Jahbulon, Jabulon ou Jah é uma palavra que foi utilizada para representar o nome inefável de Deus, em algumas sociedades como a Maçonaria e a Ordo Templi Orientis. A palavra "Jahbulon" também é representada em outras formações como Yahbulon ou Jao-Bul-On ou Jah-Buh-Lun ou Jah-Bul-Lun ou Jah-Bel-On. Foi utilizado historicamente, em alguns rituais do grau de Arco Real, no Rito de York, segundo Duncan; e de acordo com Francis X. King, também é utilizada nos rituais do Ordo Templi Orientis, visto que Aleister Crowley teria contato com vários grupos clandestinos maçônico.King, Francis. The Secret Rituais da OTO Samuel Weiser, Inc., 1973. ISBN 0-87728-144-0

Tem havido muita discussão sobre a origem e o significado desta palavra. Não há consenso mesmo entre os pesquisadores maçônicos quanto ao referido nome. Há estudiosos maçônicos que apresentam palavra pela primeira vez no século XVIII no ritual do Arco Real, do Rito de York, como o nome de um explorador alegórico pesquisando as ruínas do Templo do Rei Salomão; há enciclopedista maçônico que afirma que a formação trissílaba é apenas para expor e esclarecer sobre o tetragrama, e defende que Bel seria um nome descritivo para Deus em hebraico; já autores ex-maçons têm alegado que seria um maçônico nome de Deus, outros autores não maçons defendem que seria o secreto e não revelado nome de quem seria um único "deus maçônico".

Origem do nome Segundo o historiador maçom Arturo Hoyos, a palavra Jahbulon foi primeiramente usada em 1700, na França antiga, no grau do Arco Real. Conforme Paul Naudon, seria a relação a uma alegoria maçônico na qual Jabulon era o nome de um explorador vivendo durante o tempo de Salomão que descobriu as ruínas de um templo antigo.Paul Naudon, La Franc-Maçonnerie chrétienne. La tradition opérative. L'Arche Royale de Jérusalem. Le Rite Écossais Rectifié (Paris: Dervy, 1970); Paul Naudon, Histoire, Rituels et Tuileur des Haut Grades Maçonniques (Paris: Dervy, 1993), pp. 315-318. Segundo as explicações de Hoyos e de Morris, dentro das ruínas o explorador encontrou uma placa de ouro sobre a qual o nome de Deus (Jeová) foi gravado, contudo salientam, os autores, que em momento algum, da simbólica representação, é feita ligação entre o nome do explorador e o nome de Deus.Capítulo três: John Ankerberg e John Weldon, autores de The Secret Teachings of the Masonic Lodge From Is It True What They Say About Freemasonry? The Methods of Anti-Masons by Arturo de Hoyos and S. Brent Morris] Afirmam que, como existem variantes deste ritual, diferentes formas do nome do explorador também são encontradas além de Jabulom, como Guibulom.

O Masonic Information Center, publica o pensamento que a palavra é provavelmente derivado de Giblim, de 1 Reis 5:18 referente a palavra gebalitas Conforme tradução de João Ferreira de Almeida Atualizada ou giblitas Conforme tradução de João Ferreira de Almeida Revista e Atualizada ou "homens da cidade de Biblos";Conforme a Tradução Novo Mundo e, segundo Hoyos, devido a "uma má interpretação das letras em hebraico", teria havia a concepção "trinitária" para o nome.Arturo de Hoyos, "The Mystery of the Royal Arch Word," in Heredom: The Transactions of the Scottish Rite Research Society vol. 2 (1993), pp. 7-34.

Na nota de rodapé da página 250, o Duncan Monitor cita o The Insignia e apresenta a PALAVRA (assim escrita na forma versalete), trabalhadas antes, na Inglaterra.

The Insignia of the Royal Arch, p. 34. Isso quer dizer, em vez de JAO-BUL-ON, or JAH-BUH-LUN, o Dr. Oliver sugere:

Siríaco CaldeuHinduJAO, BEL, AUNJAH.BUL.AUM.

O nome Jahbulon gerou controvérsias sobre religião e maçonaria A revelação desse nome fez surgir muita oposição para o que seria ou não o caráter religioso da maçonaria. Os críticos afirmam que isso seria a indicação de um Deus maçônico e que ainda que negassem os maçons haveria uma inclinação religiosa da Sociedade.

