A temporada de tufões no Pacífico de 2009 foi uma temporada abaixo da média que gerou apenas 22 tempestades nomeadas, 13 tufões e cinco super tufões. Também foi reconhecida como a estação mais mortífera das Filipinas por décadas. A primeira metade da temporada foi muito tranquila, enquanto a segunda metade da temporada foi extremamente ativa. A primeira tempestade chamada Kujira, foi desenvolvida em 3 de maio, enquanto a última tempestade chamada Nida, dissipou-se em 3 de dezembro.

Durante Agosto, o tufão Tufão Morakot devastou Taiwan matando cerca de 800 pessoas e foi conhecido pelo tufão mais mortífero que atingiu o país. Os Tufões Ketsana e Parma afetaram as Filipinas, causando inundações extremas que mataram mais de 600 pessoas com danos superiores a US$300 milhões de ambas as tempestades. O tufão Nida durante o final de novembro alcançou ventos de 285 km/h, o mais intenso da bacia desde o Tufão Paka em 1997.

O objetivo deste artigo é limitado ao Oceano Pacífico noroeste, ao norte da linha do Equador e a oeste da Linha Internacional de Data. Os ciclones formados em todo o Pacífico noroeste são monitorados e ganham um nome dado pela Agência Meteorológica do Japão (AMJ). Sistemas, inclusive depressões tropicais, que se formam ou adentram na área de responsabilidade da Administração de Serviços Atmosféricos, Geofísicos e Astronômicos das Filipinas (PAGASA) ganham um segundo nome. Isto pode acarretar para um mesmo sistema tropical a atribuição de dois nomes.

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Previsões para a temporada +Previsões de atividade tropical para a temporada de 2009FonteDataTotalde TTsTempestadesnomeadasTufõesUCHKMédia (1950–2000) 31 27 17UCHK8 de Abril de 2008 31 27 18Atividade atual 28 22 13 Desde a temporada de 2000, o Laboratório de Pesquisas Atmosféricas na Universidade da cidade de Hong Kong tem previsto o número esperado de ciclones tropicais, tempestades nomeadas e tufões numa temporada. As previsões são liberadas em Abril e Junho.

Esta temporada, a UCHK previu uma temporada dentro da média. Uma temporada média, de acordo com a UCHK, tem 31 ciclones tropicais, 27 tempestades nomeadas e 17 tufões. Em sua previsão de Abril, a UCHK previu 31 ciclones tropicais, 27 tempestades nomeadas e 18 tufões.

Resumo da temporada

O primeiro ciclone tropical da temporada, a depressão tropical Auring, formou-se logo no início de janeiro. Em maio, o tufão Kujira afetou as Filipinas, causando 23 fatalidades. Dias depois, foi a vez do tufão Chan-hom atingir as Filipinas, causando mais 60 fatalidades. Em junho, a tempestade tropical Linfa causou chuvas torrenciais na China e Taiwan, causando 11 mortes. Dias depois, a tempestade tropical Nangka também provocou chuvas torrenciais na região central filipina, causando outras 6 fatalidades. A tempestade tropical Soudelor foi o primeiro ciclone tropical da temporada a atingir o sul da China, e causou 15 mortes. Em julho, o tufão Molave foi o primeiro ciclone tropical da temporada a ameaçar Hong Kong, mas Molave causou pelo menos 4 fatalidades na China. A tempestade tropical Goni provocou chuvas torrenciais no sul da China no início de agosto, provocando 16 fatalidades após ter provocado outras 12 dias antes nas Filipinas.

