A Junta de Colonização Interna foi um organismo oficial, criado em 1936, dependente do Ministério da Agricultura, que tinha por missão colonizar os baldios, terrenos públicos e propriedades privadas beneficiárias de infra-estruturas hidráulicas e fomentar a actividade agrícola em Portugal continental e ultramarino.

Esta foi extinta em 1974, ao abrigo do Decreto-Lei n.º 539/74 de 12 de outubro.

Criação A Junta de Colonização Interna foi criada através do Decreto-Lei nº 27.207 de 16 novembro 1936, tendo como objetivosDecreto-Lei nº 27.207 de 16 novembro 1936: gestão de terrenos da Junta Autónoma das Obras de Hidráulica e Agrícola; instalação de casais agrícolas (unidades habitacionais e de apoio à atividade agrícola do camponês, bem como apoio necessários aos colonos); reconhecimento e constituição de reserva sobre baldios estatais; aquisição de terrenos suscetíveis de colonização; fiscalização e auxílio em obras de colonização privadas; desenvolvimento de projetos e execução de obras de colonização; deliberação sobre concessão e exploração das glebas e casais agrícolas e reintegração dos capitais; desenvolvimento de estudos económicos, agrários e sociais, constituição caixas de crédito agrícola, postos agrários e restantes serviços complementares; distribuição e reorganização da população rural; melhoramentos nas instalações e propriedades rurais; estudo do aproveitamento de terrenos baldios estatais e particulares e desenvolvimento de planos de usufruição de terras; regulamentação do aproveitamento de baldios não reservados pelo Governo.

Colónias agrícolas Após o inventário dos baldios nacionais, foi determinado a exploração de baldios previamente reservados, tendo em conta as melhores potencialidades económicas, as áreas e aptidão dos terrenos, tipo de culturas, capacidade de mão-de-obra, etc. Foram, então, criadas 7 colónias agrícolas em Portugal Continental, 6 delas novas: Colónia Agrícola de Pegões, no Montijo; Colónia Agrícola de Milagres, em Leiria (criada em 1925); Colónia Agrícola da Gafanha da Nazaré, em Ílhavo; Colónia Agrícola de Martim Rei, no Sabugal; Colónia Agrícola da Boalhosa, em Paredes de Coura; Colónia Agrícola do Barroso, em Montalegre e Boticas; Colónia Agrícola do Alvão, em Vila Pouca de Aguiar.

Colónia Agrícola de Pegões É constituída por 3 casais: Núcleos de Faias, Figueiras e Pegões Velhos.

Colónia agrícola do Barroso Na região do Barroso, foi decidido dispersar os aldeamentos pelo território, ao invés de concentração numa única aldeia, tendo sido criados os seguintes núcleos: Concelho de Montalegre: Aldeia de Criande, Lugar do Vidoeiro, Aldeia Nova de Barroso, Lugar de São Mateus, Aldeia de Montalegre e Alto do Fontão; Concelho de Boticas: Pinhal Novo, na freguesia de Beça.

Presidência da JCI Entre 1941 e 1948: José Garcez Pereira Caldas; 1955: Engenheiro Eugénio Castro Caldas; Entre 1959 e 1969: Engenheiro Vasco Rodrigues Pinho Leónidas.

Bibliografia

Restos de Coleção - Colónias Agrícolas 25.º aniversário da Junta de Colonização Interna - reportagem televisiva

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