Por sua vez, os defensores do caráter não religioso da maçonaria apresentavam quase sempre a afirmação de que "Não existe um Deus maçônico separado (exclusivo)"."Is there a Masonic God? - Resposta: There is no separate Masonic God", Maçônico FAQ's, Perguntas mais frequentes sobre a maçonaria - Publicado com a devida permissão de W. Bro William R. Fischer, Lodge No.181 Bridgeport, Ohio, E.U.A. Essa frase, muito repetida por diversos sites maçons, deve seu crédito a Giuliano di Bernardo, autor que melhor defendeu esse pensamento em Filosofia da Maçonaria,DI BERNARDO, Giuliano – Filosofia da Maçonaria – ed. Royal Arch – 1997 e copiada pelos demais autores, muitas vezes, referindo-se ao caráter não religioso da maçonaria.

Di Bernardo fez uma notável defesa de tese para demonstrar que a maçonaria especulativa, "estado atual da maçonaria", não é uma religião. Di Benardo, Grão-Mestre do Grande Loja Regular da Itália, explica que a maçonaria operativa é uma religião, visto que "o Deus da maçonaria operativa é o Deus cristão ontologicamente interpretado. Maçonaria tem, portanto, uma religião que é apenas a religião cristã. Desde que ela se identifica com a religião cristã, por causa da definição dada, não é uma religião. Maçonaria tem uma religião, mas não é uma religião".

O seu pronunciamento é mais profundo e bem elaborado, e segue:

"Anderson, por conseguinte, substitui a religião cristã, expressão de uma fé particular, com a religião universal de deísmo. Ele não faz nada, mas substitui uma religião com outra religião, sendo que ambos têm de ser interpretadas no seu sentido ontológico. Desde o Deus do deísmo não identificar-se com uma religião, segundo a definição acima, ele é o Deus maçônico. Assim maçonaria não tem apenas uma religião, mas é uma religião em si".

Apesar negar uma formação teológica para a maçonaria, apresenta contudo um conceito teológico que melhor explica a ambigüidade do tema, para demonstrar que apesar que mesmo apresentando um "maçônico Deus", esse Deus maçônico refletirá alguma forma deísta, portanto, a maçonaria pertencerá ao deísmo e aos seus conceitos, não tendo um Deus próprio fora do deísmo, logo não tendo um "deus maçônico" exclusivo.

Apesar de muito copiado e repetido o ensinamento de Giuliano, sua exposição não nega a existência de um "macônico Deus". Sua exposição aponta para a não existência de um "maçônico Deus exclusivo", pois sempre haverá credos que o contenham, e nas suas próprias palavras a "maçonaria não tem apenas uma religião, mas é uma religião em si".

Todo esse assunto em torna da existência do que seria um possível deus exclusivo, secreto e desconhecido, não revelado a profanos, segundo a opinião de críticos, levou à condenação e debates acerca da maçonaria por vários grupos religiosos.

Natanael Rinaldi, pastor e pesquisador do ICP, em "A maçonaria é uma religião?", afirma:

Como a maçonaria exige a crença no Grande Arquiteto do Universo e na imortalidade da alma para que o candidato se torne maçom, isto se torna uma grande evidência de que essa entidade é religiosa e possui um credo ou uma doutrina. Na cerimônia de admissão e a cada passagem de grau são feitos juramentos que nada mais são do que promessas ou profissões de fé no Grande Arquiteto do Universo e na fraternidade maçônica.

Controvérsias em torno do nome Há autores que discorrem sobre a existência desse nome atribuído a Deus, afirmando que seriam divindades secretas, reveladas por ex-maçons que trouxeram ao conhecimento da sociedade somente depois da sua retirada da maçonaria, visto que seus livros não eram vendidos para não maçons em tempos antigos. A morte de seus autores e o fato de seus escritos terem entrado em domínio público foi gradualmente abrindo as portas de um conhecimento outrora reservado a sociedade maçônica, o que causou muitos desgastes e discussões entre maçons e ex-maçons. Sobre o nome Jahbulon, nem mesmo entre maçons, não há unanimidade, visto que enquanto alguns refutam, mesmo autores maçons referem-se ao nome Jabulon como uma revelação do nome de Deus, sem reservas.

