Belo Horizonte é a quarta cidade mais rica do Brasil, com 1,46% do PIB nacional, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, respectivamente. Segundo dados de 2017, seu PIB somou 87,3 bilhões de reais, tendo ultrapassado Curitiba nos últimos anos. Segundo dados do IBGE, em 2015, o PIB per capita do município foi de R$ 34.910,13. A capital tem 77.454 sedes de empresas legalizadas, que abarcam 1.025.205 pessoas ocupadas.Sua região metropolitana possuía um PIB de aproximadamente R$ 120,8 bilhões em 2010, tendo correspondido por 45% de todo o PIB mineiro naquele ano. Segundo dados do IBGE, a rede urbana de influência exercida pela cidade no resto do país abrange 9,1% da população e 7,5% do PIB brasileiro. A influência é percebida em 698 cidades distribuídas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e de Minas Gerais. A Região Metropolitana de Belo Horizonte possui o quinto maior parque produtivo da América do Sul, com destaque para a indústria automobilística e de autopeças, siderurgia, eletrônica e construção civil.

Um dos maiores centros financeiros do Brasil, Belo Horizonte é caracterizada pela predominância do setor terciário em sua economia. Mais de 80% da economia do município se concentra nos serviços, com destaque para o comércio, serviços financeiros, atividades imobiliárias e administração pública. Segundo dados do IBGE, em 2006 o setor agropecuário representou apenas 0,0005% de todas as riquezas produzidas na cidade.

O município está entre os sete municípios com a melhor infraestrutura do país. Posicionada em um eixo logístico do Brasil é servida por uma malha viária e ferroviária que a liga aos principais centros e portos do país. Recebe voos nacionais e internacionais através do Aeroporto de Confins e voos nacionais e regionais através do Aeroporto da Pampulha.

Com um diversificado setor de comércio e da prestação de serviços e contando com uma desenvolvida rede de hotéis, restaurantes e agências bancárias, Belo Horizonte é um dos principais polos de turismo de negócios do país sediando importantes eventos nacionais e internacionais como o III Encontro das Américas em 1997, o 26° Encontro Econômico Brasil-Alemanha em 1999, a 47ª Reunião Anual do BID em 2006 e a Ecolatina em 2007.

Belo Horizonte é também o Portão de Entrada para cidades históricas mineiras como Ouro Preto, Mariana, Sabará, Caeté, Santa Luzia, Congonhas, Diamantina, São João del-Rei e Tiradentes.

Serviços

Polo de atração de investimentos industriais no passado, a cidade assumiu novas vocações e se define perfil de centro propício às atividades de prestação de serviços. A predominância do setor de serviços no município perceptível nas estatísticas mais recentes é um processo característico do próprio desenvolvimento da economia da cidade no século XX, em contraponto à concentração industrial nos municípios do entorno que formam o Eixo Industrial da Região Metropolitana (Betim e Contagem). Essa terciarização da economia de Belo Horizonte é atribuída a alguns fatores. Um deles é a chamada terciarização espúria, processo característico de grandes metrópoles de países subdesenvolvidos, que acontece quando há uma grande quantidade de mão-de-obra que não é absorvida pelo setor industrial e passa a atuar em subempregos. Atribui-se também a tradição da indústria local de concentrar-se nos ramos de atividades industriais tradicionais (extrativismo mineral e siderurgia), que possuem um limitado efeito aglomerativo urbano e pouco potencial de geração de renda agregada, ao fortalecimento do setor de serviços no município. As mudanças advindas da implantação de indústrias manufatureiras e de bens de consumo durável a partir da década de 1970, formando uma nova base exportadora na Região Metropolitana de Belo Horizonte, é outro fator que favoreceu o crescimento do setor terciário na capital mineira.

A região Centro-Sul de Belo Horizonte, seguida pela região Noroeste, concentra o segmento dinâmico do setor de serviços, ou seja, aquelas atividades auxiliares do setor industrial que envolvem os serviços profissionais e de negócios, setor financeiro e de seguros, serviços imobiliários e de leasing, de engenharia, design, científicos, além das atividades de locação e de transportes. As atividades mais tradicionais do setor terciário estão distribuídas de forma mais homogênea entre as outras regiões do município.

O município é reconhecido por abrigar instituições de excelência técnica e conhecimento científico e recebe permanentemente recursos públicos e privados que o credencia como polo de diversificação econômica. Destacam-se os setores de informática e biotecnologia que asseguram expansão com a integração com instituições produtoras de conhecimento, entre universidades e institutos de pesquisa, e por meio das incubadoras tecnológicas como a Fumsoft e Biominas, apoiadas pela Prefeitura de Belo Horizonte.

Indústria As primeiras atividades produtivas que surgiram antecedem a fundação do município. O Arraial do Curral del-Rei produzia gêneros para o abastecimento da região mineradora, especialmente gado e produtos agrícolas. As primeiras atividades industriais surgem no século XIX em Nova Lima com a instalação da Saint Jonh del Rey Mining Co. em 1834 e da Cia. Mineira de Fiação e Tecidos em 1879, em Marzagão, distrito de Sabará. Outros empreendimentos surgiram como um estabelecimento de fiação e tecelagem em 1838, no distrito de Neves Venda Nova; uma fundição de ferro e bronze em 1845, próximo à Lagoa Maria Dias, onde hoje é o cruzamento da Av. Paraná com a Rua Carijós no centro de Belo Horizonte; uma fundição, no lugar denominado Cardoso, em 1885; e uma pequena manufatura de velas de sebo para fornecimento à Cia. de Morro Velho. thumb|esquerda|Tecelagem da Companhia Renascença Industrial, em 1937 A concepção inicial da cidade, planejada no final do século XIX, contemplava aspectos extremamente modernos da teoria urbanística mas não previa a determinação de espaços destinados à atividade industrial, e nem tampouco para habitações populares ou proletárias. Já nos primeiros anos, as atividades industriais surgiam voltadas para o mercado local, utilizando matérias-primas provenientes do setor primário e possuíam um baixo grau de mecanização, dentre elas empresas produtoras de cerâmica às bebidas e cartões postais, do processamento de fumos à fabricação de balas e bombons.

