Brothers in Arms: Hell's Highway é um jogo eletrônico de tiro em primeira pessoa de 2008 desenvolvido pela Gearbox Software e publicado pela Ubisoft para PlayStation 3, Xbox 360 e Microsoft Windows. É o terceiro jogo da série Brothers in Arms.
Brothers in Arms: Hell's Highway continua com a história dos soldados do 502º Regimento de Infantaria Paraquedista da 101ª Divisão Aerotransportada, agora nos últimos estágios da Segunda Guerra Mundial, durante a Operação Market Garden nos Países Baixos, com o jogador retornando ao papel do sargento Matthew Baker (baseado em Harrison C. Summers) do primeiro jogo da série.
Jogabilidade Brothers in Arms: Hell's Highway é um jogo de tiro tático ambientado durante a Segunda Guerra Mundial jogado tanto na perspectiva de primeira pessoa quanto na de terceira pessoa (um recurso novo para série). O objetivo de Hell's Highway é guiar o personagem do jogador, o Staff Sgt. Matthew Baker e os esquadrões sob seu comando, completando objetivos durante a Operação Market Garden. No modo campanha, os jogadores devem completar uma série de níveis que englobam o enredo de Hell's Highway. A jogabilidade conta com novos atrativos: agora os civis podem dar dicas aos americanos sobre a posição ou movimentação das tropas inimigas, o comandante pode requisitar auxílio aéreo pelo rádio, além de portar armamento pesado, como bazucas. O histórico de cada um dos soldados está bem desenvolvido e esmiuçado, aumentando ainda mais a sensação de imersão e contextualização histórica do jogador.https://www.voxel.com.br/jogo/brothers-in-arms-hells-highway O combate em Hell's Highway contém elementos de estratégia e é baseado em esquadrões, mantendo muito da jogabilidade de seus antecessores. O jogador tem controle direto de Baker enquanto os membros do esquadrão são controlados pela inteligência artificial do jogo. Conforme os jogadores progridem ao longo da história, um máximo de três esquadrões podem acompanhá-los no campo de batalha. Três variações de esquadrão estão disponíveis, cada uma com seus próprios pontos fortes e pontos fracos; por exemplo, equipes de fogo de supressão, geralmente equipados com rifles M1 ou uma metralhadora portátil Browning M1919, são eficientes em suprimir o inimigo ou encurrala-los, enquanto equipes de assalto, geralmente equipadas com metralhadoras de assalto como a Thompson M1A1, BAR e granadas, são preferidas para manobras de flanco. O jogador pode emitir comandos para os esquadrões, como enviá-los para se protegerem ou focar fogo de supressão em uma posição inimiga. Um círculo vermelho acima dos inimigos mostra quando eles estão ativos na batalha e são uma ameaça, tanto para o jogador quanto para o seu esquadrão. Quando o jogador emite uma ordem de tiro supressivo, o círculo fica cinza e o inimigo está suprimido ou encurralado, indicando uma oportunidade para o jogador ou esquadrão mover-se para uma posição de flanco melhorada.
O jogo possui um sistema de cobertura, que permite aos jogadores se esconderem estrategicamente atrás de objetos enquanto lutam contra inimigos, e alterna a visão do jogador para uma perspectiva sobre o ombro, semelhante a um jogo de tiro em terceira pessoa. Hell's Highway apresenta um sistema de cobertura destrutível, permitindo que objetos como cercas de madeira e sacos de areia sejam destruídos por tiros ou explosivos. Ao contrário dos dois jogos anteriores da série, uma regeneração de saúde está presente, justificado por representar a exposição de um personagem à ameaça em um campo aberto ao invés de resiliência a danos: quando o personagem do jogador é exposto ao fogo inimigo, a tela fica vermelha e embaçada. Se ele permanecer sob fogo, eventualmente será atingido e morto. Permanecer em cobertura perante ao fogo inimigo removerá rapidamente a "ameaça" da tela vermelha. A jogabilidade também introduz o recurso de "câmera de ação" que às vezes diminui momentaneamente e o tempo fica em câmera lenta quando um jogador mata um inimigo com um tiro na cabeça ou granada. Geralmente esses momentos de "câmera de ação" expõe o gore do jogo, e resulta em mutilações e desmembramento dos inimigos.
Sinopse thumb|Assim como seus dois principais títulos anteriores, Brothers in Arms: Hell's Highway é baseado em eventos reais, e novamente tem como foco as ações do 502.º Regimento de Infantaria Paraquedista, desta vez durante a Operação Market Garden. Contexto histórico A história volta sob a perspectiva do sargento Matthew Baker durante as ações do 502.º Regimento de Infantaria Paraquedista na Operação Market Garden de 17 a 25 de setembro de 1944. A Operação Market Garden foi um plano idealizado pelo general britânico Bernard Montgomery. Foi uma das maiores invasões aerotransportadas da história. O plano era enviar três divisões de Infantaria Paraquedista, duas do Exército dos Estados Unidos (101ª Divisão Aerotransportada e 82ª Divisão Aerotransportada) e uma do Exército Britânico (1ª Divisão Aerotransportada), auxiliada pela 1.ª Brigada Paraquedista Independente Polonesa. Essas divisões desembarcariam nos Países Baixos e protegeriam pontes de Eindhoven e Nimegue até Arnhem (a ponte mais distante da linha de frente). O XXX Corpo Britânico (30º Corpo Britânico) então faria um rápido avanço ao longo das estradas de conexão e se conectaria com a 1ª Divisão Aerotransportada britânica, isso cortaria as linhas alemãs e as deixaria muito vulneráveis. Isso levaria os Aliados sobre o Reno e, esperançosamente, para Berlim no Natal de 1944. A operação foi executada em 17 de setembro de 1944, quatro meses após a Invasão da Normandia (Operação Overlord) apresentada nos dois jogos anteriores da série.
