Abutilon megapotamicum, comummente conhecida como farolito-do-japão, é uma espécie botânica de plantas da família das Malváceas, muito cultivada como uma espécie ornamental, sendo que já não se lhe conhecem populações selvagens expressivas.
Nomes Dá ainda pelos seguintes nomes comuns: campainhas; campainhas-da-madeira; malva-indiana (não confundir com a abutilon indicum, que consigo partilha este nome); lanterna-japonesa, também grafada lanterninha-japonesa,(não confundir com a Abutilon striatum, que consigo também partilha estes dois nomes); sininho; chapéu-de-cardeal; e abutilhão (denominação comummente atribuída a qualquer uma das espécies do género Abutilon).
Etimologia Do que toca ao nome científico:
O nome genérico, Abutilon, trata-se de uma latinização do substantivo árabe abū ṭīlūn (أَبُو طِيلُون ) que significa «malva indiana». O epíteto específico, megapotamicum, provém do grego antigo e resulta da aglutinação dos étimos mégas (μέγας), que significa «grande», e potamos (ποταμός), que significa «rio; ribeiro», o que configura a noção de «rio grande».
Do que toca aos nomes comuns:
Os nomes alusivos a lanternas e a farolitos prendem-se com o formato da flor, que lembra uma lanterna de papel de estilo asiático.
Os nomes alusivos a campainhas e sinos também se prendem com o formato da flor, mas por alusão a esses instrumentos musicais.
Os nomes «malva-indiana» e «abutilhão» são reiterações do nome científico, o primeiro traduzido para português, o segundo só com a grafia aportuguesada.
Distribuição Trata-se de uma nativa de regiões tropicais, como o Brasil, a Argentina e o Uruguai. Encontra-se classificada como espécie exótica introduzida em Portugal Continental.
Descrição O farolito-do-japão é um arbusto perenifólio de textura semi-lenhosa de ramagem ramificada e escadente, que pode crescer até aos 3 metros.
Conta com flores de grande valor ornamental, as quais exibem um formato tubuloso-campanulado. São flores solitárias, de posicionamento axilar e pendular. Caracterizam-se pelo cálice vermelho, corola amarela e longos estames castanhos, em forma de cacho. Floresce todo o ano, sendo que o faz com mais intensidade no verão e atrai muitos insectos polinizadores e beija-flores.
Os esquizocarpos têm mericarpos polispérmicos.
As folhas são alternas, pecioladas e glabras, têm um formato que vai do cordiforme ao lanceolado. Por vezes, podem apresentar-se ligeiramente trilobadas. Os rebordos das folhas têm um feitio grosseiramente crenado-serrado, com a ponta acuminadas. No que toca à coloração, as folhas são verdes, podendo apresentar manchas amareladas.
Cultivo Privilegia espaços com boa exposição solar ou com sombra só durante parte do dia e solos férteis. Não suporta espaços demasiado secos.
Recomenda-se cortar as flores secas, por molde a evitar o destelar das sementes, para tentar prolongar a longevidade da planta. Há muitas variedades desta espécie, cultivadas pelas suas qualidades ornamentais. As espécies deste género botânico são particularmente resistentes aos fungos do género Armillaria.
Usos
As flores desta planta são comestíveis, sejam cozinhadas, sejam frescas. Têm um sabor agradável e adocicado, quando cruas. O dulçor das flores advém do néctar, o qual continua a ser produzido enquanto as flores estejam abertas.
Lorenzi, H.; Souza, M.S. 2001. Plantas Ornamentales en Brasil: arbustivas, herbáceas y trepaderas. Plantarum
Categoria:Abutilon Categoria:Flora do Brasil Categoria:Flora introduzida em Portugal