estádio, ao contrário das máquinas em uso na Mellon Arena, que tinham de ser abastecidas do lado de fora. Eles custaram dólares. Os racks das lojas dentro do estádio são feitos de bambu reciclado. O estádio conta com uma garagem de quatro andares anexa, com capacidade para quinhentos carros, além de 48 vagas para carros compactos e 28 para veículos de baixa emissão. Além disso, o equipamento para manutenção do gelo foi desenhado especificamente para diminuir o impacto de altas temperaturas externas na superfície de jogo.