Infelizmente, embora inicialmente bem-sucedida (mas com desvantagens e grandes atrasos no setor da 82ª Divisão Aerotransportada) com pontes seguras em Eindhoven, Veghel, Grave e Nimegue, as forças alemãs engajadas em Arnhem não eram as tropas exaustas que os Aliados enfrentaram na França. As Divisões Panzer de elite estavam à espreita, preparadas para repelir o ataque e provaram ser demais para a (comparativamente) modestamente equipada 1ª Divisão Aerotransportada Britânica. Os lançamentos de suprimentos frequentemente erravam o alvo, o que dificultava a sobrevivência dos britânicos na subsequente Batalha de Arnhem, pois não conseguiam se rearmar e, portanto, achavam difícil afastar os alemães atacantes até que o XXX Corpo chegasse. O que nunca ocorreu. Os blindados britânicos chegaram a Nimegue e então decidiram que era muito arriscado continuar o avanço, essencialmente abandonando a sitiada 1ª Divisão Aerotransportada em Arnhem. Em sua rota para o norte em direção a Nimegue e Arnhem, as tropas terrestres da Operação Market Garden tiveram que lidar com oposição feroz e contra-ataques frequentes. Por dias, batalhas ferozes ocorreram em Sint-Oedenrode e arredores, causando sérios atrasos. Como resultado, reforços vitais não conseguiram chegar à ponte de Arnhem a tempo e a Operação Market Garden falhou. Operações de resgate foram encenadas para recuar os soldados britânicos cercados de volta para trás das linhas de frente em segurança. No entanto, dos 10.600 paraquedistas britânicos e poloneses que foram lançados em 17 de setembro, restaram apenas 2.398 e muitos foram rendidos e feitos prisioneiros. O que piorou as coisas foi que, como a posição das tropas aliadas era ao longo de um trecho de estradas interligadas, os inevitáveis (e esperados) contra-ataques alemães foram ferozes, prendendo os Aliados em um estreito trecho de terra holandesa que se estendia além da antiga linha de frente. O trecho que levava a Eindhoven – a rota 69 (que a 101ª Divisão Aerotransportada teve que defender de contra-ataques enquanto o XXX Corpo britânico subia a estrada) é o que ficou conhecido como "Hell's Highway" ("Estrada do Inferno"), que leva o nome do jogo.
O sargento Matthew Baker é o líder de esquadrões durante toda a operação. Baker e os personagens sobreviventes dos dois jogos anteriores são realocados para uma unidade especial de reconhecimento de sua Companhia F (Fox) do 502.º Regimento de Infantaria Paraquedista, antes do desembarque nos Países Baixos. Esta unidade com auxílio de jipes Willys faria o reconhecimento do terreno e da movimentação das tropas inimigas para facilitar a movimentação das principais unidades do regimento. Hell's Highway segue o ataque da 101ª Divisão Aerotransportada e a segurança de Eindhoven, bem como a subsequente defesa de áreas ao redor como Veghel e Uden dos contra-ataques alemães.
Introdução Antes do início do enredo, o primeiro capítulo recapitula os principais eventos dos dois jogos anteriores - Road to Hill 30 e Earned in Blood, antes dos eventos de Hell's Highway, com um narrador iniciando com: "Anteriormente, em Brothers in Arms".
Em 10 de outubro de 1931, o jovem Matthew Baker que mora em Brighton, Missouri, no interior, é mostrado brincando com seu aviãozinho de brinquedo. Anos depois, em 6 de junho de 1944, a cena corta para Baker e seu esquadrão saltando na noite do Dia D, com Baker observando sem rumo pela porta enquanto aviões são alvejados por fogo antiaéreo. Os eventos da Batalha da Normandia o atormentam, notavelmente um momento antes do ataque a Saint-Côme-du-Mont, onde Allen e Garnett discutem a pistola que adquiriram de um companheiro morto em ação (uma pistola M1911 niquelada com a inscrição "To Matthew: Brothers in Arms" dada a Baker quando criança por seu pai), com Leggett observando de perto. No dia seguinte, Allen e Garnett são mortos e Leggett desaba, consumido pela culpa, uma culpa que o dilacerou por dentro. Na Colina 30, Leggett comete "suicídio" por fadiga mental, atirando e atraindo um tanque inimigo para si com a mesma pistola anteriormente adquirida por Allen e Garnett.
Mas não se tratava apenas de culpa e morte; houve momentos de verdadeiro heroísmo, como o evento em que o tenente-coronel Robert Cole reuniu seus homens para o seu ataque frontal fora de Carentan em 11 de junho. "Red" Hartsock é visto sofrendo um ferimento grave no combate em Baupte, que resultou na perda de seu dedo anelar.
Mesmo antes de junho de 1944, os eventos já estavam em curso. Em 1931, o jovem Baker devolve a pistola niquelada que ganhou do pai por ordens de sua mãe.Flashback para o período posterior à defesa da Colina 30. Baker e Hartsock compartilham um cigarro e discutem o que aconteceu nas últimas horas.
O próximo capítulo mostra Eindhoven, Holanda, em setembro de 1944, que está sob um ataque noturno de bombardeiros da Luftwaffe. O som de explosões à distância é interrompido pelos gritos de uma garota, seguidos pelos tiros de uma MP40. Dois soldados alemães estão de pé sobre o corpo de uma jovem holandesa de vestido branco, estendida nos degraus. Aos seus pés, um capacete de soldado com o número "13" grosseiramente pintado na lateral.
No centro de Eindhoven, o cabo Corrion lidera uma patrulha em busca de alguém.