O tufão Morakot foi o pior desastre natural em Taiwan nos últimos dez anos, provocando mais de 630 mortes ainda em agosto. A tempestade tropical Etau foi o pior ciclone tropical a afetar o Japão em 2009, causando 23 fatalidades. Em setembro, o tufão Choi-wan foi o pior tufão a afetar as Ilhas Marianas do Norte desde 2004. No final daquele mês, o tufão Ketsana deu início a uma sequência de grandes desastres naturais nas Filipinas; suas chuvas torrenciais causaram a morte de mais de 450 pessoas no arquipélago. Ketsana também foi o primeiro grande ciclone tropical a afetar o Vietnã em 2009, e causou a morte de mais de 150 pessoas naquele país. O tufão Parma deu continuidade à série de catástrofes naturais nas Filipinas, causando mais 450 fatalidades no arquipélago apenas uma semana após a passagem de Ketsana. O tufão Melor foi o segundo intenso tufão a afetar as Ilhas Marianas do Norte em 2009, e causou 3 fatalidades ao atingir o Japão no início de outubro. O tufão Mirinae fechou a sequência de desastrosos ciclones tropicais que atingiram as Filipinas em 2009, causando pelo menos 34 fatalidades no arquipélago ainda em outubro. No Vietnã, Mirinae causou ainda mais estragos e causou mais 160 fatalidades naquele país. O tufão Nida foi o mais intenso tufão da temporada e o mais intenso tufão dos últimos dez anos no Pacífico Noroeste, mas seus danos ficaram limitados ao mar agitado, pois não afetou diretamente nenhuma região costeira.

Tempestades

Depressão tropical Auring

A Administração de Serviços Atmosféricos, Geofísicos e Astronômicos das Filipinas (PAGASA) identificou a formação de uma depressão tropical em 3 de janeiro, a leste da região de Mindanau, associado a uma zona de distúrbios meteorológicos que persistia na região desde 30 de dezembro de 2008. No mesmo dia, a Agência Meteorológica do Japão também considerou a formação de uma depressão tropical na região.

A partir de então, Auring começou a seguir para o norte e para o norte-nordeste, sob a influência de uma alta subtropical ao seu leste e um cavado de médias latitudes ao seu noroeste. O cavado também produziu cisalhamento do vento, que impediu a intensificação da depressão e causou o seu enfraquecimento. Com isso, a depressão se degenerou para uma área de baixa pressão remanescente e a PAGASA emitiu seu aviso final sobre o sistema em 5 de janeiro. A AMJ também desclassificou o sistema para uma área de baixa pressão remanescente no dia seguinte.

Com a ameaça de Auring, a PAGASA içou sinais de tempestade nível I para algumas províncias da região de Mindanau e Visayas. Auring produziu fortes chuvas na região de Mindanau, Filipinas, causando severas enchentes, forçando 38.764 pessoas a saírem de suas residências para procurar abrigos de emergência. As enchentes destruíram 294 casas, mataram uma pessoa e deixou outras duas desaparecidas. 12.211 pessoas ficaram presas em portos devido às condições marítimas perigosas causadas pela depressão. 14 caminhões, 44 carros, 75 passageiros de ônibus, 27 barcos e outros 295 veículos também ficaram presos em estradas e em docas. 305 residências foram destruídas e outras 610 foram danificadas. Além disso, cerca de 53 hectares de plantações de arroz e 3,5 hectares de plantações de milho foram afetadas. Cerca de foram afetados pela depressão e os danos foram estimados em 23 milhões de pesos filipinos (cerca de 500.000 dólares - valores em 2009).

Depressão tropical Bising

Em 9 de fevereiro, uma área de perturbações meteorológicas começou a mostrar sinais de organização, a cerca de 150 km ao norte de Palau. Inicialmente, o sistema apresentava áreas de convecção profunda se formando à beira de um cavado de baixa pressão de baixos níveis, numa região com cisalhamento do vento moderado. O sistema continuou a se organizar lentamente, e a Administração de Serviços Atmosféricos, Geofísicos e Astronômicos das Filipinas (PAGASA), a agência meteorológica responsável pela meteorologia nas Filipinas, classificou o sistema para uma depressão tropical, e lhe atribuiu o nome "Bising". Durante as primeiras horas (UTC) de 13 de fevereiro, o centro da depressão fez landfall na ilha filipina de Dinagat, com ventos máximos sustentados de 45 km/h.

A partir de então, Bising começou a se enfraquecer, e a PAGASA desclassificou o sistema para uma área de baixa pressão remanescente ainda naquela noite.