Outro autor que promove a visão de que a maçonaria tem o nome Jahbulon como o Deus maçônico, ou sua denominação peculiar é o Rev. AnkerbergElsewhere in their text Rev. Ankerberg and Dr. Weldon use another form of the word, "Masonry leads men to worship a false god (GAOTU, Jah-Bul-On)." Ankerberg and Weldon, p.176.

Hoyos critica e afirma que as alegações de Ankerberg não são originais e que Stephen Knight, autor de A Irmandade, já apontava para a existência desse nome para representar a Deus na maçonariaStephen Knight, The Brotherhood: The Explosive Exposé of the Secret World of the Freemasons (London: Granada/Panther, 1983); published in the United States as The Brotherhood: The Secret World of the Freemasons (New York: Stein and Day, 1984). A afirmação seria de que um "deus" adorado na maçonaria seria a combinação de "Jeová-Baal-Osiris.".

Hoyos afirma que tal alegativa "soa" por demais "sensacional". Apesar do conhecimento sobre esse nome para o leitor leigo ser desconhecida, Walton Hannah já havia publicado sobre esse assunto em 1952,Walton Hannah, Darkness Visible (London: Augustine Press, 1952), pp.34-37. bem como Hubert S. Box, no mesmo período.Hubert S. Box, The Nature of Freemasonry (London: Augustine Press, 1952).

Stephen Knight, discorre da seguinte forma ao falar do nome Jahbulon:

Ankeberg afirma se tratar de um "nome secreto de Deus"Ankerberg também utiliza outra forma da palavra, "Masonry leads men to worship a false god (GAOTU, Jah-Bul-On)." Ankerberg e Weldon, p.176 revelados no Rito de York, Grau do Real Arco (o Sétimo Grau); ou no Rito Escocês, Real Arco de Salomão, o Décima Terceiro Grau, às vezes chamado Cavaleiro do Real Arco (de Enoch).

No Supremo Grande Capítulo de Maçons do Real Arco, pode-se ler sobre a importância da inefável palavra que somente pode ser recebida no Real Arco.

Este Landmark jamais foi alterado e até hoje, nenhum outro grau foi reconhecido oficialmente pela Grande Loja Mãe e todo rito, sistema ou grau adicional da Maçonaria não pode conferir seus graus a um Mestre Maçom até que ele tenha recebido o Grau do Real Arco. Naturalmente, é como deveria ser, porque nenhum homem se torna Mestre Maçom completo até que ele tenha encontrado a Palavra e ela somente pode recebida no Real Arco! Maçonaria do Real Arco, mais Luz na Maçonaria, Supremo Grande Capítulo de Maçons do Real Arco do Brasil

Hoyos rebatendo a afirmação de Ankeberg diz:

"É verdade que uma palavra semelhante é encontrada em algumas versões destes graus (lembrando que rituais maçônicos variam em todo o mundo), mas não é um Deus secreto, ou um nome secreto de Deus. Pode ser considerada uma má lingüística tentativa de apresentar o nome de Deus em três idiomas, tais como "Dios-Dieu-Gott."

O autor Arturo de Hoyos critica Ankerberg de não conhecer o contexto destes rituais, e afirma que "os dois nomes nunca são equiparados", já Ankeberg, em contrapartida, apresenta o ritual contido no Duncan Monitor como uma equiparação ao nome de Deus.

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Abaixo segue o contido no Duncan Monitor:

Nos ritual descrito no Ritual Maçônico e Monitor Duncan, 1866, os três componentes unidos as mãos direita com mão direita e esquerda com mão esquerda passam a pronunciar de forma alternada as sílabas da "palavra de passe" jah - bul - on - je – ho - vah no reconhecimento da sua entrega ao Grau do Arco Real. Três maçons ficam numa posição em que as mãos direitas de cada componente ficam unidas e elevadas com violência, enquanto as mãos esquerda ficam unidas abaixo no centro da formação, e a pronunciação lhes faltam, no esforço respiratório da repetição silábica alternada e das mãos elevadas com força, provocando uma certa dificuldade na respiração.