Muitas empresas surgiram do esforço de acumulação de capital dos imigrantes italianos, portugueses e espanhóis e de outras nacionalidades, em menor escala.

Em 1902, o prefeito Bernardo Monteiro baixou um decreto que regulava a concessão de terrenos a indústrias, associações e a venda a particulares. A partir de então, a Prefeitura passou a incentivar a industrialização ao fornecer energia gratuita a diversas indústrias durante um longo período. Estes incentivos perduraram até 1916, quando chegaram a representar 20% da arrecadação do município.

Com a deflagração da I Guerra Mundial em 1914, houve uma forte recessão que provocou a estagnação do desenvolvimento econômico e industrial da cidade, em função da diminuição das exportações de café e produtos primários. thumb|direita|A maior montadora de veículos da FIAT no mundo está sediada em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Na imagem, Sérgio Marchionne, ex-presidente do grupo. Findo o conflito mundial, Belo Horizonte voltou a se desenvolver economicamente. O crescimento econômico da década de 1920 atinge níveis elevados alavancados pela expansão do setor de siderurgia, liderado pela Cia. Siderúrgica Belgo Mineira e outras localizadas nos municípios de Caeté, Rio Acima e Belo Horizonte. Já no final da década de 1920, inicia-se a construção de estradas de rodagem ligando Belo Horizonte a São Paulo e ao Rio de Janeiro.

Com a Revolução de 30, setores da burguesia nacional obtêm maior poder político que culmina com a expansão da industrialização e a valorização do nacionalismo no setor produtivo. Na década de 1930, destacam-se a atuação do prefeito Otacílio Negrão de Lima e a instalação da Cia. Renascença Industrial, no bairro Barro Preto, empregando cerca de 1.000 trabalhadores, causando grande impacto na economia. Em 1936 é criada a Zona Industrial do Barro Preto, para onde se deslocam inúmeras indústrias instaladas nas imediações da Estação Ferroviária e de outros pontos da cidade, tornando-se a principal concentração industrial da capital.

Porém, a Zona Industrial do Barro Preto não comportava a instalação de indústrias pesadas dada sua localização dentro da área urbana do município. O governo estadual, então, criou em 1941 a Cidade Industrial na localidade de Ferrugem, no município de Betim. Foram desapropriados 770 hectares de área e promoveu o loteamento e o arruamento. As linhas da E. F. Oeste de Minas e da Central do Brasil foram desviadas para facilitar o acesso ao local.

Em 1946, foi inaugurada a Cidade Industrial mas poucas empresas seriam instaladas antes de 1950. A década de 1940 marcou o movimento de transferência das indústrias instaladas na área urbana da capital para os municípios vizinhos, que se intensificaria ao final da década de 1960. Desde então, o desenvolvimento industrial de Belo Horizonte está atrelado a Contagem e aos municípios da região metropolitana.

Em 1952, a CEMIG é criada pelo então governador Juscelino Kubitschek, o que garantiu a oferta de energia barata para as indústrias da região. Nesse mesmo ano, inicia-se a instalação da Cia. Siderúrgica Mannesmann, no Barreiro, que começaria a produzir tubos sem costura em 1956. Os setores da construção civil, moveleiro e de aparelhos elétricos também tiveram grande impulso na década de 1950. thumb|esquerda|Centro de Controle Operacional - Metrô-BH A década de 1960 é marcada pelos investimentos do capital estrangeiro em Belo Horizonte, que provoca o fechamento de inúmeras indústrias de bens de consumo voltadas para o mercado interno. Invertendo a posição nacionalista do segundo Governo Vargas, o governo de Juscelino Kubitschek passa a ver o capital estrangeiro como aliado no processo de superação do subdesenvolvimento da indústria nacional.

Nos anos 1970, ocorre a chegada de grandes empresas multinacionais de bens de capital e a migração de indústrias para a área mineira da SUDENE, devido aos incentivos fiscais. Em 1973, a FIAT Automóveis instala primeira montadora fora do eixo Rio-São Paulo, em Betim. Hoje lidera a produção e as vendas no mercado do país, tornando-se a mais importante unidade produtora fora da Itália. Sua planta de Betim é a maior produtora de veículos da empresa no mundo.

As décadas de 80 e 90 foram marcadas por um longo período de recessão e estagnação econômica. A cidade passa a desenvolver e abrigar um parque industrial baseado nas indústrias não-poluentes e de alta tecnologia, tornando-se um dos mais importantes polos industriais do país, com empresas de ponta nas áreas de confecção, calçados, informática, alimentação, aparelhos elétricos e eletrônicos, perfumaria e turismo de negócios com estruturas produtivas leves, ampla terceirização de atividades e grandes investimentos em marketing e publicidade.

Turismo Recentemente, o município tem se destacado por sua capacidade de desenvolver duas modalidades de turismo: o turismo de eventos e o turismo cultural. Essa delineação do desenvolvimento do setor terciário da economia com o incremento do setor turístico integra a política de estímulo desse setor, que ganha reforços também no sucesso que a cidade vem experimentando na área artística-cultural. thumb|direita|Igreja de São Francisco de Assis, na Pampulha