Imediatamente após a formação da depressão em 13 de fevereiro, a PAGASA içou sinais públicos de tempestade nível I para parte das regiões filipinas de Visayas e Mindanau. Porém, todos os alertas e avisos foram descontinuados assim que a depressão se degenerou para uma área de baixa pressão remanescente no dia seguinte. Cerca de 473 pessoas ficaram impedidas de viajar devido ao cancelamento de várias balsas, principalmente nas localidades de Liloan e Ormoc. Em Cebu, cerca de também ficaram impedidas de viajar devido ao cancelamento das balsas durante a passagem da depressão. As chuvas torrenciais associadas ao sistema remanescente de Bising causaram deslizamentos de terra, que bloquearam uma importante autoestrada na Ilha Cebu.

Depressão tropical Crising

Uma área de perturbações meteorológicas formou-se em 28 de abril sobre o mar da China Meridional, a oeste de Manila, capital das Filipinas. Sob condições meteorológicas favoráveis, a perturbação começou a mostrar sinais de organização, e com isso, o Joint Typhoon Warning Center (JTWC) emitiu um Alerta de Formação de Ciclone Tropical (AFCT) ainda naquele dia. Durante a madrugada do dia seguinte, a Administração de Serviços Atmosféricos, Geofísicos e Astronômicos das Filipinas (PAGASA) classificou o sistema para uma depressão tropical, atribuindo-lhe o nome Crising.

Porém, as condições meteorológicas ficaram menos favoráveis durante aquele dia, levando à degradação da depressão. Durante aquela noite, o JTWC cancelou o AFCT. A PAGASA ainda manteve o sistema como uma depressão até a noite (UTC) de 1 de maio, quando a agência filipina desclassificou Crising para uma área de baixa pressão remanescente e emitiu seu aviso final sobre o sistema.

Tufão Kujira (Dante)

Uma área de perturbações meteorológicas que persistia a leste-nordeste das Filipinas começou a mostrar sinais de organização em 28 de abril. O sistema continuou a se organizar gradualmente, e a Administração de Serviços Atmosféricos, Geofísicos e Astronômicos das Filipinas (PAGASA) classificou a perturbação para uma depressão tropical durante a madrugada de 1 de maio e lhe atribuiu o nome local Dante. As previsões foram confirmadas e o JTWC classificou a perturbação para a depressão tropical "01W" ainda durante aquela manhã.

O sistema continuou a se intensificar, e o JTWC classificou o sistema para uma tempestade tropical ainda naquela tarde (UTC). A Agência Meteorológica do Japão também classificou o sistema para uma tempestade tropical durante as primeiras horas (UTC) de 3 de maio, atribuindo-lhe o nome Kujira, que foi submetido à lista de nomes de tufões pelo Japão. Seguindo para nordeste, Kujira afastou-se do arquipélago filipino e começou a se intensificar mais rapidamente. Mais tarde naquele dia, a AMJ classificou Kujira para uma tempestade tropical severa, e para um tufão durante a manhã (UTC) de 4 de maio. O JTWC também classificou Kujira para um tufão naquela manhã. A partir de então, Kujira começou a sofrer rápida intensificação, auxiliada pelas excelentes condições meteorológicas naquela região. Durante a noite (UTC) de 4 de maio, Kujira atingiu seu pico de intensidade, com ventos máximos sustentados de 215 km/h, segundo o JTWC, ou 150 km/h, segundo a AMJ.

A partir de então, Kujira entrou em estabilidade, com ventos máximos sustentados de 195 km/h, enquanto seguia continuamente para leste-nordeste, afastando-se do arquipélago filipino. No entanto, a partir da noite (UTC) de 6 de maio, Kujira começou a se interagir com a zona baroclínica, e a transição extratropical do ciclone começou. Com isso, Kujira começou a se enfraquecer rapidamente, e ainda naquela noite, a AMJ desclassificou Kujira para uma tempestade tropical severa. Durante a madrugada (UTC) de 7 de maio, o JTWC desclassificou Kujira para uma tempestade tropical, e emitiu seu aviso final sobre o sistema assim que o ciclone completava a sua transição extratropical. No entanto, a AMJ manteve Kujira como um ciclone tropical, apesar de desclassificar o sistema para uma simples tempestade tropical ainda naquela manhã (UTC). Finalmente, no início daquela noite (UTC), a AMJ desclassificou Kujira para uma área de baixa pressão extratropical remanescente e emitiu seu aviso final sobre o sistema.